<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697</id><updated>2012-03-04T13:37:07.681-03:00</updated><title type='text'>Percepção, conhecimento, relacionamento</title><subtitle type='html'>"Vida psicológica é vida perceptiva. Percepção é o processo que estrutura e caracteriza a relação do ser no mundo... O ser humano exerce suas possibilidades relacionais através da percepção, do conhecimento, da categorização" - Vera Felicidade</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3016320824781722379</id><published>2012-03-01T08:20:00.000-03:00</published><updated>2012-03-01T08:20:46.783-03:00</updated><title type='text'>Infinito abrigado pelo finito</title><content type='html'>O organismo humano enquanto necessidade, limitado pelo seu próprio desgaste é uma contingência biológica que fragiliza o homem e revela sua precariedade. Viver em função dessa necessidade é sobreviver, é fazer convergir todas as suas possibilidades relacionais para este foco: sobrevivência. O organismo humano é também possibilidade relacional. O homem percebe o outro, o mundo e a si mesmo, categoriza, questiona-se, comunica-se, perpetua-se pela escrita, pelo desenho, pelo que cria e produz, expressa vivências. Neste processo o ser humano é imortal, é infinito. Transcendendo suas necessidades biológicas, exercendo suas possibilidades relacionais, rompe com a finitude de seus limites, atingindo assim o ilimitado, o infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Corpo, o organismo perece, mas as expressões relacionais afetivas eternizam-se. Questionamentos, explicações, dúvidas perpassam séculos ao desequilibrar os limites vigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esforçando-se por sobreviver da melhor forma ou de qualquer forma, o ser humano esvazia-se enquanto possibilidade relacional. Esse posicionamento na sobrevivência cria os que buscam prazer, bem-estar, notoriedade não importa como. Sobreviventes exercem sua desumanização em várias situações, das mais corriqueiras e cotidianas às consideradas perversões como os pedófilos, torturadores, enganadores, demagogos, gananciosos, deprimidos, todos compõem a galeria dos que estão reduzidos à sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassar os padrões limitadores, abrir perspectivas é a maneira de realizar a infinita possibilidade humana de ser no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceber este antagonismo entre necessidade e possibilidade sem globalizar gera inúmeras visões religiosas e espiritualistas, criando assim o além de, o depois da vida, depois da morte como redenção final para o homem, por exemplo. Os paraisos buscados via religião foram também apreciados pelos usuários de diversas químicas: ópio, heroina etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar as necessidades e transformá-las, não se reduzir às mesmas é o que nos permite realizar a infinitude do estar com o outro no mundo sem posicionamentos nem fragmentações alienadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Sin16D6TYk8/TzoiaqfnTDI/AAAAAAAAAkQ/ykGymjQn8M8/s1600/euclides.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Sin16D6TYk8/TzoiaqfnTDI/AAAAAAAAAkQ/ykGymjQn8M8/s1600/euclides.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b1A67p2aaqs/TzoiWZzcXEI/AAAAAAAAAkA/CpoVNJmPrlA/s1600/alice.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-b1A67p2aaqs/TzoiWZzcXEI/AAAAAAAAAkA/CpoVNJmPrlA/s1600/alice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JgfgkzaHuTg/TzoiYmc98XI/AAAAAAAAAkI/FFdAAft4Jzg/s1600/fermat.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-JgfgkzaHuTg/TzoiYmc98XI/AAAAAAAAAkI/FFdAAft4Jzg/s1600/fermat.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"Alice no País das Maravilhas",&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt; Lewis Carroll &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;"O Último Teorema de Fermat"&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, Simon Singh&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;"A Janela de Euclides"&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, Leonard Mlodinow&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3016320824781722379?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3016320824781722379/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/03/infinito-abrigado-pelo-finito.html#comment-form' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3016320824781722379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3016320824781722379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/03/infinito-abrigado-pelo-finito.html' title='Infinito abrigado pelo finito'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Sin16D6TYk8/TzoiaqfnTDI/AAAAAAAAAkQ/ykGymjQn8M8/s72-c/euclides.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-7362807550953184814</id><published>2012-02-23T08:19:00.001-02:00</published><updated>2012-02-23T08:19:52.539-02:00</updated><title type='text'>A eternidade está no presente</title><content type='html'>Não estar limitado pelo que acontece (memória e vivência) nem referenciado no que temos ou desejamos, só é possível se vivenciamos o presente, se este nos deixar ocupados sem preocupações nem verificações, sem validações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa estrutura biológica é aprisionante, o maximo de libertação que conseguimos é mantê-la neutralizada. Ao transcender o limite biológico sem transformá-lo em limite psicológico, se vive o presente. O presente é o contexto específico de cada um com todas as suas direções e redes relacionais. Integrado nele, sem metas, nem a priori, não posicionados se exerce dinâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensar no futuro, não parcializar os dados do percebido por esta dimensão inexistente traz ao homem eternidade. Eu e o outro, eu e o que está sendo vivenciado, é integrado; perspectivas surgem como decorrência e consequência do que se vivencia. Esta descoberta, nova paisagem, exila a mesmice, a repetição e o tédio. Respira-se por respirar-se, isto é tudo, isto é nada, não é resultante, é processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver os processos de estar no mundo com o outro, consigo mesmo, nos eterniza, nos faz transcender circunstâncias, contingências, consequentemente eliminando valores de bem e de mal, positivo e negativo. O presente é eterno, atemporal, nele não existe avaliações. O não posicionamento resultante desta vivência atemporal é que permite isto, tanto quanto a não existência de categorizações deixa o indivíduo solto, sem base. O posicionamento é o que permite a roda girar, é o depois da criação da mesma, é a colheita, é a manutenção, é o dia-a-dia marcado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Individualizar a rotina transformando-a é base - pé, mão e olho para empurrar a roda - passa a ser libertador, possibilitador de disponibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometer ao homem a vida eterna, dizer que tudo fica para depois é uma maneira de dominar o bem-estar, o prazer; são as regras do estar no mundo. As religiões, geralmente, são determinantes da educação e das regras familiares; elas esvaziam, educam, dividem para governar. A roda tem que ser empurrada, os sistemas precisam ser mantidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sistemas precisarem ser mantidos através de suas instituições, mas não podemos ficar acorrentados a esta manutenção, vivenciando o presente se exerce dinâmica individualizante da rotina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zpnIjsfgR-8/TzohSHx9v_I/AAAAAAAAAjs/djHx1z9dzuM/s1600/sertao.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-zpnIjsfgR-8/TzohSHx9v_I/AAAAAAAAAjs/djHx1z9dzuM/s1600/sertao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S2tCiDoBPNU/TzohVhwC_fI/AAAAAAAAAj0/j19Q0SBNDUc/s1600/kerouac.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-S2tCiDoBPNU/TzohVhwC_fI/AAAAAAAAAj0/j19Q0SBNDUc/s1600/kerouac.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;"On The Road"&lt;/i&gt; - Jack Kerouac&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;"Grande Sertão: Veredas" &lt;/i&gt;- João Guimarães Rosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-7362807550953184814?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/7362807550953184814/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/02/eternidade-esta-no-presente.html#comment-form' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/7362807550953184814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/7362807550953184814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/02/eternidade-esta-no-presente.html' title='A eternidade está no presente'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zpnIjsfgR-8/TzohSHx9v_I/AAAAAAAAAjs/djHx1z9dzuM/s72-c/sertao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-2705831493486203768</id><published>2012-02-16T08:11:00.000-02:00</published><updated>2012-02-16T08:11:49.511-02:00</updated><title type='text'>Desistência e Manutenção</title><content type='html'>Geralmente toda desistência implica em manutenção. Desistir da realização dos próprios desejos para manter a vontade do outro é, dentro dos mecanismos sobreviventes, à realização pragmática do bem-estar. Acontece isto desde as situações onde as mulheres suportam apanhar para manter seus parceiros, até os casos onde mulheres e homens desistem de suas motivações e desejos sexuais, para ficar bem com a família, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se avalia, quando se exerce reflexões e considerações parcializadas, não globalizando as relações estruturantes e relacionais, surge divisão criadora de antagonismos e aí se escolhe o que é mais oportuno, convincente e prático de atender. Desiste-se para conseguir tranquilidade, paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício contínuo da avaliação gera desistência responsável pela manutenção de incompatibilidades entre o indivíduo e o outro, até a incompatibilidade do indivíduo com ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desistência resulta de avaliação e cogitação. É o início estruturador do vazio, da depressão, do enquistamento relacional. Desistência, nestes casos, é pragmatismo, consequentemente, coisificação, despersonalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum se pensar a desistência como libertação (desistir de um casamento insatisfatório, por exemplo, de um relacionamento desgastado, de um emprego que não gosta etc). Desistência como libertação é abrir mão, é renunciar. Também é conflito pois decorre de escolha, decorre de cogitar quebrar um compromisso, um acerto. Liberta mas arrebenta, é vivenciada como egoismo, gerando culpa - está comprometida com a divisão pragmática anteriormente estruturada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enfrentamento do cotidiano, o questionamento são atitudes onde não cabem avaliação, desistência ou manutenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bv4sH9TqdXI/Tzof8wvkSnI/AAAAAAAAAjg/4jvzMbG0gvw/s1600/daralma.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-bv4sH9TqdXI/Tzof8wvkSnI/AAAAAAAAAjg/4jvzMbG0gvw/s1600/daralma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;"Dar a Alma"&lt;/i&gt; - Adriano Prosperi&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-2705831493486203768?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/2705831493486203768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/02/desistencia-e-manutencao.html#comment-form' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2705831493486203768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2705831493486203768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/02/desistencia-e-manutencao.html' title='Desistência e Manutenção'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bv4sH9TqdXI/Tzof8wvkSnI/AAAAAAAAAjg/4jvzMbG0gvw/s72-c/daralma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-5488293461839411951</id><published>2012-02-09T07:37:00.000-02:00</published><updated>2012-02-09T07:37:32.104-02:00</updated><title type='text'>Convicções</title><content type='html'>Como saber que o que se percebe é real? Como constatar, sem autorreferenciar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceber é conhecer. Este processo é aberto, dinâmico. Ao perceber que percebe, ao constatar, categorizar, conhece-se, posiciona-se; referenciais são estabelecidos. Estes caminhos são também labirínticos. A constatação de X às vezes é agregada com Y ou Z. Nos agregados surgem nebulosidades criadoras de dúvidas. Para saber que se sabe, para conhecer é necessário identificar os núcleos - contextos estruturantes das percepções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Psicoterapia Gestaltista isso sempre é feito. Entender que os deslocamentos da problemática, que a ansiedade de não conseguir, por exemplo, traduz a incapacidade de aceitar o limite da própria mediocridade, restaura os caminhos da descoberta da própria impotência, esclarece sobre agressividade, sobre a insuportável revolta de existir, frequentemente sentida nos estados de depressão e angustia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real é o que se percebe. &lt;i&gt;"Existe ilusão quando o pregnante são as estruturas mediadoras, principalmente representadas pela família, escola, trabalho, religião e ideologias. As estruturas mediadoras, quando são contextos estruturantes da percepção, impedem a percepcão do presente no contexto do presente"&lt;/i&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Perceber o que está ocorrendo diante de nós é estruturante. Perceber o que está ocorrendo diante de nós através dos filtros (a priori - medos e metas - desejos) é não perceber o que está diante, é gerar ilusões, acumular contextos não percebidos como fundos de nossa vivência. Só podemos conhecer, significar, se percebermos. Quando isso ocorre em situações diferentes daquelas do presente contextualizado no presente, surge a distorção decorrente do autorreferenciamento. Esse autorreferenciamento é mantido pelo não-questionamento. Quanto menor o questionamento, maior a estagnação, mais posicionamento."&lt;/i&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autorreferenciado engana-se em meio a distorções, sonhos e ilusões, não vive o presente, não aceita os limites e assim o "real" que se impõe é considerado ruim; para ele, a vida precisa ser justificada e isso só é possível através dos sonhos realizados e lutas vitoriosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;i&gt;"A Realidade da Ilusão A Ilusão da Realidade"&lt;/i&gt; -&amp;nbsp; pag. 71 - Vera F. A. Campos&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;**&lt;/span&gt; &lt;i&gt;"A Realidade da Ilusão A Ilusão da Realidade"&lt;/i&gt; -&amp;nbsp; pag. 72 - Vera F. A. Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MBOR_TCA97s/TwsPRycB1TI/AAAAAAAAAjM/w4o45Rx9uZ0/s1600/Ilusao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-MBOR_TCA97s/TwsPRycB1TI/AAAAAAAAAjM/w4o45Rx9uZ0/s1600/Ilusao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;"A Realidade da Ilusão A Ilusão da Realidade"&lt;/i&gt;, Vera Felicidade de Almeida Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desenhando um círculo perfeito à mão livre&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/-dwjsvVvwKk" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-5488293461839411951?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/5488293461839411951/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/02/conviccoes.html#comment-form' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5488293461839411951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5488293461839411951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/02/conviccoes.html' title='Convicções'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MBOR_TCA97s/TwsPRycB1TI/AAAAAAAAAjM/w4o45Rx9uZ0/s72-c/Ilusao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-8494091136359483629</id><published>2012-02-02T00:11:00.001-02:00</published><updated>2012-02-04T14:25:01.628-02:00</updated><title type='text'>Inquietação - Trampolim para o abismo</title><content type='html'>Entregue a si mesmo, reduzido a seus desejos, medos, dúvidas, certezas, sucessos e insucessos o homem se desconcerta, se segura em expectativas, não sabe se haverá continuidade do que lhe ocorre, seja para o bem, seja para o mal. Procurando certezas, garantias e respostas para manter o conseguido ou para superar o desacerto, ao se voltar para o outro - também apostando no que vai conseguir - cria expectativa. Este estar voltado para o futuro, este sair do presente gera ansiedade, é a inquietação. Estrutura-se, às vezes, comportamento supersticioso: tudo significa enquanto sinal de bem ou de mal; a capitalização, a instrumentalização são constantes. O sinal significa que o caminho está aberto ou fechado. Locomovendo-se neste universo simbólico, o real é transformado em uma mistura de passado e futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inquietação é o sintoma explicitador do vazio; é o colapso decorrente de estar no mundo segmentado e posicionado. A ansiedade gerada pelo despropósito traz medo, anseios e torcidas para que tudo dê certo, para que o mal cesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste estado, qualquer coisa é acolhedora: a droga (lícita ou ilícita) a despersonalização gerada pelo compromisso com o trabalho alienante, o agarrar-se com "unhas e dentes" ao parceiro, amante, amigo ou ao orientador religioso. Subordinação, dependência, obediência, até dedicação, são constantes nestas vivências. Sedar a inquietação é uma das mais eficientes formas de esvaziar, de desumanizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entregue a si mesmo ou ao outro (sistema, sociedade, religião ou instituição) o homem não se questiona, consequentemente não se percebe integrado ou alienado. É sempre possível se questionar. Só através do questionamento podemos perceber o que é liberdade ou o que é alienação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ThUMnKhfnjs/TwrhrPH0AFI/AAAAAAAAAis/m9QHJpWKKv4/s1600/Angoisse.2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ThUMnKhfnjs/TwrhrPH0AFI/AAAAAAAAAis/m9QHJpWKKv4/s1600/Angoisse.2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-o8AvxGpYcsk/TwrhtiU5_FI/AAAAAAAAAi0/GH2zyAfI3DE/s1600/NauInsensatos.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-o8AvxGpYcsk/TwrhtiU5_FI/AAAAAAAAAi0/GH2zyAfI3DE/s1600/NauInsensatos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;- &lt;i&gt;"L'Angoisse et L'Homme Moderne"&lt;/i&gt;, Heiri Steiner et Jean Gebser&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;- &lt;i&gt;"A Nau dos Insensatos"&lt;/i&gt;, Sebastian Brant&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-8494091136359483629?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/8494091136359483629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/02/inquietacao-trampolim-para-o-abismo.html#comment-form' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/8494091136359483629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/8494091136359483629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/02/inquietacao-trampolim-para-o-abismo.html' title='Inquietação - Trampolim para o abismo'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ThUMnKhfnjs/TwrhrPH0AFI/AAAAAAAAAis/m9QHJpWKKv4/s72-c/Angoisse.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-7050990116928685429</id><published>2012-01-26T07:53:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T07:53:31.842-02:00</updated><title type='text'>Solidão</title><content type='html'>Estar só, sem alguém para namorar, para conversar é problemático para muitas pessoas. Imediatamente é desencadeado o processo de procurar alguém ou de manter um relacionamento que se considera desagradável. Poucos se questionam sobre o que aconteceu ou acontece para que se fique só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o outro é percebido e usado como objeto, sobrevive-se, aliena-se, coisifica-se. A não aceitação estrutura deslocamentos, metas criadoras de vazio. Este vazio - carência afetiva como necessidade de relacionamento - gera demandas, faltas, fome que tem de ser saciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas avaliações são nítidas neste processo: tudo foi conseguido, a vida está estabilizada, falta apenas um relacionamento que gere prazer ou, falta a realização de desejos e demandas ou, precisa de ajuda, é necessário um relacionamento, alguém participando, ajudando ou ainda, sozinho o despropósito é completo, urge um relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes casos o outro é sempre um objeto, é necessário ou é suporte. Esta visão coisificadora do outro é causada pelo despropósito da própria existência. Não se sabe quem&amp;nbsp; é, não se percebe a si mesmo como um ser no mundo, se percebe com valores, territórios a defender, situações a manter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sobrecarregado precisa de ajuda, o esvaziado procura motivação nas companhias, o entediado busca prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe solidão quando o outro é percebido como um instrumento, quando é resultado das próprias demandas e carências. Nestes casos a solidão permanece quando se está acompanhado pelo outro ou entregue a si mesmo. Solidão não é falta de companhia, solidão é o vazio resultante da transformação da carência afetiva - possibilidade de relacionamento - em necessidade de relacionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro não pode ser necessário; quando isto ocorre ele é destruido, transformado em objeto de prazer, segurança ou cuidado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro é o possibilitador, mesmo que acidental, despropositado e intangível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QMol0B88SoE/TuQAF8eUAqI/AAAAAAAAAig/u9SJu-QD058/s1600/milnoites.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-QMol0B88SoE/TuQAF8eUAqI/AAAAAAAAAig/u9SJu-QD058/s1600/milnoites.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-70ZJH14vzfM/TuQADqGjg7I/AAAAAAAAAiY/XlGdsKjPvzI/s1600/anosolidao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-70ZJH14vzfM/TuQADqGjg7I/AAAAAAAAAiY/XlGdsKjPvzI/s1600/anosolidao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;- "&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;", Gabriel Garcia Marquez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt; - "&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Livro Das Mil e Uma Noites&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-7050990116928685429?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/7050990116928685429/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/01/solidao.html#comment-form' title='21 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/7050990116928685429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/7050990116928685429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/01/solidao.html' title='Solidão'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QMol0B88SoE/TuQAF8eUAqI/AAAAAAAAAig/u9SJu-QD058/s72-c/milnoites.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-715709548291937630</id><published>2012-01-19T07:11:00.000-02:00</published><updated>2012-01-19T07:11:11.102-02:00</updated><title type='text'>Vale o que se tem - Vitória de Pirro</title><content type='html'>É muito comum ouvir explicações acerca da marginalidade, do uso de  drogas, da violência como sendo causadas pela pobreza, pelas condições  econômicas e educacionais sub-humanas ou precárias. As implicações desta  explicação, desta visão é que "ter" é o estruturante, o constituinte do  humano. É verdade sim, se apenas considerarmos o homem como um  organismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhorar condições econômicas virou lema. As pessoas querem ter; as que  têm querem mostrar que têm. Tudo gira em torno do que se conseguiu:  riqueza amealhada ou melhoria das condições de sobrevivência. As  próprias reivindicações são contingentes, problemas geradores de novos  problemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valorizar o ter sem questionar a coisificação, a alienação que isto  implica, leva ao hiperconsumo, à sociedade do descartável. Somos  escravos do que consumimos e produzimos, não faz diferença vender ou  comprar, o horizonte temático é o mesmo: ter, mostrar, aparentar. A  educação também foi transformada em bem de consumo: os certificados de  doutorado e as certificações técnicas são fundamentais para construir  carreiras bem sucedidas financeiramente; apresentação de currículo ficou  mais importante que avaliação direta de qualidade profissional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale-se pelo que se tem e exibe: moradia, carro, roupas, cultura e até o  próprio corpo. O corpo escondido existe pelas grifes usadas e tatuagens  exibidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empenho, esforço e expectativa. Querendo e tendo se é feliz; não tendo  se é invisível, nulidade, infeliz. Nesta visão são vitoriosos os que  conseguem ter. Triste vitória. Vitória de Pirro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cJXHbdrTJhI/TuPqExTVGUI/AAAAAAAAAiM/Ayng--nk2XQ/s1600/vida.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-cJXHbdrTJhI/TuPqExTVGUI/AAAAAAAAAiM/Ayng--nk2XQ/s1600/vida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-90n6XIyRqa8/TuPqCrkpYZI/AAAAAAAAAiE/n9yDK0UFUFk/s1600/felicidade.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-90n6XIyRqa8/TuPqCrkpYZI/AAAAAAAAAiE/n9yDK0UFUFk/s1600/felicidade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Vida a Crédito&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;", Zygmunt Bauman&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;A Felicidade Paradoxal - Ensaio Sobre a Sociedade de Hiperconsumo&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;", Gilles Lipovetsky&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-715709548291937630?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/715709548291937630/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/01/vale-o-que-se-tem-vitoria-de-pirro.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/715709548291937630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/715709548291937630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/01/vale-o-que-se-tem-vitoria-de-pirro.html' title='Vale o que se tem - Vitória de Pirro'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-cJXHbdrTJhI/TuPqExTVGUI/AAAAAAAAAiM/Ayng--nk2XQ/s72-c/vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-1211840163717276883</id><published>2012-01-12T08:52:00.000-02:00</published><updated>2012-01-12T08:52:13.746-02:00</updated><title type='text'>Ideologia</title><content type='html'>É um sistema de crenças e explicações que orientam o viver cotidiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século XX foi o século da "guerra fria"; ser de "direita" ou ser de "esquerda" era o polarizante principal dos movimentos políticos, sociais e até mesmo artísticos, culturais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1917, com o triunfo da revolução soviética, uma nova ordem é inaugurada. A visão religiosa, os conceitos de divino, deixam de ser a explicação dominante dos processos sociais e econômicos. Não é a vontade de deus que estabelece as diferenças sócio-econômicas, não é por pecado que se é pobre, mas sim por ser explorado. Esta nova percepção liberta: de vítima ou castigado, o homem&amp;nbsp; passa a se perceber oprimido. Luta ou se acomoda, se organiza ou é organizado. Manter o sistema, explorar ou mudar é a nova ordem inscrita diante dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra civil espanhola, libertação das colônias ainda existentes, declaração dos direitos humanos, divisões arbitrárias do mundo pós-guerra, tudo isto vai constituir um novo palco para o desenrolar das opressões e aspirações humanas. Quanto mais o homem se adapta e mantém, mais de direita; quanto mais se revolta e transgride, mais de esquerda. Estas divisões são acentuadas, fanatizadas e assim reduzidas a direções que não definem o processo. Atrás e controlando a direita está o grupo dominante com a retrógrada manutenção da palavra divina (escrituras sagradas) conservadora nos costumes e geradora de preconceitos que atingem até a anatomia humana, de diretrizes sobre opções sexuais à "boa" pigmentação da pele. As fileiras da esquerda também escondem seus ditadores interessados em realizar o que eles acreditam ser o poder total; são deuses: Mao Tsé-Tung, Stalin e outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no século XXI, já percebemos que falar de social, de governo, de economia é falar de poder. O discurso democrático contemporâneo talvez seja um dos maiores geradores de distorções, de feudos, guetos e mini ditaduras. É a pulverização, é o dividir para governar, o impressionar para cooptar. Luta e discussão em torno do que é certo e errado, para si ou para os outros, é sempre espoliadora. É a pedra fundamental colocada para o estabelecimento de mercados, para as diretrizes educacionais responsáveis pela ordenação e manutenção das idéias que sustentam os donos do poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ser poderoso? Para que estar ao lado do que representa o poder? Este é o questionamento necessário para evitar a desumanização, a alienação e o posicionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OllCYflx5Gw/TuI6EcU5PJI/AAAAAAAAAh4/xXDejwIxKQU/s1600/sloterdijk.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-OllCYflx5Gw/TuI6EcU5PJI/AAAAAAAAAh4/xXDejwIxKQU/s1600/sloterdijk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aM9xckc01VM/TuI6BnTJioI/AAAAAAAAAhw/Ygg8sZyUVfE/s1600/hobsbawm.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-aM9xckc01VM/TuI6BnTJioI/AAAAAAAAAhw/Ygg8sZyUVfE/s1600/hobsbawm.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;"Era dos Extremos - O Breve Século XX: 1914 - 1991"&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, Eric Hobsbawm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;"No Mesmo Barco, Ensaio Sobre a Hiperpolítica"&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, Peter Sloterdijk&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-1211840163717276883?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/1211840163717276883/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/01/ideologia.html#comment-form' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/1211840163717276883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/1211840163717276883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/01/ideologia.html' title='Ideologia'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OllCYflx5Gw/TuI6EcU5PJI/AAAAAAAAAh4/xXDejwIxKQU/s72-c/sloterdijk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-5073696033641862518</id><published>2012-01-05T07:47:00.002-02:00</published><updated>2012-02-05T18:05:54.340-02:00</updated><title type='text'>Simples e complexo</title><content type='html'>Perceber o simples decorre da neutralização de acréscimos e atalhos geradores de distorções, de dificuldades. Perceber a simplicidade é quase impossível; é muito difícil pois o contexto, as diversas variáveis, as inúmeras circunstâncias camuflam e obscurecem. Não é uma questão de significado, é uma questão de aposições e justaposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Princípio de Ockham&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; diz que tudo sempre tende para o mais simples, cientistas afirmam que a natureza é parcimoniosa; essas são diretrizes apropriadas quando constatamos processos contínuos. Tudo que é aderente é agregado. Estes agregados são também suportes, as vezes ocultadores, do que está acontecendo. Ao se deter no que ocorre, sem objetivos nem explicações, consegue-se perceber o que está acontecendo. Ao querer incluir o que está acontecendo em alguma função ou propósito, atribui-se valores, novos agregados, situações extras. Tudo fica muito complexo. Precisa-se de mais informação, verificação e garantias para saber se o que se percebe é o que se percebe. Complexidades passam a existir e fica difícil desenrolar o fio da meada; assim nada é simples e os efeitos têm que ser explicados pelas suas causas. Cortes abruptos, separações, arrebentam e reduzem as situações a sua simplicidade. É a Navalha de Ockham, mal usada. Mutilações, fragmentações, chega-se ao simples decepando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples é o inteiro que só é percebido quando se trilha suas decorrências, quando se percebe que o complexo não é o diferente dele: é outro simples a ele agregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia a dia da clínica psicológica vemos que tudo é re-estruturado quando se percebe o que é problema, o que é desejo, o que é solução, quais os valores que estão atrapalhando a percepção da boa forma (&lt;i&gt;Gute Gestalt&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente a complexidade ainda é percebida como antagônica à simplicidade. Conseguimos utilizar a &lt;i&gt;Navalha de Ockham&lt;/i&gt; quando nos detemos no presente, quando vivenciamos os problemas enquanto problemas, sem os desvios criados pela busca da solução dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;i style="color: #93c47d;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;A Navalha de Ockham&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;" &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #93c47d;"&gt;O Princípio de Ockham&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt; são expressões que resumem a idéia básica do filósofo medieval e frade inglês William of Ockham, século XIV&amp;nbsp; (Guilherme de Occam) que criticava a metafísica medieval; ele pretendia uma separação entre filosofia e metafísica onde ficava clara a abordagem "direta e econômica" da filosofia e a abordagem "dos excessos" da metafísica, sobretudo no campo do conhecimento. &lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #93c47d;"&gt;Entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt; - &lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #93c47d;"&gt;não se multiplica os entes se não for necessário&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;, essa é a máxima que fundamenta sua separação entre filosofia (e ciência) X metafísica (e teologia). Esse princípio lógico é também associado a Lei da Parcimônia &lt;i&gt;(&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #93c47d;"&gt;Lex Parsimoniae&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;)&lt;/i&gt; que recomenda a explicação mais simples ou a teoria que implique em menor número de premissas. Obviamente essa não é uma regra a ser seguida cegamente, mas sim um alerta aos excessos, à dispersão no supérfluo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gih7UoPhLkI/Tt0nrBSZ0GI/AAAAAAAAAhk/Wme5sPE1v7A/s1600/FiloIdMed.2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-gih7UoPhLkI/Tt0nrBSZ0GI/AAAAAAAAAhk/Wme5sPE1v7A/s1600/FiloIdMed.2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;"&lt;i&gt;A Filosofia na Idade Média&lt;/i&gt;", Etienne Gilson&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cubo mágico ou Rubik's Cube&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/il5oEPNASmg" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-5073696033641862518?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/5073696033641862518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/01/simples-e-complexo.html#comment-form' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5073696033641862518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5073696033641862518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2012/01/simples-e-complexo.html' title='Simples e complexo'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gih7UoPhLkI/Tt0nrBSZ0GI/AAAAAAAAAhk/Wme5sPE1v7A/s72-c/FiloIdMed.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-2514015812884723682</id><published>2011-12-29T08:56:00.000-02:00</published><updated>2011-12-29T08:56:01.808-02:00</updated><title type='text'>Atitude</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;A psicologia do sec. XIX costumava dividir o homem em intelecto,  atividade e vontade (emoção). Atividade se referia a gestos,  comportamento motor, significando atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia atitude é um comportamento que frequentemente se exerce,  expressando a própria estrutura individual, psicológica, daí ela  caracterizar a visão que se tem do mundo, de si mesmo e do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Psicoterapia Gestaltista, atitude é sinônimo de motivação; para nós  também a motivação está sempre no contexto relacional; a motivação não é  criada, construida "interiormente" e projetada "exteriormente" como  pensam os psicanalistas,&amp;nbsp; os terapeutas da gestalt therapy e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gestaltistas, ao discutirem com os behavioristas, argumentavam que se aprendia independente das necessidades (&lt;i&gt;drives)&lt;/i&gt; estarem ou não saciadas. O &lt;i&gt;requiredness&lt;/i&gt;,  o carater de demanda explicado por Koffka, mostra como o ambiente, a  realidade, cria a motivação (os publicitários bem sabem disto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceber estas demandas, estas motivações é agir estruturando atitudes. O  contexto do percebido aqui e agora pode estar estruturado em passado  (memória) em futuro como metas ou perspectivas (pelos prolongamentos do  percebido, pensamento) ou pode estar estruturado no próprio presente.  Sempre que se percebe o que ocorre no contexto do que está ocorrendo, se  é instantâneo, espontâneo, globalizando o que está ocorrendo. A atitude  que surge é quase que descritiva, totalizante do percebido. Há  liberdade, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o que ocorre é percebido no contexto anterior - presentificado  pela memória - a possibilidade de distorção é grande. Atitudes  preconceituosas, conservadoras, repetitivas de vivências anteriores são  típicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o que ocorre é percebido em função de metas, de perspectivas  (futuro), estrutura-se atitude de observar, aguardar, avaliar, recolher  informação, dados. É o aproveitamento da experiência presente, do que se  está vivenciando no presente, transformando este presente em uma parte,  um instrumento, uma ajuda para o que se quer realizar ou evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estes exemplos não estou tipificando a forma de agir do ser humano,  apenas delineando posicionamentos, relacionamentos esclarecedores do que  se percebe, do que frequentemente se faz com o percebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotidianamente ouvimos falar de pessoas impulsivas, pessoas cautelosas  ou desligadas, quase como sinônimo de personalidade, característica  típica destas pessoas. São as manutenções de atitudes que configuram  estes perfis. Quanto maior o nível de posicionamento, maior a  possibilidade de ser manipulado, maior o ajuste e a dificuldade de  perceber o outro, a dinâmica do mundo e a ultrapassagem do instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões tais como permanência, impermanência, aceitação de perdas, de  ser abandonado, de morrer, podem ser trabalhadas, percebidas quando são  colocadas no contexto de estruturação das atitudes individuais. As  percepções mudam o mundo, o mundo muda as percepções. Perceber que a  grande perda é uma grande mudança que traz liberdade é uma percepção  restauradora, cria atitude otimista, traz motivação. Perceber que tudo  que se faz é ancorado nos desejos de vencer e ter sucesso, estabelece  atitudes solitárias, pessimistas e avaliadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9xCQlaK4xHY/TsrLAtb48yI/AAAAAAAAAgw/uSzaAEzAsCc/s1600/symposi.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-9xCQlaK4xHY/TsrLAtb48yI/AAAAAAAAAgw/uSzaAEzAsCc/s1600/symposi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8Q1l0GgwtzA/TshLnwc1pGI/AAAAAAAAAgY/Cm0yO9CZH_s/s1600/mudanpq.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-8Q1l0GgwtzA/TshLnwc1pGI/AAAAAAAAAgY/Cm0yO9CZH_s/s1600/mudanpq.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;i&gt;Mudança e Psicoterapia Gestaltista&lt;/i&gt;", Vera Felicidade de A. Campos&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Nebraska Symposium on Motivation"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-2514015812884723682?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/2514015812884723682/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/atitude.html#comment-form' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2514015812884723682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2514015812884723682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/atitude.html' title='Atitude'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9xCQlaK4xHY/TsrLAtb48yI/AAAAAAAAAgw/uSzaAEzAsCc/s72-c/symposi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-6135466556381435601</id><published>2011-12-22T07:53:00.001-02:00</published><updated>2011-12-22T07:58:35.807-02:00</updated><title type='text'>Compromisso</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Os impasses existenciais decorrentes de perceber o mundo, o outro como figura e colocar-se como fundo determinante desta percepção, este autorreferenciamento compromete a existência humana. Setoriza e maquiniza o ser humano, levando-o à corrida desenfreada da manutenção, do querer ser alguma coisa válida, aceita, reconhecida, considerada socialmente. Esta busca-luta, esta alienação, compromete. Surgem os padrões, normas e modelos de comportamento: as metas. Empenhado nesta conquista o homem desumaniza-se, passa a ser reconhecido pelo que o representa, por seus símbolos: carro, roupa, status, virórias, fracassos, sucessos, insucessos. O comprometimento com os rótulos cria a autofagia ou despersonalização, o vazio."&lt;/i&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São vários os problemas que surgem da despersonalização, da alienação e um deles é a manutenção, o compromisso. Estar comprometido é índice de alienação, de divisão, fragmentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprometer-se é estabelecer território, marcar presença e fazer acertos. Ao colonizar e manobrar estabelecemos parâmetros, consequentemente limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limitados pelo compromisso, somos livres apenas em função dos mesmos. A liberdade conseguida é sempre manipulada, decorre de acertos e estratégias. Não é liberdade, é medo, angustia, ansiedade. Kafka, em "&lt;i&gt;O Acorrentado&lt;/i&gt;", escreve: &lt;i&gt;"Livre e confiante cidadão da Terra, eis que está preso a uma corrente longa o bastante para lhe proporcionar liberdade sobre todo o espaço terrestre; conquanto longa apenas de maneira a que não o solicite coisa alguma fora dos limites da Terra. É ao mesmo tempo livre e confiante cidadão do Céu, e eis que está preso a igual corrente celeste. Quando pende muito para a Terra, estrangula-o a coleira celeste; quando pende muito para o Céu, estrangula-o a coleira terrestre… Tem todavia todos os recursos, e sente isso; sim, mas obstina-se em negar que tudo se deva a um erro inicial na fixação dos grilhões."&lt;/i&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este comentário kafkaniano é excelente para mostrar como a divisão, a necessidade de estabelecer separação, as metas e os medos, as crenças (ideologias) e vontades geram compromissos, e dividem. Divididos, os indivíduos correm de um lado para outro a fim de manter seus compromissos. É uma vida de manutenção, contabilizando resultados, funcionamentos, etapas para atingir metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a vivência é de angustia e a ansiedade - causada pela divisão resultante da falta de liberdade - é mantida pela negação dos questionamentos ao que compromete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;"Mudança e Psicoterapia Gestaltista"&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, Vera Felicidade A. Campos, pag. 43, Zahar Editores, 1978&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;**&lt;/span&gt; &lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;"Parábolas e Fragmentos"&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, Franz Kafka, pag. 25, Philobiblion - Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1956&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cQ6ZSH0gjz0/Tt0OmCy-1RI/AAAAAAAAAhY/9h9NlqSx0Y4/s1600/ginsberg.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-cQ6ZSH0gjz0/Tt0OmCy-1RI/AAAAAAAAAhY/9h9NlqSx0Y4/s1600/ginsberg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Mvipu9x1uf0/Tt0OjNOkEjI/AAAAAAAAAhQ/-oXcRW3T5q0/s1600/Durer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Mvipu9x1uf0/Tt0OjNOkEjI/AAAAAAAAAhQ/-oXcRW3T5q0/s1600/Durer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;"Melancolia I"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, de Albrecht Dürer, 1514&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"Uivo", de Allen Ginsberg &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-6135466556381435601?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/6135466556381435601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/compromisso.html#comment-form' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/6135466556381435601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/6135466556381435601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/compromisso.html' title='Compromisso'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cQ6ZSH0gjz0/Tt0OmCy-1RI/AAAAAAAAAhY/9h9NlqSx0Y4/s72-c/ginsberg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3105430239958001501</id><published>2011-12-15T08:23:00.002-02:00</published><updated>2011-12-15T15:58:48.718-02:00</updated><title type='text'>Sobrevivente não questiona</title><content type='html'>A imanência do ser humano é biológica. "&lt;i&gt;Essa estrutura biológica está em um lugar, em um tempo com outros seres. Estabelecemos relações percebendo, conhecendo. Perceber é conhecer, perceber que se percebe é categorizar. Essa categorização é o estar consciente de, é o saber que sabe&lt;/i&gt;." &lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo da sobrevivência tudo converge para a satisfação de necessidades, de desejos. Os julgamentos e valores, neste nível, são binários: bom e ruim, satisfatório e insatisfatório, lucro e prejuizo, eu e outro. A pregnância da imanência biológica desumaniza, não há antítese, consequentemente a dinâmica, a dialética do processo é transformada em paralelas: bom ou ruim, igual ou diferente. Psicologicamente, as vivências são desenvolvidas através de divisões paradoxais: o que apoia oprime, o marido que espanca é o que sustenta, o patrão que explora é o que permite a sobrevivência da família, por exemplo. Estas contradições não possibilitam antíteses, não permitem resultantes pois são mediadas pela avaliação do ser sobrevivente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao avaliar, se exerce mediações neutralizadoras de possíveis antíteses. Examinando o lado bom e o ruim, deve-se aproveitar o bom. Este foco polariza o comportamento da sobrevivência. O sobrevivente não questiona a contradição pois um dos seus aspectos é o apoio e o outro é a ameaça, o perigo. Segurando-se no lado do apoio, só percebe o que ameaça, não percebe a contradição com seus dois aspectos, experimenta o que dá segurança como contexto de bem-estar (não se enxerga o próprio chão que se pisa, embora se enxergue o chão em volta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser oprimido pela contradição não questiona, tanto quanto não exerce solidariedade, tampouco tem clareza sobre os próprios problemas, embora exorbite nas soluções buscadas. É frequente não se perceber a solidão, o medo, o vazio resultante do estar comprometido com o casamento a manter, o emprego a defender, por exemplo. Só se percebe a injustiça, a falta de relacionamento, o abandono causado pelos outros. Estruturam-se assim, raiva, inveja, medo etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto maior a exploração, a opressão, maior a revolta e quanto mais ela é mitigada (é o clássico "&lt;i&gt;panem et circenses&lt;/i&gt;" &lt;span style="color: red;"&gt;**&lt;/span&gt;) mais é mantida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sobrevivente não quer mudar, ele quer conseguir, quer se adaptar e ter seus desejos atendidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe contradição, não existe antagonismo no nível de sobrevivência, as possibilidades foram transformadas em necessidades. A contingência, a circunstancialidade (consumo ou não consumo por exemplo) soterra qualquer dinâmica existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das funções da psicoterapia é recuperar a possibilidade de estabelecer antagonismos, antíteses, de questionar. O início do questionamento é o início do processo de humanização. Apenas sobreviver nos animaliza, nos deixa a mercê de estruturas que nos manipulam, governam e orientam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;A Questão do Ser, do Si Mesmo e do Eu&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;", Vera Felicidade A. Campos, pag. 19&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;**&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Cobiça e prazer, panem et circenses - eis o que move as massas quando as desampara a crença de liberdade e da dignidade popular.&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;" - José de Alencar, &lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Cartas de Erasmo, II&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8hDU2JZws6s/Tsg4alyffUI/AAAAAAAAAf0/BMz6VEUSgck/s1600/tragedia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-8hDU2JZws6s/Tsg4alyffUI/AAAAAAAAAf0/BMz6VEUSgck/s1600/tragedia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"&lt;i&gt;Primeiro como tragédia, depois como farsa&lt;/i&gt;", Slavoj Zizek&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3105430239958001501?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3105430239958001501/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/sobrevivente-nao-questiona.html#comment-form' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3105430239958001501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3105430239958001501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/sobrevivente-nao-questiona.html' title='Sobrevivente não questiona'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8hDU2JZws6s/Tsg4alyffUI/AAAAAAAAAf0/BMz6VEUSgck/s72-c/tragedia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-9203468027200466693</id><published>2011-12-08T07:00:00.003-02:00</published><updated>2011-12-09T11:27:59.425-02:00</updated><title type='text'>Adaptação e mudança - aceitação da não aceitação</title><content type='html'>Geralmente o adaptado é o posicionado, o que renunciou a qualquer mudança para manter o que conseguiu. Assim vivendo ele é um mediano, é também o que não se aceita medíocre, adaptado. Surgem sintomas e deslocamentos a fim de criar um movimento, uma dinâmica - ainda que ilusória - diante de seus posicionamentos. Movimentos pendulares, ao longo do tempo dividem e fragmentam, estruturando não aceitação de ser o que é, de ter a vida que tem. No processo terapêutico, ao perceber a não aceitação, suas estruturas e implicações, surge a aceitação da não aceitação. É um momento muito importante, é a quebra da adaptação, do posicionamento e o início da mudança. Tudo é novo, diferente, as metas são transformadas em perspectivas, o que gerava vergonha e medo passa a ser questionante de responsabilidade, de participação; inicia-se a mudança responsável pela aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se está preso à idéia de que toda mudança decorre de luta, revolta e desadaptação responsáveis pela transformação social, não se consegue imaginar a aceitação como uma ação antitética. Só existe antítese se houver um ponto de encontro. O ponto de encontro das constradições é a própria antítese, isto é, a configuração do impasse e da impossibilidade. No contexto das relações humanas, a percepção desse ponto de encontro, das contradições, permite aceitar o que ocorre, independentemente de padrões valorativos, necessidades de sobrevivência ou desejos de mudança. Negar uma realidade com o objetivo de criar outra é estabelecer vias paralelas que não configuram antíteses. Não há encontro nem integração das contradições. A revolta e a não aceitação estruturam o desejo, a necessidade de mudar e de não sofrer mais. Se há negação do fenômeno é impossível o encontro, e portanto a contradição. A negação do limite de uma dada situação estabelece a existência de paralelas que criam dualismos, responsáveis por divisões e fragmentações tanto no indivíduo quanto em suas relações com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes questões humanas é como existir fora dos padrões sociais e econômicos e, ao mesmo tempo, estar neles e deles depender. Quanto maior for essa contradição, maior também será a possibilidade de se perceber e se descobrir como ser humano. Tal descoberta é libertadora, quebra as ordens contingentes e produz antíteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar a realidade é um processo que se caracteriza pela integração do limite. Frequentemente a aceitação é confundida com conformismo, submissão àquilo que oprime, frustra e agride. Mas a integração do limite é o que ocorre quando vivenciamos o presente, quando, sem medo nem esperança, nos relacionamos com a realidade. O medo é a avaliação do que acontece em função de referenciais outros que não os do momento. São os a priori, os traumas, as certezas já assumidas que carregamos como filtros responsáveis por novas categorizações, preconceitos, estigmas, culpas, inferioridades e vivências já acontecidas e cristalizadas. Esperanças constituem anseios, vontades e desejos contextualizados no futuro. A questão da temporalidade é complexa na filosofia, na psicologia e na física, mas em certo sentido é simples quando relacionada com vivência e percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo disso é a percepção de que o patrão que explora é o mesmo que alimenta, de que aquele que oprime também apoia. A vivência dessa contradição cria sentimentos de revolta, medo, culpa, angustia e resistência, ao mesmo tempo que enseja luta, oportunismo e despersonalização, quebrando a individualidade e impedindo a mudança. A transformação surge apenas quando se percebe, por exemplo, que apoio e opressão são dois aspectos do mesmo processo. A percepção do limite estrutura as antíteses responsáveis por sínteses. A liberdade e a consequente quebra das barganhas abrem novos caminhos. &lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Idéias desenvolvidas por mim nos livros &lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;"Terra e Ouro são Iguais Percepção em Psicoterapia Gestaltista"&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;"Mãe Stella de Oxossi Perfil de uma Liderança Religiosa"&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, ambos editados por Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gAA0B69XNIQ/Tt0LqcuTTwI/AAAAAAAAAg8/rqPU4_RMJFo/s1600/hegel.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-gAA0B69XNIQ/Tt0LqcuTTwI/AAAAAAAAAg8/rqPU4_RMJFo/s1600/hegel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"Fenomenologia do Espírito"&lt;/i&gt;, G.W.F. Hegel&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-r9mpBerw0v8/Tt0LsSog8OI/AAAAAAAAAhE/Ow3Mez6lMlo/s1600/engels.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-r9mpBerw0v8/Tt0LsSog8OI/AAAAAAAAAhE/Ow3Mez6lMlo/s1600/engels.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"A Dialética da Natureza"&lt;/i&gt;, Friedrich Engels&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-9203468027200466693?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/9203468027200466693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/adaptacao-e-mudanca-aceitacao-da-nao.html#comment-form' title='24 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/9203468027200466693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/9203468027200466693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/adaptacao-e-mudanca-aceitacao-da-nao.html' title='Adaptação e mudança - aceitação da não aceitação'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gAA0B69XNIQ/Tt0LqcuTTwI/AAAAAAAAAg8/rqPU4_RMJFo/s72-c/hegel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3706069300875790919</id><published>2011-12-01T08:49:00.000-02:00</published><updated>2011-12-01T08:49:08.307-02:00</updated><title type='text'>Por que se distorce? Por que se unilateraliza?</title><content type='html'>Ilhados na sobrevivência os seres humanos percebem o que está em volta de si através de valores em função da satisfação ou insatisfação de suas necessidades (demandas). Uma das resultantes imediatas deste processo é a transformação do outro em instrumento, ferramenta, meio para satisfazer desejos (deseja-se o que falta) e necessidades (é o que permite sobreviver). O outro passa a ser caçado e utilizado para apoio e prazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distorção é resultante da manutenção de posicionamentos, da quebra da dinâmica relacional do estar no mundo. Inicia-se assim, um processo que se caracteriza por buscar metas, por autorreferenciamento etc enfim, distorção perceptiva, unilateralização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, tudo que se percebe, consequentemente o que se pensa - pensamento é prolongamento da percepção - é binário, mecânico, limitado: é bom? É ruim? Serve? Não serve? Este referencial, esta matriz verifica e avalia tudo que ocorre. Qualquer situação nova vai ser assim examinada. Nada é feito ao acaso, nada é feito por fazer. Diletantismo é considerado loucura, é considerado perda de tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiados nestes critérios, observam e avaliam o que lêm, o que vêm, o que ouvem, o que propicia prazer. Sabem o que deve ser buscado e o que deve ser evitado. O que não couber no esquema tem que ser adaptado: fragmentam, dividem para manipular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo é esvaziante, aliena do presente, leva à criação de metas, busca de objetivos como: "paz interior", "realização de sonhos" etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta nebulosidade, nada é claro, nada é luz, tudo é distorcido, misturado, confuso. Não há apreensão de totalidades, só existe luz no fim do túnel e esta tem de ser buscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o que acontece é percebido em contexto diverso do que está estruturado ou acontecendo, ocorre distorção perceptiva. A percepção do percebido é a categorização, o saber que se percebe. Quanto mais relacionado ao percebido está a percepção do mesmo, maior a globalização; quanto mais distante - temporal ou espacialmente - maior a fragmentação, a parcialização. Nesses casos, para nomear, significar tem que se preencher os vazios, somar as partes. Este processo é a distorção perceptiva responsável por preconceito, divisão, oposições e semelhanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PhpMk9qACko/TshK6QjdYNI/AAAAAAAAAgI/71aRXhXSYyQ/s1600/freudObras.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-PhpMk9qACko/TshK6QjdYNI/AAAAAAAAAgI/71aRXhXSYyQ/s1600/freudObras.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WJaHj9R2Bog/TshK4tKTcDI/AAAAAAAAAgA/SdKhwPlvpsQ/s1600/jung.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-WJaHj9R2Bog/TshK4tKTcDI/AAAAAAAAAgA/SdKhwPlvpsQ/s1600/jung.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Obras Completas&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;", Sigmund Freud&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;O Homem e seus símbolos&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;", Carl Gustav Jung&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3706069300875790919?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3706069300875790919/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/por-que-se-distorce-por-que-se.html#comment-form' title='18 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3706069300875790919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3706069300875790919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/12/por-que-se-distorce-por-que-se.html' title='Por que se distorce? Por que se unilateraliza?'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PhpMk9qACko/TshK6QjdYNI/AAAAAAAAAgI/71aRXhXSYyQ/s72-c/freudObras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-5786213283940705490</id><published>2011-11-24T07:14:00.002-02:00</published><updated>2011-11-24T17:39:32.712-02:00</updated><title type='text'>O oposto como semelhante</title><content type='html'>O semelhante é o igual, o oposto é o diferente. Como entender oposto como semelhante, como sair deste antagonismo, desta divisão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As situações estão colocadas como paralelas, não há possibilidade de antítese, de confronto; existe assim a impossibilidade de surgir síntese, no caso, comparação dessa contradição, quase &lt;i&gt;non sense&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opostos são contrários, são polos de uma mesma unidade. Só através da mediação podemos categorizar a oposição. Opostos pela condição de riqueza e pobreza, mas semelhantes enquanto seres humanos, por exemplo, é elucidativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala, por exemplo, em o ser e o mundo, em opostos ou antagônicos, gera-se sempre continuidade, gera-se semelhança quando é percebida a mediação que os dividiu, que os transformou em opostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir além das parcializações, dos posicionamentos, possibilita perceber o outro, sua humanidade. Entrincheirados nas classificações sociais, econômicas, nos tipos físicos, nos critérios estéticos, transformamos as aparências, as resultantes, em sinônimo do que é intrínseco e definidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;O outro, o diferente de mim, meu antagônico é também o idêntico a mim, meu semelhante&lt;/i&gt;".&lt;span style="color: red;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando inteiros, individualizados, percebemos unidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando divididos, fragmentados os seres humanos são&amp;nbsp; transformados em ponto, objeto que tenta se apoiar, segurar, a fim de manter coladas suas fragmentações. A necessidade de funcionar, conseguir, brilhar é o polarizante. É isto que mantem suas posições conseguidas. Qualquer mudança que ameace este "equilíbrio", qualquer movimento é malvisto, não é aceito. Ele vive juntando e escondendo sua divisão, ele é o outro que ele cola e conserta. É a desumanização. Esta situação explica crises de pânico, também explica atitudes de maldade, de tortura, de obedecer cegamente para manter o que foi conseguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta situação o outro é o diferente, sempre o antagônico, nunca idêntico, não há mediação da aceitação, do encontro. Percebe-se o semelhante, mas ele é visto como apoio ou ameaça; o pregnante é o que ele pode significar, representar de bem ou mal. Vazio ou plenitude, solidão ou integração são assim estruturadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Individualidade, Questionamento e Psicoterapia Gestaltista&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;",&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Vera Felicidade A. Campos, pags 112, 113&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zHCxiVjArfg/Tsg0SXs7SVI/AAAAAAAAAfI/tdZylFOzhB4/s1600/serblog.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-zHCxiVjArfg/Tsg0SXs7SVI/AAAAAAAAAfI/tdZylFOzhB4/s1600/serblog.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fZOpFf3zLlI/Tsg0QIgpdSI/AAAAAAAAAfA/mPEFR-rcWAc/s1600/thinkblog.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-fZOpFf3zLlI/Tsg0QIgpdSI/AAAAAAAAAfA/mPEFR-rcWAc/s1600/thinkblog.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;A Questão do Ser do Si Mesmo e do Eu&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;", Vera Felicidade A. Campos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Productive Thinking&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;",&amp;nbsp; Max Wertheimer&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-5786213283940705490?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/5786213283940705490/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/11/o-oposto-como-semelhante.html#comment-form' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5786213283940705490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5786213283940705490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/11/o-oposto-como-semelhante.html' title='O oposto como semelhante'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zHCxiVjArfg/Tsg0SXs7SVI/AAAAAAAAAfI/tdZylFOzhB4/s72-c/serblog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3752955454925504258</id><published>2011-11-17T08:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-17T08:30:57.104-02:00</updated><title type='text'>Interno e externo não existem</title><content type='html'>Interno e externo são apenas indicadores semelhantes a direita e esquerda quando indicamos direção. Sempre exigem uma referência a partir da qual são estabelecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso frequente dos termos interno e externo transformou-se em metonímia, um filtro, uma lente pegajosa que atrapalha a percepção, a categorização do que é humano, do que é psicológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud, por exemplo, falava em "realidade externa" e a via como projeção do inconsciente. Para ele, esse processo de projeção era gerenciado, controlado pelo próprio inconsciente e caracterizava a natureza humana. Essa dicotomia foi tão divulgada e incorporada ao pensamento ocidental de maneira geral, que atualmente, qualquer coisa diferente disto pode até ser entendida e aceita, mas sempre é vista como tradução da mesma questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim não existe interior, não existe exterior, existe uma relação.&amp;nbsp; Uma coisa "interna" a A é "externa" a B e vice-versa. Trata-se de mera sinalização. Sinais são convenções. Tudo é construído, exceto a possibilidade de se relacionar, de construir. Na página 27 do livro "&lt;i&gt;Terra e Ouro são Iguais&lt;/i&gt;" &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;* &lt;/span&gt;escrevo: "&lt;i&gt;É muito difícil para o psicólogo dualista, categorial, tipológico entender o comportamento humano sem recorrer às idéias de interior e exterior. Ainda hoje Jung é seguido e tido como grande pensador: ele classificava o humano em tipos introvertidos e extrovertidos. Achava, tanto quanto Freud, que a percepção é uma projeção dos conteúdos internos do sujeito. A própria percepção, nessas conceituações, é um objeto&lt;/i&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do conceito isomórfico, os gestaltistas alemães disseram que as estruturas (&lt;i&gt;gestalten&lt;/i&gt;) neurológicas são iguais às psicológicas, disseram ainda que o que está dentro está fora. Percebemos por haver estruturas neurológicas e psicológicas que possibilitam isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginar um interior, um exterior é coisificar o homem, é transformá-lo em uma caixa e depois procurar abrir saídas, janelas para suas demandas e realizações, estabelecendo aplanadores de caminho - como fazem várias psicologias e psicoterapias adaptativas - não sabendo o que é o homem, criam uma série de senhas para decifrá-lo e explicá-lo. Falam de interioridade como se existisse um lugar do psicológico dentro do organismo humano, por exemplo: mente, inconsciente etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe o inconsciente, gerenciador da realidade interna, também não existe a mente, receptáculo de dados. O que existe é o homem no mundo, percebendo, categorizando, conhecendo. Perceber é se relacionar, é conhecer. O pensamento é o prolongamento da percepção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar é prolongar o percebido é uma percepção que se expressa ou que se memoriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;i style="color: #6aa84f;"&gt;Terra e Ouro são Iguais, Percepção em Psicoterapia Gestaltista&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;, Vera Felcidade A. Campos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5asJDt-3w3g/TsOg5HSRB5I/AAAAAAAAAeY/7mMWiTuM6_s/s1600/escher.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-5asJDt-3w3g/TsOg5HSRB5I/AAAAAAAAAeY/7mMWiTuM6_s/s1600/escher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FNsGu0bqwUQ/TsOg8Dg6jsI/AAAAAAAAAeg/IzjGFDVxq20/s1600/bach.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-FNsGu0bqwUQ/TsOg8Dg6jsI/AAAAAAAAAeg/IzjGFDVxq20/s1600/bach.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;"Icons"&lt;/i&gt;,&amp;nbsp; Maurits C. Escher&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;-&amp;nbsp;&lt;i&gt; "Godel, Escher, Bach: An Eternal Golden Braid"&lt;/i&gt;, Douglas R. Hofstadter&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Escher e a Fita de Möbius&amp;nbsp; ("&lt;i&gt;As Formigas&lt;/i&gt;") &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Animação do quadro de Escher: "&lt;i&gt;A Fita de Möbius II&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ZN4TxmWK0bE" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3752955454925504258?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3752955454925504258/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/11/interno-e-externo-nao-existem.html#comment-form' title='25 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3752955454925504258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3752955454925504258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/11/interno-e-externo-nao-existem.html' title='Interno e externo não existem'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5asJDt-3w3g/TsOg5HSRB5I/AAAAAAAAAeY/7mMWiTuM6_s/s72-c/escher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-5412045088015605334</id><published>2011-11-10T09:13:00.000-02:00</published><updated>2011-11-10T09:13:12.493-02:00</updated><title type='text'>Dividir para entender, dividir para limitar</title><content type='html'>Dividir sempre fez parte das estratégias de vida, estratégias de guerra e organização das comunidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir por etapas, seguir o passo a passo é a regra para análise e resolução de problemas. As classificações, as tipificações são fruto de divisões. Dividir é separar, fracionar, quebrar, criar classes, tipos. Separa-se para em seguida agrupar-se na tentativa de organizar e entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequenos somos ensinados a pensar e agir a partir das divisões. Crianças aprendem a traçar, a demarcar territórios, separarando conceitos que são indissolúveis. A reta, por exemplo é uma sucessão infinita de pontos, o ponto é interseção de infinitas retas. Esta sequência de relações foi transformada na afirmação: ligando o ponto A ao ponto B, temos uma reta. Uma simplificação que leva a ignorar os infinitos pontos da reta e sua interseção com outras retas. O resultado é que se segue na vida imaginando setas -----&amp;gt;&amp;nbsp; interações entre pontos previamente determinados &amp;lt;----&amp;gt; pensando tudo em termos de causa e efeito, em termos de consequência, de divergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende-se a ser dualista, a criar dicotomias, tomar as resultantes, os polos como unidades que se opõem, jamais se aprende que a polaridade resulta da unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negando a relação restam os elementos, como eu dizia em "&lt;i&gt;Terra e Ouro são Iguais&lt;/i&gt;": "&lt;i&gt;O pensamento filosófico/ psicológico enfocou os polos, os posicionamentos, quebrando ou desprezando o eixo, a relação configurativa de sujeito e objeto. A filosofia, na busca de explicar o conhecimento, imaginou um sujeito que conhecia e objetos que eram conhecidos. Isto posto e aceito, surgiu o grande debate sobre quem iniciava o processo. Era o sujeito que pela idéia criava o mundo ou o mundo que era captado pelo sujeito? Surgiram assim as diversas filosofias idealistas e materialistas. Resíduos posicionantes disso são os conceitos de idéia, alma, espírito, consciência, mente, sensações, matéria, como explicativos desencadeantes dos processos cognitivos&lt;/i&gt;". &lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divide-se para limitar áreas e manipular conhecimentos. Bastaria se deter na unidade ser no mundo e tudo teria sido muito diferente: não teríamos a idéia de inconsciente, de interno/externo, de natureza humana, energias ou ações divinas para explicar o comportamento humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito fácil copiar e colar, partir e depois juntar a fim de tecer considerações acerca de qualquer coisa. Esta atitude de separar, cria preconceitos, certezas, regras, medos, limites, controles, influenciando a formação de divisões e restrições, criando situações inexistentes como a tão comentada vida interior, realidade externa/interna, vivência objetiva/subjetiva, rótulos que viraram verdades. Como o comportamento humano é estruturado através de relacionamentos, ele integra estas divisões. Isto gera conflito e o fragmenta. O ser ou não ser, o fazer ou não fazer, desistir ou não desistir de relacionamentos, mudar de trabalho ou continuar no trabalho etc são divisões vivenciadas no contexto desta avaliação, onde tudo se exclui, nada se integra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Psicoterapia Gestaltista sabemos que o que divide é o que unifica. A divisão decorre de um processo que foi quebrado, separado, interrompido. Encontrar o ponto (motivo) da divisão é encontrar o contexto, a sequência de unificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; "&lt;i&gt;Terra e Ouro são Iguais, Percepção em Psicoterapia Gestaltista&lt;/i&gt;",&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vera Felicidade A. Campos - pags 25 e 26&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h-PZq7eHfak/TrsLqLYitjI/AAAAAAAAAeM/3moJOaA1at0/s1600/Maquiavel.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-h-PZq7eHfak/TrsLqLYitjI/AAAAAAAAAeM/3moJOaA1at0/s1600/Maquiavel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"O Príncipe",&amp;nbsp; Nicolau Maquiavel&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MOONj9jLilc/TrsLnQcFnyI/AAAAAAAAAeE/Srp8GJToZGM/s1600/Dante.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-MOONj9jLilc/TrsLnQcFnyI/AAAAAAAAAeE/Srp8GJToZGM/s1600/Dante.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"A Divina Comédia", Dante Alighieri&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-5412045088015605334?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/5412045088015605334/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/11/dividir-para-entender-dividir-para.html#comment-form' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5412045088015605334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5412045088015605334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/11/dividir-para-entender-dividir-para.html' title='Dividir para entender, dividir para limitar'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h-PZq7eHfak/TrsLqLYitjI/AAAAAAAAAeM/3moJOaA1at0/s72-c/Maquiavel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-4699364098192941760</id><published>2011-11-03T07:56:00.002-02:00</published><updated>2011-11-07T21:20:43.028-02:00</updated><title type='text'>Preconceito</title><content type='html'>É o conceito antecipado, é o entendimento, o conhecimento independente da relação que se estabelece com o conhecido. É a cópia, a reprodução a sobreposição de conhecimentos prévios sobre situações novas. Conceitos antecipados geram cópia, genéricos usados sempre em abundância, necessitando portanto de catalogação e arquivamento para estar sempre prontos para o uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sabedoria popular, através de sua coleção de provérbios, também ajuda a incorporar experiências responsáveis por conceitos antecipados, por preconceitos. "&lt;i&gt;Quem vê cara não vê coração&lt;/i&gt;", "&lt;i&gt;diz-me com quem andas que te direi quem és&lt;/i&gt;" são alguns exemplos. Segui-los, orientar-se&amp;nbsp; por este saber disseminado pela &lt;i&gt;vox populi&lt;/i&gt; é impermeabilizar-se às próprias experiências. Estes filtros são mediações que obscurecem. Fica impossível perceber igualdade quando tudo já está carimbado e descrito como bom, ruim ou prejudicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média, além de regras de conduta e geradores de advertências, os provérbios representavam quase todas as relações de superestrutura. Mesmo a pintura era influenciada por eles. Hieronymus Bosch, por exemplo, tem um de seus mais conhecidos quadros baseado em um proverbio flamengo: "&lt;i&gt;o mundo é como um carro de feno e cada um colhe o que puder&lt;/i&gt;" (no sec. XVI se referia aos desejos materiais, à ganância, à concorrência, à falta de solidariedade). Este provérbio medieval ainda pode ser usado hoje em dia; a melhora é que muita antítese é feita a esta atitude, através de leis principalmente, mesmo que tenhamos os atuais "&lt;i&gt;salve-se quem puder&lt;/i&gt;" e o "&lt;i&gt;farinha pouca, meu pirão primeiro&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da experiência, outra fonte geradora de preconceitos são as expectativas criadas pelos desejos. O desejo estabelece os padrões, as regras necessárias para sua realização. Satisfazer a carência, arranjar amigos que podem ser bons, úteis, obriga a frequentar ambientes que favoreçam a realização deste desejo. Amigos bons são, por exemplo, os bem educados, os que ocupam lugares destacados na sociedade. Quando aparece alguém com estes requisitos, imediatamente é considerado bom. Este julgamento antecipado induz a muitos enganos. Frequentemente "&lt;i&gt;o bom partido&lt;/i&gt;" por exemplo, também está interessado em conseguir realizar seus desejos, colecionar namoradas etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só percebendo que todos somos iguais, que as diferenças entre os seres não são estabelecidas pelos aspectos étnicos, nem pelos culturais, educacionais e econômicos é que é possível não ter preconceito em relação ao que seria um ser humano bom ou ruim. Só através do relacionamento com&amp;nbsp; o outro é que podemos perceber o que é humanizado ou desumanizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito, quando ocupa o lugar dos conceitos, restringe a experiência, parcializa o encontro com o outro e com o mundo, à medida em que orienta, sinaliza. É um impermeabilizante, um filtro, uma cunha responsável por quebras e divisões. Ser preconceituoso, ter conceitos antecipados, não importa a respeito do que seja, é viver defasado, é ter informações e conhecimento de segunda, terceira mão, é estar sempre manipulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito é a alavanca para a manipulação, quer seja da família, da sociedade, das ciências, religiões ou ideologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciência e religião alicerçadas em dogmas geram muitos preconceitos responsáveis por terríveis carnificinas: guerras religiosas (católicos e protestantes, árabes e judeus), genocídios comandados e fundamentados em pseudo verdades científicas como raça superior e inferior por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter um selo de garantia exige avaliação, verificação. Preocupado em não errar, em não se enganar, o homem se aprisiona ao que o limita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-z_Jk_WZjiKA/TqAW1yNkYqI/AAAAAAAAAd0/XYTFdvL-jgU/s1600/IdMed.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-z_Jk_WZjiKA/TqAW1yNkYqI/AAAAAAAAAd0/XYTFdvL-jgU/s200/IdMed.jpg" width="144" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xhrILLMMx10/TqATPJjOOiI/AAAAAAAAAdg/186s5of8xso/s1600/feno.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-xhrILLMMx10/TqATPJjOOiI/AAAAAAAAAdg/186s5of8xso/s1600/feno.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;. "&lt;i&gt;O Carro de Feno&lt;/i&gt;", Hieronymus Bosch&amp;nbsp; (Museu do Prado, Madrid)&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;. "&lt;i&gt;O outono da Idade Média&lt;/i&gt;", Johan Huizinga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #cccccc;"&gt;Animação com partes do quadro "O Jardim das Delícias" &lt;br /&gt;de Hieronymus Bosch,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cccccc;"&gt; por Eve Ramboz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/AqiBH-jNW4g" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-4699364098192941760?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/4699364098192941760/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/11/preconceito.html#comment-form' title='20 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4699364098192941760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4699364098192941760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/11/preconceito.html' title='Preconceito'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-z_Jk_WZjiKA/TqAW1yNkYqI/AAAAAAAAAd0/XYTFdvL-jgU/s72-c/IdMed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-1668824248565720673</id><published>2011-10-27T09:17:00.001-02:00</published><updated>2011-10-27T10:16:59.398-02:00</updated><title type='text'>Sem saída</title><content type='html'>Vivenciar o presente pode ser sinônimo de vivenciar o desagradável, despropositado e ameaçador. Situações de guerra, assalto, doença, desastre deixam isto bem claro. Essas ocorrências determinam&amp;nbsp; ansiedade, medo, que é a omissão diante do que ocorre ou determinam coragem e participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter medo é se omitir, é colapsar, sumir diante do que está acontecendo; isso se dá às vezes através do desmaio, através do desespero, dos gritos e das rezas obstinadas. Havendo participação não há medo: se enfrenta ou foge, às vezes única maneira de enfrentar, ainda ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não temos metas - ou seja, planos e desejos a realizar no futuro, que não têm estrutura na própria realidade - não estamos divididos ao vivenciar o presente. Esta organização nos permite não colapsar com os impactos, o caos, a desorganização que está acontecendo no presente. Esta atitude cria perspectiva de vida responsável pelo descongestionamento; "&lt;i&gt;o grande horror&lt;/i&gt;" que acontece adquire proporções menores, suportáveis e começa a ser percebido como obstáculo a ser resolvido, neutralizado, contornado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kurt Lewin relata o que aconteceu com os judeus alemães diante da escalada destruidora do nazismo e do antissemitismo na Alemanha. Este caos social desumano levou vários judeus a cometerem suicídio. Ao perderem toda e qualquer perspectiva de vida, abreviavam o final terrível que parecia inexorável. Frequentemente esta atitude era a do judeu assimilado. Lewin nos relata que o judeu apoiado em sua tradição religiosa, em sua história, sabia que era mais uma perseguição; durante cerca de 5 mil anos outras já haviam ocorrido e seu povo sobreviveu. Perceber este processo, serviu de respaldo, abriu perspectivas e fez com que resistissem ao desespero, resistissem à vontade de desaparecer, sumir, mesmo com o sacrifício da própria vida. Esse estudo de Lewin foi eloquente no sentido de mostrar que o caos pode ser organizado, que o respaldo surge da própria história individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O judeu assimilado à cultura germânica achava impossível haver tais perseguições dentro de uma sociedade tão civilizada como a alemã. Os que estavam apoiados na tradição judaica, sabiam do antissemitismo que sempre existiu nas diversas culturas e sociedades. A vivência do terror não foi inesperada para eles, tinham o processo histórico como contextualizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vivência é sempre do presente mesmo quando se recorre à memória. Na situação do presente aterrorizante, reduzido ao fato, a lembrança, a memória (recordações são vivências presentificadas, são prolongamentos perceptivos) estrutura um novo contexto que permite a percepção do que ocorre, no caso o caos, de uma maneira nova, responsável por continuidade, consequentemente por perspectiva de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vivência pontualizada do presente como sem saída, os pontualizadores podem ser situações presentes neutralizadoras de perspectivas ou podem também ser situações de memória, presentificadas sob a forma de medo e pânico. Em um de seus escritos, Kafka nos conta que ao esperar a execução na forca para o dia seguinte, o condenado, não querendo passar pelo que o aguardava, na véspera se enforca em sua cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer situação absurda possibilita enfrentamento ou crise, tudo vai depender de se estar inteiro ou dividido na vivência do presente ameaçador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o passado superpõe-se ao presente, mesmo que sob forma de esperança, ele divide, consequentemente aliena do presente, criando ansiedade pela necessidade e espera da saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o passado alarga o presente surge perspectiva, surge o futuro; a redução ao que está acontecendo, o estreitamento é alargado e novas configurações surgem neutralizando o sem saída e estruturando coragem, tenacidade, resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-se-mFsq14_Q/TqARZAKvAYI/AAAAAAAAAdU/eaBqSAfD-c4/s1600/reich.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-se-mFsq14_Q/TqARZAKvAYI/AAAAAAAAAdU/eaBqSAfD-c4/s1600/reich.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"O Terceiro Reich no Poder", Richard J. Evans&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PWaoMa1VQeY/TqARO-TRt1I/AAAAAAAAAdM/wglLACwkMbE/s1600/holocaust.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-PWaoMa1VQeY/TqARO-TRt1I/AAAAAAAAAdM/wglLACwkMbE/s1600/holocaust.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"O Holocausto", Martin Gilbert&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-1668824248565720673?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/1668824248565720673/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/10/sem-saida.html#comment-form' title='36 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/1668824248565720673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/1668824248565720673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/10/sem-saida.html' title='Sem saída'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-se-mFsq14_Q/TqARZAKvAYI/AAAAAAAAAdU/eaBqSAfD-c4/s72-c/reich.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-4910492038587485630</id><published>2011-10-20T08:23:00.007-02:00</published><updated>2011-10-20T08:27:52.608-02:00</updated><title type='text'>A vontade de dar certo é um erro</title><content type='html'>&lt;div style="color: #666666;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: #444444;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Só se pretende um futuro diferente do presente, quando não se aceita o que se está vivendo. Partindo de uma incoerência, desejando o que não está estruturado em seu presente, chega-se ao desacerto. Ninguém, satisfeito em estar vivo, deseja morrer (futuro), por exemplo. Vivenciar o presente integralmente não deixa brechas para avaliar. Só em vivências parcializadas é que surge a comparação, a avaliação. Esta divisão estabelece o bom, o ruim, o satisfatório, o insatisfatório; cria inveja, ganância, medo, insegurança. A continuidade é quebrada e classificações e tipificações aparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer dar certo é pensar em resultados, é vivenciar o presente como ponte para atingir metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitar o que se considera prejudicial e insatisfatório demanda estratégias e esforços e assim se começa a construir metas que, quando realizadas, geram vazio. Para validar e justificar os esforços, busca-se a todo custo, manter o conseguido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente obstinação, compulsão, medo, aumento da necessidade de ser considerado, vontade de acertar são mantidas para corrigir o considerado erro de apenas existir e de não encontrar significado nisto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes seres obstinados, cheios de propósitos, estão dedicados à suprir suas necessidades e/ou a dos que estão à sua volta. São os baluartes do sistema, os apegados a suas rotinas, a seus vícios, tanto quanto são os obstáculos a tudo que é espontâneo, instantâneo, desvinculado de referenciais. O drogado é também um mantenedor do sistema. Viver em função de seus vícios é ser obstinado, é se consagrar ao seu prazer-alívio e sobreviver dependendo de escoras familiares ou sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o obstinado nada pode ser apenas o que é; para ele não existe nada gratuito - tudo tem preço: ele passou a vida pagando. Para ele, se não tem preço, não vale, não significa. O preço etiquetado, o valor é o determinante da motivação, da vontade. Para eles a realização, o prazer é um tesouro escondido, consequentemente tem que se descobrir o mapa da mina, tem que conseguir acertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GwNDMQVlVvY/Tp8fq7zdoiI/AAAAAAAAAdA/M_FQ7TdvKOU/s1600/raj.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-GwNDMQVlVvY/Tp8fq7zdoiI/AAAAAAAAAdA/M_FQ7TdvKOU/s1600/raj.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"O Valor de Nada", Raj Patel&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KXv5PZ6HzdE/Tp8foBTViTI/AAAAAAAAAc4/4P2buY8hEEo/s1600/sonambulo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-KXv5PZ6HzdE/Tp8foBTViTI/AAAAAAAAAc4/4P2buY8hEEo/s1600/sonambulo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Os Sonâmbulos", Hermann Brock&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-4910492038587485630?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/4910492038587485630/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/10/vontade-de-dar-certo-e-um-erro.html#comment-form' title='22 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4910492038587485630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4910492038587485630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/10/vontade-de-dar-certo-e-um-erro.html' title='A vontade de dar certo é um erro'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GwNDMQVlVvY/Tp8fq7zdoiI/AAAAAAAAAdA/M_FQ7TdvKOU/s72-c/raj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3179156383581010578</id><published>2011-10-13T10:32:00.002-03:00</published><updated>2011-10-13T22:41:42.689-03:00</updated><title type='text'>Formação de identidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Formação de indentidade é um processo decorrente do relacionamento com o outro em um determinado contexto cultural, social, histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo conhecimento é perceptivo, é relacional, este processo identifica o humano, permite dizer que ele é constituido pelo outro enquanto ser no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente o que se chama identidade se refere às características culturais e sociais. O fazer parte da cultura X, Y ou Z, o estar inserido em determinados grupos sociais, &amp;nbsp;estar inserido em determinada classe econômica, determinam oportunidades, impedem satisfação de necessidades tais como a de comer nutritivamente, por exemplo. Surgem os pobres, os ricos, os remediados e medianos, as minorias etc. O acesso à educação é também outro fator usado como identificador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma destas dimensões açambarcam, identificam o humano. A impossibilidade de identificação se faz sentir quando nos deparamos com as pulverizações do conceito de identidade: identidade étnica, identidade cultural, identidade sexual, identidade religiosa etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociedade, Estado geralmente estão voltados para manutenção da sobrevivência de seus membros. Sobrevive-se e este processo despersonaliza pela opressão tanto quanto pelo apoio. Os homens reduzidos a suas necessidades, transformam-se em massa de manobra social. Oprimidos e apoiados pelas instituições, realizam suas "vocações" buscam melhorar, lutando e sonhando com mundos e sociedades melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociedade e cultura não são estruturantes do humano, são estruturantes de relacionamentos que humanizam ou desumanizam, que reduzem os homens à sobrevivência, à satisfação de suas necessidades ou que permitem realização de suas possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limites geralmente representados pelo poder exercido por minorias sobre maiorias escravizaram e escravizam o ser humano. A transformação de seres humanos em mercadoria - antigamente o tráfico negreiro (escravidão) e agora a venda das ditas "escravas brancas" para os bordéis - é um aspecto deste poder destruidor, sinonimizado com ordem econômica ou lucro não importa como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura e sociedade são sempre estabelecidas sobre hierarquias e interesses econômicos. O homem encarcerado em sua cultura, sua sociedade, sua profissão, seus grupos, suas instituições é um ser posicionado. Agrupa-se, filia-se, satisfaz necessidades e sonha com a realização de desejos impossíveis; estas metas o transformam em massa de manobra, seus sonhos, tais como "ter um carro", "viajar", "comprar um imóvel" são manipulados e administrados pelas instituições sociais, ficando assim, acorrentado a tudo que o limita em função do que deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é o retrato de sua época se as contingências enquanto satisfação de necessidades são consideradas (nível de sobrevivência), e ele independe de suas molduras culturais e sociais, ele continua o mesmo em todas as épocas se forem consideradas suas possibilidades de relacionamento com o outro (nível existencial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-b8TowfQT64c/TpbnjQd4krI/AAAAAAAAAak/bVGLDL7G_0g/s1600/l%2527hommenu.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-b8TowfQT64c/TpbnjQd4krI/AAAAAAAAAak/bVGLDL7G_0g/s1600/l%2527hommenu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wdZvOpVfmR0/TpbneWmwtUI/AAAAAAAAAaU/oNlfpOadCIk/s1600/NavioNegreiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-wdZvOpVfmR0/TpbneWmwtUI/AAAAAAAAAaU/oNlfpOadCIk/s1600/NavioNegreiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4afXBCy0Q88/TpbngpoMTyI/AAAAAAAAAac/eK832XDHT7c/s1600/kurtlewin.1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-4afXBCy0Q88/TpbngpoMTyI/AAAAAAAAAac/eK832XDHT7c/s1600/kurtlewin.1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;- &lt;i&gt;"O Navio Negreiro"&lt;/i&gt;, Marcus Rediker&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;- &lt;i&gt;"Principles of Topological Psychology"&lt;/i&gt;, Kurt Lewin&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;- &lt;i&gt;"L' Homme Nu"&lt;/i&gt;, Claude Levi-Strauss&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3179156383581010578?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3179156383581010578/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/10/formacao-de-identidade.html#comment-form' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3179156383581010578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3179156383581010578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/10/formacao-de-identidade.html' title='Formação de identidade'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-b8TowfQT64c/TpbnjQd4krI/AAAAAAAAAak/bVGLDL7G_0g/s72-c/l%2527hommenu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-383392025034616282</id><published>2011-10-06T09:48:00.002-03:00</published><updated>2011-10-06T10:05:55.727-03:00</updated><title type='text'>Padrões e costumizações</title><content type='html'>Outro dia, lendo Proust - &lt;i&gt;Jean Santeuil&lt;/i&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; - achei engraçado o que ele escreveu sobre Sarah Bernhardt, a famosa atriz de teatro do sec. XIX, ele dizia:&amp;nbsp; "... &lt;i&gt;assim como todo amador apaixonado pelo talento de Sarah Bernhardt sentiria diminuir sua paixão no dia em que, mesmo que continuasse grande artista, Sarah Bernhardt já não falasse mais com os dentes cerrados, sempre rindo, bem depressa, sem que se entenda bem o que diz&lt;/i&gt;..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo de Sarah Bernhardt era possível se apresentar fora dos padrões, era possível expressar seus próprios hábitos. As idiossincrasias eram aceitáveis e identificadoras. O "&lt;i&gt;politicamente correto&lt;/i&gt;" não era o determinante.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, para se apresentar seja na festinha do amigo, na repartição pública, na empresa, no palanque ou na TV, para ser aceitável é preciso preencher algumas regras, atender alguns padrões. Além do "&lt;i&gt;sorriso branco total&lt;/i&gt;" comum à todas as celebridades do mundo do entretenimento, de políticos, de jogadores de futebol etc uma série de ítens devem ser preenchidos: saber como se comportar, seguir as regras das boas maneiras, usar o que está na moda etc. A mesmice, a cópia são de tal ordem que surgiu o novo padrão:&amp;nbsp; costumizar. Costumizar tudo, do sorvete às camisetas e assim tem-se a impressão de estar interagindo de maneira individualizada e única quando na verdade apenas se manipula meia duzia de variáveis padronizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No universo do consumo, ao se buscar manter aparências valorizadas para ser aceito, se cria a expectativa de seguir, de imitar. O novo é o que faz igual, inovar é copiar, é costumizar. Costumizar não passa de apoderar-se de sugestões, reciclá-las e apresentá-las como próprias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manutenção desta atitude de apropriação e cópia cria esvaziamento, despersonaliza. Não se sabe quem se é, mas se sabe com que celebridade se quer parecer ou se acha parecido; assim se torna necessário buscar símbolos que o identifique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leituras dos manuais de auto-ajuda, tanto quanto o deciframento de seus mistérios, de seus arcanos, de seus portais mágicos é uma regra. É este processo de constante alienação, de coisificação que requer regras, padrões gerais e costumizações específicas. Neste contexto das costumizações, Sarah Bernhardt só seria ela própria se estivesse vestida conforme seu '&lt;i&gt;affiche&lt;/i&gt;' ícone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; "&lt;i&gt;Jean Santeuil&lt;/i&gt;" de Marcel Proust - Editora Nova Fronteira, pag. 520&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZhuuHmZ_0kc/To2i3AJhwiI/AAAAAAAAAaM/X6iLLVlFYYg/s1600/sarah.6.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZhuuHmZ_0kc/To2i3AJhwiI/AAAAAAAAAaM/X6iLLVlFYYg/s1600/sarah.6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5l7AVlN3Enc/To2iwyRaviI/AAAAAAAAAaE/E576_LKmL4s/s1600/sarah.4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-5l7AVlN3Enc/To2iwyRaviI/AAAAAAAAAaE/E576_LKmL4s/s1600/sarah.4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iiSJ1d10auk/To2i0GhrJGI/AAAAAAAAAaI/Gpq2FoPJKx8/s1600/sarah.5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-iiSJ1d10auk/To2i0GhrJGI/AAAAAAAAAaI/Gpq2FoPJKx8/s1600/sarah.5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-383392025034616282?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/383392025034616282/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/10/padroes-e-costumizacoes.html#comment-form' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/383392025034616282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/383392025034616282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/10/padroes-e-costumizacoes.html' title='Padrões e costumizações'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ZhuuHmZ_0kc/To2i3AJhwiI/AAAAAAAAAaM/X6iLLVlFYYg/s72-c/sarah.6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-8628534003979703856</id><published>2011-09-29T09:53:00.003-03:00</published><updated>2011-09-29T18:02:27.316-03:00</updated><title type='text'>Hybris e onipotência</title><content type='html'>A não aceitação de limites possibilita vários deslocamentos, um deles consiste na tentativa de ultrapassar o limite. Essa desconsideração do que está diante é gerada pela onipotência oriunda do autorreferenciamento. Ao se perceber impotente, surge aceitação ou não aceitação desta vivência. Recolhimento ou exacerbação vão caracterizar esta constatação. A onipotência é um deslocamento da impotência. Não existem duas situações: onipotência e impotência. A impotência, não aceita e deslocada, configura a onipotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção de imagens, máscaras aceitáveis é característica dos que vão além da própria dificuldade, atingindo bons resultados que camuflam e parecem neutralizar os limites. Gigantes de pés de barro nascem. Escorar-se nos bons resultados obtidos, exibí-los, é uma atitude indicativa de que problemas foram superados e assim agindo aumenta a necessidade de mostrar, de exaltar o conseguido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na atitude onipotente, a vida é resultado, não é processo; não importa como foi conseguido o que era necessário para ser valorizado e considerado, basta querer e lutar para conquistar, seguindo roteiros que vão desde ter amigos influentes até realizar todas as etapas necessárias à profissionalização por exemplo e esperar o sucesso. Esta atitude em função de metas, este foco nos objetivos, desconhece limites. Para preencher o vazio daí resultante, surgem crenças e ideologias fanáticas, rigidez, obsessões, compulsões, exercícios e disciplinas extenuantes. A fé, a esperança, a persistente preocupação com os próprios direitos, os deveres cumpridos são os lemas, os suportes deste esvaziamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassar limites negando-os, é autorreferenciamento. É o não limite gerador de onipotência que nada mais é que uma das formas de autorreferenciamento, característica dos processos de não aceitação. Tudo é percebido a partir das próprias necessidades, desejos e vivências. Este acúmulo de referências em um mesmo contexto, pontualiza. Quando isto acontece novas situações são requeridas, novos contextos, até um outro eu (dividir para suportar), é a imagem, hybris maior, responsável pela despersonalização, pela desumanização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na antiga Grécia Hybris era uma deusa que personificava a insolência, a desmedida, o excesso. Aristóteles associava hybris ao '&lt;i&gt;erro trágico&lt;/i&gt;' do protagonista dos dramas gregos, erro este que advinha da tentativa de ação correta em uma situação onde isso era impossível, em outras palavras, um grande engano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfatizar é parcializante, divide, consequentemente desorganiza; qualquer ênfase gera excesso, hybris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfatizar o belo, enfatizar a cultura, parcializa. Achar que só se pode viver em um mundo belo, espiritualmente refinado, socialmente igualitário, economicamente justo, por exemplo, estabelece regras (o belo, o feio, o refinado, o grosseiro, o adaptado, o marginal, o rico, o pobre etc) situações antagônicas, duais, geradoras de valores determinantes de hierarquias; criadoras de posicionamentos: a luta do revolucionário, as verdades religiosas, a eternidade da beleza. Os limites não são integrados, permanecem como valores, são transformados em referenciais. É o '&lt;i&gt;erro trágico&lt;/i&gt;', a hybris dos bem-intencionados que enfatizando seus próprios referenciais apenas expõem sua onipotência. A superação de limites unilateraliza. Superação não é aceitação. Aceitação de limite implica em integração do limite o que só é possível se não tiver uma meta a ser atingida. Ultrapassar limites negando-os é uma forma de fazer de conta que não está limitado. Este processo não é inócuo: ansiedade, excesso de gastos, responsabilidades postergadas e imagens fabricadas se transformam em perseguidores. O gigante dos pés de barro, as imagens criadas, compromissos assumidos não têm base de sustentação. O indivíduo colapsa, tentando corrigir o erro ele mata, ele morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aceitação de limites, onipotência, excesso, exagero - hybris - é o autorreferenciamento, resultante da não aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; Hybris, &lt;i&gt;palavra grega,&amp;nbsp; excesso, arrogância, insolência, soberba, impetuosidade, violência&lt;/i&gt; em português está dicionarizada como húbris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NCWpuPARaeI/ToTcXPDzasI/AAAAAAAAAZs/ERDE2SYaYXo/s1600/musil.1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-NCWpuPARaeI/ToTcXPDzasI/AAAAAAAAAZs/ERDE2SYaYXo/s1600/musil.1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"O Homem sem Qualidades", Robert Musil&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FmhnrX4z7Ok/ToTcZigzSdI/AAAAAAAAAZw/naCI2zSAssc/s1600/bataille.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-FmhnrX4z7Ok/ToTcZigzSdI/AAAAAAAAAZw/naCI2zSAssc/s1600/bataille.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"A Mutilação Sacrificial e a Orelha Cortada de Van Gogh"&lt;br /&gt;Georges Bataille&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-8628534003979703856?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/8628534003979703856/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/09/hybris-e-onipotencia.html#comment-form' title='28 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/8628534003979703856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/8628534003979703856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/09/hybris-e-onipotencia.html' title='Hybris e onipotência'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NCWpuPARaeI/ToTcXPDzasI/AAAAAAAAAZs/ERDE2SYaYXo/s72-c/musil.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3818370742646751018</id><published>2011-09-22T10:17:00.002-03:00</published><updated>2011-09-22T10:30:40.927-03:00</updated><title type='text'>Limites e transformações</title><content type='html'>Aceitar o limite é transformador. Quando a percepção muda, o que antes limitava passa a ser percebido como um contexto, como realidade na qual o limite está estruturado, ele já não é um obstáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta evidência gera mudança podendo criar, entre outras coisas, liberdade, responsabilidade e autonomia. Exemplifiquemos com algumas situações: uma do herói, outra do cidadão comum, outra do sobrevivente oprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sísifo, apesar de mortal, desafiava os deuses gregos (era, ele próprio, filho de deuses e tido como muito inteligente e rebelde). Em uma das versões do mito, Sísifo é castigado por tentar salvar Prometeu, o titã condenado por Zeus por ter roubado o fogo para entregá-lo aos humanos. O castigo de Sísifo consistia em diariamente carregar uma enorme pedra até o cume da montanha, pedra essa que era empurrada de volta à base, obrigando-o a novamente carregá-la montanha acima dia após dia. Depois de muito esforço e desespero, Sísifo percebeu que seu castigo não era apenas levar a pedra ao cume da montanha, mas sim levá-la e vê-la rolar montanha abaixo, tendo consequentemente que carregá-la novamente em um repetir incessante.&amp;nbsp; Ao perceber isto, libertou-se, apreendeu a totalidade da situação e não mais esperou se livrar do castigo. Perceber o processo o deixou sem expectativas, o fez suplantar o castigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito de Sísifo deu margem a muitas páginas de literatura e filosofia. A analogia com o trabalho cotidiano e repetitivo, com os problemas a serem enfrentados do dia a dia, se impõe. A aparente falta de sentido da vida, ou o "absurdo da vida" como diria Camus, são aí expressos e resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inúmeras as situações onde se vivencia o limite: a morte, as doenças, as condições diversas de vida etc. Doenças, vivenciadas como limite, geralmente desencadeiam medo de morrer, raiva e impotência. A aceitação deste limite leva à busca de tratamentos, à mudança de atitude, transformando medo e raiva em cuidado e disciplina, em responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente as pessoas se queixam de falta de tempo, de falta de dinheiro e de amores permanentes. Queixas e lamentos pelo trabalho subdimensionado, vocações não realizadas, sensibilidades poéticas sufocadas pelas rotinas do trabalho, tudo isso expressa a não aceitação do limite. Só se verifica falta ou excesso quando se avalia; só se avalia quando surge verificação sobre a realização de metas e desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceber o limite depende da estrutura de aceitação ou não aceitação. Quando a pessoa não se aceita, ela desloca seus desejos, sonhos e fantasias para objetivos, para metas a realizar e consequentemente ela se divide, vivenciando parcialmente o presente. Nesta vivência parcializada do presente, quase tudo limita, quase tudo é obstáculo. Quando este processo é percebido, surge a mudança. Essa mudança perceptiva ocorre, via de regra, na psicoterapia através de&amp;nbsp; questionamentos e antíteses. Quanto maior a divisão, maior a vivência de situações limitadoras, até ao ponto em que a própria pessoa é um limite: síndrome de pânico, depressão, hipocondria. Estes deslocamentos&amp;nbsp; são vivenciados como naturais, orgânicos, como caindo sobre o indivíduo e nada se pode fazer, exceto suportá-los com ajuda de remédios, rezas ou amuletos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceber o que está ocorrendo com o limite gerado pelo processo da não aceitação, criadora de metas esvaziadoras, faz desaparecer o robô programado para dar certo e não falhar, traz de volta a individualidade, humaniza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não aceitação do limite pode gerar onipotência responsável pela violência. Na sociedade, o "precisar e roubar" exemplifica este aspecto, tanto quanto deixa claro que quando se transforma o problema em justificativa, mais limitado se torna e outros deslocamentos surgem: agressividade, oportunismos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também as situações de opressão percebidas como "sem saída" (donas-de-casa sustentadas por maridos opressores, homens e mulheres que se percebem incapazes de ação autônoma) se transformam quando são questionadas a submissão e tolerância em função das próprias metas e desejos. Estes questionamentos mostram que manter a conveniência é a chave perdida da saída. Encontram-se caminhos, mudanças surgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que só pode viver sob efeito de drogas, ao perceber que a droga é a morte, não mais consegue usá-la para viver; se continua a usá-la é para morrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar o limite é decidir; única forma possível de eliminar os conflitos causados pela necessidade de escolher resultante de acumulação de limites não aceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar o que limita implica em poder transformar o obstáculo, implica em mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7tGCyYZrGH4/TnsyfwDRuKI/AAAAAAAAAZQ/CfxsPl67LR8/s1600/VictorHugo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-7tGCyYZrGH4/TnsyfwDRuKI/AAAAAAAAAZQ/CfxsPl67LR8/s1600/VictorHugo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lZsNfzKcmQw/Tnsxu9WK_PI/AAAAAAAAAZI/zzvUdLGiTA4/s1600/FridaKahlo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-lZsNfzKcmQw/Tnsxu9WK_PI/AAAAAAAAAZI/zzvUdLGiTA4/s1600/FridaKahlo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MikfgkjgW8o/Tns21uqljWI/AAAAAAAAAZY/ivLJOM2SEo8/s1600/BerlinAlex.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-MikfgkjgW8o/Tns21uqljWI/AAAAAAAAAZY/ivLJOM2SEo8/s1600/BerlinAlex.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;- "O Diário de Frida Kahlo - Um Auto-retrato" -&amp;nbsp; Frida Kahlo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #93c47d;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;- "Berlin Alexanderplatz" - Alfred Doblin&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #93c47d;"&gt;- "Os Miseráveis" - Victo Hugo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-54LzkVCN7XA/TnsyLwBM8lI/AAAAAAAAAZM/aNnxBkrhwdY/s1600/BerlinAlex.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3818370742646751018?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3818370742646751018/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/09/limites-e-transformacoes.html#comment-form' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3818370742646751018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3818370742646751018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/09/limites-e-transformacoes.html' title='Limites e transformações'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7tGCyYZrGH4/TnsyfwDRuKI/AAAAAAAAAZQ/CfxsPl67LR8/s72-c/VictorHugo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3957964501869898494</id><published>2011-09-15T08:57:00.004-03:00</published><updated>2011-11-11T00:39:33.843-02:00</updated><title type='text'>Monotonia</title><content type='html'>Quando o aderente é o fundamental o ser humano se escraviza ao que o aliena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vício (não conseguir desempenhar suas funções, não conseguir viver sem estar alcoolizado; a droga como sedativo constante do sofrimento, da dificuldade de estar no mundo com os outros), o viver em função dos outros, ou em função das aparências, ou das instituições que dignificam, que conferem status são formas de aderência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrínseco, imanente é o constituinte, o legítimo. Imanente ao humano é sua possibilidade de relacionamento com os outros, consigo mesmo e com o mundo. Transformar esta possibilidade em necessidade de relacionamento, em carência&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; faz surgir aderência explicitada gradualmente em satisfação e insatisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possibilidades exercidas não são quantificáveis ou "&lt;i&gt;quando se trata de direito não há legitimidade&lt;/i&gt;", como dizia Luypen, fenomenólogo holandês. Não se discute a legitimidade de caminhar, embora se discuta para onde se pode ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigir as possibilidades para alvos específicos cria esgotamento e transbordamento.  Este processo pressupõe manutenção, cuidados, aderências. Assim, para continuar é necessário manter "&lt;i&gt;como um caminho no outono: mal se acaba de varrer, logo se torna a cobrir de folhas mortas&lt;/i&gt;…" (Franz Kafka).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manutenção é o que dá continuidade e também o que destrói o dia a dia das pessoas. Quando ela não é realizada cria resíduos que aumentam, crescem, se tornando obstáculos no dia a dia. Quando realizada pela persistência e continuidade, exila o novo, pois o que se repete, o que continua, já é o esperado. No exemplo de Kafka, as aderências sazonais, em relação ao caminho, exigem que o mesmo tenha sua existência preservada através da limpeza (varredura) ou da drenagem (gelo e água) para que continue sendo caminho - possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neutralizar aderências implica em explicitar imanências. Mudar uma visão preconceituosa acerca do outro, do semelhante percebido como diferente, realiza o milagre do encontro, do reconhecimento, da descoberta, do novo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrir mão de apoio, mesmo arriscando cair, é libertador. Saber que tudo acontece na exata dimensão das possibilidades realizadas, atualizadas, dá consistência, confiança para mudar, para permitir o novo, para se surpreender, para quebrar a monotonia da alienação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; Ver: &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page11a.html"&gt;Psicoterapia Gestaltista - Conceituações - Vera Felicidade A. Campos&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3957964501869898494?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3957964501869898494/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/09/monotonia_15.html#comment-form' title='45 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3957964501869898494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3957964501869898494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/09/monotonia_15.html' title='Monotonia'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>45</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-248379824652398462</id><published>2011-09-07T12:44:00.000-03:00</published><updated>2011-09-07T12:44:55.431-03:00</updated><title type='text'>Despersonalização</title><content type='html'>Despersonalização é o que acontece quando se vive para ser ou não ser o que os outros (pai, mãe e mais tarde os amantes e amigos etc) desejam que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens construidas existem para compor os diversos personagens. Rebelando-se ou atendendo as expectativas ou imposições, sendo ou não, o que se espera que seja, o indivíduo se circunstancializa, começa apenas a concordar ou a discordar com o que lhe é proposto; surgem os enquadrados, ajustados e os revoltados, enfim os marginais. Ambos estão cooptados pelos sistemas, ambos sem autonomia. Não questionam, não fazem perguntas apenas respondem, reagem ao proposto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo não cria individualidades, entretanto, estabelece espaços, posições, direitos e deveres que demarcam e estabelecem seus caminhos e motivações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A permanência destas aderências, destas "externalidades" inicia o processo de despersonalização. Vive-se para conseguir realizar propósitos, atingir situações à partir das quais pode ser alguem socialmente considerado. Valer pelo que representa e pelo que consegue é o sonho de todo despersonalizado. Ao realizar seus sonhos, resta mantê-los. Passa a viver em função do conseguido, tendo que cuidar da imagem, da aparência. O que se mostra, o que se expressa tem também a função de esconder e calar.  Esse jogo impõe malabarismos geralmente aliviados através da criação de personagens, receptáculos dos fragmentos causados pelas constantes e sucessivas divisões. Exemplos extremos e encontradiços dessas divisões aparecem, por exemplo, nas atitudes de padres que abusam sexualmente de seus discípulos, nos ginecologistas que, sob a máscara de atendimento profissional, abusam sexualmente de suas clientes etc. Freud fala na sublimação de desejos instintivos, exemplifica com o sádico que se transforma em cirurgião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, não é o que se faz, mas sim o como se faz que vai determinar a aceitação ou a não aceitação, a sanidade ou a doença. Não existe um sádico, existe o indivíduo autorreferenciado, que não se aceita e que precisa exercer função socialmente aceitável para sobreviver e deslocar seu desejo de matar e destruir sem pagar o preço disto, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As situações aderentes, as vivências circunstancializadas, situações vivenciadas em função de necessidades a serem satisfeitas, são responsáveis pela despersonalização, pela não individualização. O despersonalizado procura expressar bom gosto através da escolha de objetos, da roupa que impressiona os amigos, procura ser amigo de poderosos, dos admirados, dos vencedores. É uma maneira de se identificar com o poder, sucesso e vitória. Para ele, fazer parte, pertencer é definidor do que ele é, de onde está, de que mundo domina. A vida psicológica vai depender do que consegue, do resultado dos empreendimentos. Quando não consegue, quando falha, vem a frustração. A continuidade de frustrações leva a insegurança, dúvida sobre o próprio valor, revolta, inveja de quem consegue bons resultados e vitórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insegurança aumenta a necessidade de se manter, aumenta o autorreferenciamento. Percebendo à pratir dos próprios referenciais e nele se esgotando, o indivíduo se esvazia. Este processo é cada vez mais desumanizante. É como se fosse uma caixa de ressonância, apenas ecoando o que está em volta, é a despersonalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-248379824652398462?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/248379824652398462/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/09/despersonalizacao.html#comment-form' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/248379824652398462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/248379824652398462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/09/despersonalizacao.html' title='Despersonalização'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3013427809492077080</id><published>2011-08-31T12:45:00.000-03:00</published><updated>2011-08-31T12:45:49.834-03:00</updated><title type='text'>Impasses e conflitos</title><content type='html'>Para a psicoterapia gestaltista, neurose é um processo que se caracteriza pela não aceitação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relacionamentos familiares trazem padrões sociais significativos de acertos, erros, coisas boas e coisas ruins. Os resultados alcançados são compilados, e comparados; as pessoas são elogiadas ou criticadas, rejeitadas ou aceitas, mas sempre dentro de padrões. Neste processo se estrutura a experiência da não aceitação enquanto individualidade ao mesmo tempo em que se estrutura a aceitação ou não aceitação enquanto acertos ou erros determinados pelos padrões. Assim estruturados não há aceitação como individualidade, mas sim como indivíduos que acertam ou que erram. A pessoa não se sente aceita pelo que é mas sim pelo que pode ou não conseguir e consequentemente, não se aceita mas quer ser aceita. Para conseguir tal incoerência - não se aceitar e querer ser aceita - ela tem que camuflar o que não aceita em si, enganar, esconder, mentir, ousar e tentar. Neste jogo surgem sintomas, posicionamentos, inseguranças, medos, angustias, ansiedades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ansiedade desorganiza tudo. Dessa desorganização resulta a fragmentação, o aparecimento de partes descontínuas, posicionadas e apoiadas. Divisões, pontualizações, falta de sequência, dificuldade de dar continuidade às ações, criam paradoxo, incongruências relacionais: o indivíduo apoia-se no que oprime, conserva o que destroi etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo aparecem os conflitos que não são vivenciados como tal, mas que esmagam e pressionam, gerando pânico, vazio, insegurança. Não se sabe o que fazer da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em psicoterapia, quando as máscaras, os disfarces da não aceitação são denunciados, o individuo se sente ameaçado. Arrancar a máscara é vivenciado como arrancar a própria pele. Ele resiste, desiste, até que percebe que não arrancar a máscara é imobilizar-se e desistir de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este impasse entre querer continuar no processo da não aceitação e sentir-se imobilizado por ele, esta percepção das implicações, é o que possibilita a continuidade. Os pontos começam a ter sequência, o movimento começa a se estabelecer. É a mudança, é o movimento, é a transcendência dos limites até então responsáveis por medos (omissão), submissão, raiva. O processo de aceitar que não se aceita se inicia. Esta aceitação é fundamental para quebrar os posicionamentos, para mudar o autorreferenciamento, para recontextualizar os impasses e conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/impasse.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="222" width="135" src="http://www.verafelicidade.com.br/impasse.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Crime e Castigo" - F. Dostoievski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3013427809492077080?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3013427809492077080/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/impasses-e-conflitos.html#comment-form' title='21 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3013427809492077080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3013427809492077080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/impasses-e-conflitos.html' title='Impasses e conflitos'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-2313584183883299976</id><published>2011-08-24T10:08:00.000-03:00</published><updated>2011-08-24T10:08:52.647-03:00</updated><title type='text'>O silêncio da maioria</title><content type='html'>Do ponto de vista psicológico, como entender o surgimento e manutenção de ditadores, torturadores, poderosos corruptos e genocidas, exploradores de toda ordem? Da mesma forma que entendemos o delator, o desesperado, o omisso, o submisso: pelo processo da não aceitação. Não aceitação não é algo quantificável, não existe não aceitação maior ou menor. Da dona de casa, mãe e esposa, do pai, trabalhador e marido, do adolescente ao jovem estudante até aos abusadores de poder (políticos, religiosos, patriarcas etc), a não aceitação é o denominador comum da inautenticidade, da desonestidade, da maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se aceitar e querer ser aceito é um movimento contraditório, paradoxal. É a desonestidade, o disfarce, a inautenticidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No processo da não aceitação, por tudo que viveu, ouviu e fez, pelo esforço satisfeito e insatisfeito, o homem percebe que ele só vale se aparentar ser o que não é. Através do disfarce consegue enganar e, ao esconder o que ele considera precário, realiza sua sobrevivência, aplaca seus desejos. Caminha em direção à meta de ser aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo se sente inaceitável por vários motivos e não se aceitando passa a querer ser aceito.  Agindo assim, ultrapassa, nega o perceber-se inaceitável. Consegue isto se dividindo: ele não se aceita como "A" mas quer ser aceito como "B". A situação "A" é vivenciada em paralelo à situação "B". É uma divisão geralmente vivenciada como aparência e realidade, mentira e verdade, os outros e ele mesmo. Cada vez mais dedicado a aparentar o que não é, a esconder o que não aceita, se adapta ao processo despersonalizador. A vida de aparências, de imagem aceitável, é construida e tem que ser mantida. Esse posicionamento, cria imobilidade responsável pelo medo de ser desmascarado. Esta tensão constante aumenta a necessidade de distensionamentos: psicoterapia, remédios, drogas, sexo. O significado dos relacionamentos é vivenciado circunstancialmente, funcionando para manutenção de imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando consegue ser aceito sente prazer; é aceito ao conseguir enganar o semelhante. As possibilidades de relacionamento foram transformadas em necessidades de relacionamento. Cada coisa devorada, digerida, utilizada aplaca e esvazia. A pessoa se sente sempre sozinha. A não aceitação é responsável por esta vivência desde que o outro é utilizado como objeto, coisa para satisfazer desejos, aplacar medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito comum os indivíduos desistirem de psicoterapia quando seus sintomas desaparecem. Quando mudar não é o propósito, quando a terapia é instrumentalizada, adquirem mais instrumentos para construir imagens, para disfarçar e enganar. Mantendo a não aceitação, seu núcleo desvitalizador, o indivíduo se desumaniza ao ponto de ser capaz de realizar qualquer coisa que o faça sobreviver melhor, até o colápso da depressão ou do pânico total do ser com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao virar uma "massa de manobra" do sistema e dos outros, resta ao que não se aceita se submeter. São os que formam a maioria silenciosa que cumplicia com autoridades e ditadores, são os que matam para não morrer e que assistem as injustiças e genocidios, dizendo: "ainda bem que não é comigo". Do lado dos agressores, dos subordinadores, o pensamento é "sou superior, sou melhor que eles" e assim justificam suas aberrações e perversões, assim como a manutenção de sistemas desumanizadores por eles criados e ajudados a manter pelo silêncio da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/silencio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="180" width="126" src="http://www.verafelicidade.com.br/silencio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Sociedade de Risco" - Ulrich Beck&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-2313584183883299976?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/2313584183883299976/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/o-silencio-da-maioria_24.html#comment-form' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2313584183883299976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2313584183883299976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/o-silencio-da-maioria_24.html' title='O silêncio da maioria'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-2670275526500949923</id><published>2011-08-18T07:22:00.003-03:00</published><updated>2011-08-18T07:29:18.121-03:00</updated><title type='text'>A certeza como engano</title><content type='html'>Certeza, crença, convicção, dúvida, além de constantes na vida psicológica são temas tradicionais das discussões teológicas e da reflexão filosófica, amplamente conceituados e sistematizados nas várias teorias, tanto na religião, quanto na filosofia e na ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, a certeza é um estado psicológico que se caracteriza por impermeabilização que impede a dúvida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A unilateralização das vivências e desejos se constitui para muitos, em um porto seguro, uma âncora que garante não ser arrastado pelos ciclones das mudanças e da impermanência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter certeza, jamais se questionar, jamais duvidar das próprias convicções ou da visão que tem de si é uma tentativa de evitar a ameaça da impermanência e a hesitação que a acompanha, é uma maneira de manter-se focado nas próprias metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instrumentalização das possibilidades, a instrumentalização da crença de ser honesto, bom e capaz como um a priori, por exemplo, impermeabiliza. Manter a priori, instrumentalizar habilidades ou características próprias valorizadas, posiciona, esvazia, quebra a dinâmica relacional do ser no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vazio, a fragmentação resultante de posicionamentos, transformam o humano em alvo eleito para arregimentação de fieis (nas várias religiões), para arregimentar amigos carentes e responsáveis (nos círculos familiares e de amizade). Surgem crenças, bem expressas em frases populares como: "se rezar estarei a salvo das tentações, Deus nos salva". Surgem as instrumentalizações, por exemplo, de ser responsável, cumprir as obrigações, atos simples e corriqueiros são transformados em credito, em certeza de que nada será ruim, pois "virtudes" estão sendo cumpridas. Esse processo normalmente resulta em compulsão ou em fanatismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compulsivo é o que avalia, se enche de 'crédito', regras, senhas e certezas que o beneficiarão; seguindo todas as regras, todo o ritual, nada dará errado. A certeza decorre do exercício da regra, do método. Nesta vivência compulsiva, com todos estes controles, alguma coisa está errada, só que isto não é percebido, isto é o fundo, o contexto à partir do qual o comportamento é exercido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compulsivo diariamente tenta evitar enganos. Vive avaliando. Não existe por existir, as evidências não significam, tudo precisa ser avaliado, verificado; a necessidade de certeza se impõe. O natural, o instantâneo desespera. Ele existe através de senhas que devem ser cotidianamente acessadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fanático, assentado em suas certezas, é basicamente intolerante e agressivo com todos que divergem de suas posições, é igualmente impermeável às evidências, mantendo-se em seu autorreferenciamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de disponibilidade, a quebra da dinâmica relacional, o posicionamento nas próprias necessidades são algumas das consequências de posicionar-se em certezas inabaláveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre podemos ter certeza quando vivenciamos as possibilidades relacionais. Sempre teremos engano quando, pelas necessidades a satisfazer, utilizamos nossas certezas como lemas, regras de conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/certeza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" qaa="true" src="http://www.verafelicidade.com.br/certeza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;On Certainty - Ludwig Wittgenstein&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;﻿﻿ &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-2670275526500949923?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/2670275526500949923/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/certeza-como-engano.html#comment-form' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2670275526500949923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2670275526500949923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/certeza-como-engano.html' title='A certeza como engano'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-4124180924072935326</id><published>2011-08-11T13:21:00.005-03:00</published><updated>2011-08-11T13:45:19.117-03:00</updated><title type='text'>Prazer, sedação e repetição</title><content type='html'>Tudo que é humano só pode ser globalizado se considerarmos que o biológico é a estrutura suporte de toda vivência relacional, perceptiva, psicológica portanto. Não havendo esta globalização, surgem os elementarismos, os causalismos e pontualizações acerca do que é humano, através, por exemplo, dos conceitos de natureza humana, instintos, dados culturais como construtores de humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria prazeroso para o humano, o que propicia prazer às pessoas? Satisfazer suas necessidades ou ampliar suas possibilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer, como satisfação de necessidades, é o alívio, a diminuição da tensão, apontando sempre para sedação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer como ampliação de possibilidades, transcendência de limites das necessidades por exemplo, leva sempre a integração e a fusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais prazeres responsáveis pela sedação de necessidade se referem a sexo e drogas. Sexo como aplacamento e drogas (alcool, maconha, cocaina, crack, tranquilizantes etc) como aplacamento e desaparecimento de tudo que rodeia, ambos excitam e demandam continuidade, repetição. Buscar estes prazeres é esvaziante, gera rotinas, monotonia muitas vezes camufladas por invenções ritualizadas, outras por variações de parceiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer como ampliação de possibilidades acontece quando não se esgota na satisfação das necessidades. O mesmo prazer que aplaca pode ser percebido e vivenciado enquanto transcendência de limites. Geralmente isto ocorre na vivência contemplativa - êxtase religioso - ou na vivência de integração - fusão. Não há repetição, não há monotonia. Novos marcos foram encontrados, não há sedação, existem descobertas, motivação para o que está diante: o outro, a arte, o enígma, o descoberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto mais negativo e destruidor do prazer como sedação é o posicionamento que ele cria. Focado na satisfação dos desejos se perde de vista o outro e a si mesmo. O que está em volta é percebido no contexto da satisfação prazeirosa de necessidades ou é percebido como insatisfatório. A droga se transforma no que vai resolver tudo, o que vai realizar mágica. O outro é o objeto que vai satisfazer, não importa se vivo ou morto. Perversões e vícios caracterizam a vivência do prazer como sedação, como satisfação de necessidades. As linhas de parentesco são violadas, as caracteristicas etárias desaparecem, o mundo inanimado e até os animais são transformados em objeto de sedação e satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente muitos psicanalistas (Lacan por exemplo) privilegiam o prazer como a realização do humano. Freud, buscando a anti-repressão sexual na época vitoriana - sec. XIX - enfatizou o prazer sexual como libertador do homem.&amp;nbsp; Visões elementaristas pensam assim, seja a não repressão, seja atingir o paraiso, atingir a bem-aventurança, seja o que se conhece como sublimação de instintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade moderna, o prazer tornou-se o referencial de tudo que se precisa, a meta a ser perseguida, quer seja pelos prazeres sexuais, seja pelas drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, prazer é o que existe quando nos percebemos no mundo com o outro. É o encontro, é transformar-se, é o respirar, caminhar, enfim, é o exercício das possibilidades relacionais, resultantes de estar disponível, resultantes de não estar preso e submetido às necessidades que clamam por aplacamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HJf1mEaPd4I/TkQA6gUZw3I/AAAAAAAAAX8/0pIrPF4P6FU/s1600/prazer.3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-HJf1mEaPd4I/TkQA6gUZw3I/AAAAAAAAAX8/0pIrPF4P6FU/s1600/prazer.3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mqwVVUnyymw/TkQAwgYWPzI/AAAAAAAAAX4/j5rBb0OTfjs/s1600/prazer.2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-mqwVVUnyymw/TkQAwgYWPzI/AAAAAAAAAX4/j5rBb0OTfjs/s1600/prazer.2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oblwEBHFMec/TkQAr_mk6pI/AAAAAAAAAX0/zCJew3cLX5o/s1600/prazer.1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-oblwEBHFMec/TkQAr_mk6pI/AAAAAAAAAX0/zCJew3cLX5o/s1600/prazer.1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;&lt;i&gt;"Retrato de um Viciado Quando  Jovem"&lt;/i&gt;, Bill Clegg&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times-Roman;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;&lt;i&gt;"Os 120 dias  de Sodoma"&lt;/i&gt;, Marquês de Sade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b6d7a8;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;&lt;i&gt;"Confissões de um Comedor de  Ópio"&lt;/i&gt;, Thomas de Quincey&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica; font-size: small;"&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-4124180924072935326?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/4124180924072935326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/prazer-sedacao-e-repeticao_11.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4124180924072935326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4124180924072935326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/prazer-sedacao-e-repeticao_11.html' title='Prazer, sedação e repetição'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HJf1mEaPd4I/TkQA6gUZw3I/AAAAAAAAAX8/0pIrPF4P6FU/s72-c/prazer.3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-8888153347926411642</id><published>2011-08-06T19:39:00.001-03:00</published><updated>2011-08-06T21:41:05.619-03:00</updated><title type='text'>Inveja</title><content type='html'>O deslocamento dos desejos não realizados, a não aceitação da não aceitação, estrutura a inveja. Invejar é desejar ser o outro a fim de ter, de vivenciar, o que ele vivencia, ser o que ele é. Oprimido, compactado, enquistado pela não realização de desejos, explode. Chamamos esta explosão de inveja. Criou-se um novo ser. O ser humano enrodilhado pelo autorreferenciamento, enquistado pela vivência sobrevivente, precisa, apesar de seu isolamento, se relacionar, mas isto não é instantâneo, não é espontâneo, tem que ser construído consoante os referenciais de não aceitação; então ele explode, surge o duplo, um aliado construído para sobreviver. É o invejoso que espera, através da instrumentalização de tudo que está à sua volta, carrear recursos para viver bem, satisfatoriamente. Fazendo psicoterapia querem mais instrumentos, mais ferramentas para consertar o errado, as falhas da máquina sobrevivente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para construir e cuidar deste novo posicionamento, muito esforço é necessário. Disfarçar, aparentar é fundamental. É a memtira. É a desonestidade. É também a redação da cartilha dos próprios direitos. (Lembro-me do comentário de Bataille, no livro &lt;b&gt;A Literatura e o Mal&lt;/b&gt;, onde ele diz: &lt;i&gt;Diante da necessidade de ação, impôe-se a honestidade de Franz Kafka que não se concedia direito algum&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reivindicação do oprimido, equivale à violência do opressor. O oprimido não se questiona, não se revolta, não vira a mesa. Barganha, negocia, mantendo assim toda a situação de ajuste, de alienação. O oprimido, quando começa a realizar as próprias metas, acha que está tudo sob controle, acha que venceu. Luta por manter o que conquistou. O oprimido quando não realiza suas metas, quando seus desejos não são realizados, transforma-se em um invejoso. Estamos falando do opressor/oprimido enquanto relação, sem posicionamentos econômicos-sociais estabelecidos a partir da relação exploradora, da luta de classes. O pobre, o explorado, pode não ser o oprimido. O rico, o explorador, pode ser oprimido. Estar oprimido é sinônimo de estar enrodilhado. O caso da luta de classes, o caso da exploração econômico-social, é um processo que só pode ser entendido enquanto deslocamento da organização de necessidades, das organizações sobreviventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O invejoso transforma em objetos, ferramentas, tudo que está à sua volta, conseguindo assim desvitalizar, matar o outro. Esta atitude predatória é excelente para a consecução de seus objetivos. Ele pode se munir destes restos humanos e, sem questionamentos, realizar seus desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivenciando inveja, vivemos enclausurados em nosso duplo, esta bolha protetora que possibilita contatos, exila o outro; vampirizando, parasitando, matamos e conseguimos sobreviver às custas do que destruímos. Ficamos sozinhos, é o tédio enquanto mesmice. Esta homogeneização vivencial mantem o autorreferenciamento. Quanto mais se desloca em comportamento invejoso, mais se mantém a fonte do deslocamento: a não aceitação dos limites. Monotonia, falta de motivação, tédio, são as estradas para um só destino: maldade, oportunismo, inautenticidade. Sobreviver implica em lutar, se esforçar para conseguir vencer. A violência se impõe. Avançar, conseguir, ser o outro, ter o que o outro tem, livrar-se do outro, jogar fora o velho pai que atrapalha, internar, como louca, a mãe que já não faz nada útil, é uma imposição lógica e consequente deste processo. O duplo - o invejoso - é um robot, ele nada assume, ele não percebe as implicações de seus atos; além de se iludir, ele sempre acha que faz o melhor e se faz algo que possa parecer ruim é por não haver melhor coisa a ser feita. Explicações, justificativas, são contadas. Sintomas desagradáveis aparecem, pois de tanto ser o duplo, a fim de manter o autorreferenciamento, ele já nem percebe o próprio corpo. Perde o corpo. Adoece. Toma remédios e/ou procura ajuda terapêutica, massagens, aulas de yoga, exercícios de tai chi chuan, acupuntura e incrível... melhoram, isto é, arranjam novas fontes para vampirizar, para parasitar, mais instrumentalização. Cada vez mais fortes, mais aceitos socialmente, mais justificados e explicados em seus problemas, transformam-se, via de regra, em poderosos. Violência é o que surge, medo (omissão) também. O álibi está estabelecido, o crime não será descoberto; já pode ser invejoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa-se muito e percebe-se pouco. Vivências de presente contextualizadas no presente são esparsas. No início de nossa existência elas são frequentes, mas logo iniciamos o processo de categorização. Adquirimos recursos, senhas para decodificar, para categorizar. Aprendemos e automaticamente encaixamos, traduzimos e vamos criando os posicionamentos necessários à realização de nossas demandas/desejos. Sempre o ser humano possui a possibilidade de transcendência. Na maior parte das vezes, só a vivenciamos através de crises, que é a parada abrupta do deslocamento. Não tendo mais para onde deslocar, percebo o que está acontecendo: o caos da vida, a impossibilidade de funcionar, etc. Exaurido o recurso de deslocar, vem o pânico, vem a crise. É o vazio da desumanização (comumente conhecido como estado depressivo), é a perda da motivação, é o medo, é a perda da vontade de viver. Depressão é vazio, é desumanização. O processo de não aceitação da não aceitação leva à estação final: depressão. Já não consigo realizar minhas metas, não vale à pena viver, não tenho vontade de fazer nada, é o pensamento dominante do deprimido. Os prozacs e lexotans são placebos, são tentativas de construir novos andaimes para funcionar. Dostoievski já dizia: "&lt;i&gt;A lógica sempre comporta o tédio&lt;/i&gt;", em outras palavras, a organização, a instrumentalização da vida, o esquema rígido e consequente que permite vencer é esvaziador, é tedioso. Tédio é o fastio, o desgosto, o aborrecimento. Baudelaire dizia: "&lt;i&gt;O tédio é o que te torna cruel&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como psicoterapeuta, como psicóloga, acredito que o comportamento humano, em toda a sua variedade, pode ser explicado por aceitação, aceitação da não aceitação, não aceitação da não aceitação e não aceitação. E isto só pode ser realizado através do estudo das configurações perceptivas e consequentes posicionamentos. Neste sentido, falar de inveja, de maldade, de desespero, é desnecessário. Se o faço, é para possibilitar aos leitores percepções acerca da dinâmica relacional, acerca do questionamento e da visão psicoterápica gestaltista. Configurar percepções, implicações da relação ser-no-mundo, é conceitualmente importante. Neste contexto, meus livros têm sido blocos, módulos para construção de uma abordagem relacional acerca do humano. Nunca me detive em estudo de casos clínicos; procuro sempre unidades conceituais a partir das quais possa ser vislumbrada a totalidade comportamental humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Transcrito de meu livro: &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;Desespero e Maldade&lt;/a&gt;, pags: 80, 81, 82 e 83&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="151" src="http://www.verafelicidade.com.br/desespero.2.gif" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="113" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Desespero e Maldade&lt;/i&gt; - Vera Felicidade A. Campos&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-8888153347926411642?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/8888153347926411642/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/inveja.html#comment-form' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/8888153347926411642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/8888153347926411642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/inveja.html' title='Inveja'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3022466417816300876</id><published>2011-08-03T21:15:00.002-03:00</published><updated>2011-08-04T22:44:51.491-03:00</updated><title type='text'>Somatização ou descorporificação</title><content type='html'>A percepção do corpo, no contexto do presente, é instantânea e responsável por sentirmos bem-estar/mal-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo meus músculos, meus nervos, tendões, percebo o movimento muscular, percebo volume, densidade. Quando o contexto destas percepções, o meu corpo, é prolongado em outros referenciais que não os do meu corpo, surgem os significados, surgem as categorizações. Destaco o meu corpo e o observo, avalio, instrumentalizo. Esta descorporificação se constitui no que é conhecido como somatização. Quando meus músculos tremem, percebo-os tremendo; caso me posicione, destaque o tremor e com ele comece a me relacionar, aparecem os prolongamentos perceptivos tipo: meu corpo está tremendo, é falta de cálcio, é stress, ou meu medo está se exteriorizando, tenho de escondê-lo etc. Estes posicionamentos passam a significar. São índices contabilizados enquanto aceitação ou não aceitação. Quebrou-se a continuidade. É a descorporificação ou somatização. O processo de descorporificação estabelece o pânico: não tenho mais controle sobre meu corpo: vou desmaiar, meu corpo vai parar, vai explodir, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante determo-nos no conceito de somatização e descorporificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somatização é o processo pelo qual enchemos o corpo de "resíduos emocionais", transformamos nossas frustrações e mágoas em tremores, dores, etc. É a colocação dos problemas no corpo, é como se aumentássemos o nosso corpo - além de nervos, vísceras, músculos, também passamos a ter queixas, ódios guardados - esta é a idéia popular, psicanalista e psicologicamente corrente; enfim, somatizar é aumentar o corpo, transformando-o em terreno gerador/armazenador do "psicológico mal resolvido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se imagina que seja causado pela somatização, o corpo presente, é justamente o oposto. A quantidade de fenômenos e processos resumidos no termo somatização cria o corpo ausente. Ao somatizar perdemos o corpo, descorporificamos. Nosso corpo vira um objeto diante de nós, não somos o corpo, perdemos o corpo. A perda do corpo, é a perda do contexto, do fundo estruturador das percepções proprioceptivas, estereoceptivas, cinestésicas e cenestésicas. Os processos orgânicos, a movimentação muscular, a orientação espacial, a dor, as vísceras, a percepção de calor, de frio, permanecem, só que são percebidas em outros referenciais que não os do corpo. O calor, por exemplo, pode ser percebido, no contexto das definições dos livros sobre doença, como se fosse característico do início da meningite; o tremor dos olhos indica que todos vão saber que estou às vésperas de uma falência, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descorporificados, sobrevivemos em busca de uma capa, uma âncora; procuramos massagens que nos façam sentir vivos; nos aplicamos em exercícios que nos devolvam pernas e braços; corremos atrás de meditações que nos situem, coloquem nossos pés no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descorporificação é um processo grave e frequente que só pode ser globalizado se configurarmos as relações estruturantes do ser-no-mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o homem consegue esta mágica: descorporificar-se. O ser humano, não exercendo suas possibilidades, ao se reduzir ao nível de necessidades, de contingência, transforma o corpo em um obstáculo, nele se autorreferenciando. Os animais jamais transformam o corpo em obstáculo, pois que é através do mesmo que eles realizam sua necessidade de sobreviver. Não há no animal a dimensão transcendente, existencial-contemplativa, existe apenas o nível de sobrevivência, tudo para isto converge; o corpo, o organismo, está estruturado para sobreviver. Nos animais, os prolongamentos perceptivos (memória, pensamento) são mínimos em decorrência da estrutura neurológica cerebral. (pags. 46 a 48)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não satisfação sexual, é um processo estabelecedor de descorporificação, é a amputação. A impotência sexual, a frigidez, a percepção de sexo como pecado, como "coisa suja", provocam descorporificação. A não aceitação da não aceitação do processo de descorporificação, esta atitude desesperada e onipotente, é o que se chama de hipocondria. O hipocondríaco quer controlar, evitar tudo que o faça perceber que não tem corpo. É como se, o tempo todo, pensasse: "Viver faz mal à saúde, provoca doença". O apego aos remédios, a busca das pílulas (tranquilizantes, antidepressivos etc), a ligação com as drogas, é uma tentativa de colocar pedras, construir alicerces, muralhas de segurança cujos blocos, tijolos, são os tranquilizantes, os antidepressivos, as drogas motivadoras e relaxadoras. A base do desespero é a aquisição de capas, roupas maravilhosas, trapos protetores, a fim de esconder ossos salientes, já descarnados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descorporificados, passamos a nos perceber como fantasmas e isto nos assusta, advindo daí inúmeros desequilíbrios e várias tentativas de equilibrar o perdido. Quando temos de cuidar do corpo, já o perdemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em psicoterapia gestaltista, o processo de recuperação do corpo começa quando os sintomas, os deslocamentos, são questionados. A percepção do processo, a inclusão da pontualização sintomática, no contexto da não aceitação, promove a recuperação do corpo. Questionar as necessidades contingentes, perceber a infinita possibilidade de ser-no-mundo, dinamiza, quebra os posicionamentos autorreferenciados e estabelece relacionamentos com o outro, com o mundo, com o próprio corpo, isto promove integração, recuperação do corpo. Acontecendo isto e havendo permanência do contexto de não aceitação, outros problemas surgem, desaparecem os sintomas e surge a grande cratera, o vazio gerador da descorporificação. (pags. 50 e 51)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Transcrito do meu livro: &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Desespero e Maldade&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Hh1UnN6n_cs/TjnmCSHQ8vI/AAAAAAAAAXE/pYmpN96nwas/s1600/6.desmal.gif" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Hh1UnN6n_cs/TjnmCSHQ8vI/AAAAAAAAAXE/pYmpN96nwas/s1600/6.desmal.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Desespero e Maldade&lt;/i&gt; - Vera Felicidade A. Campos&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3022466417816300876?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3022466417816300876/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/somatizacao-ou-descorporificacao.html#comment-form' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3022466417816300876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3022466417816300876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/08/somatizacao-ou-descorporificacao.html' title='Somatização ou descorporificação'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Hh1UnN6n_cs/TjnmCSHQ8vI/AAAAAAAAAXE/pYmpN96nwas/s72-c/6.desmal.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3978437456636976994</id><published>2011-07-30T21:00:00.002-03:00</published><updated>2011-07-31T22:43:21.229-03:00</updated><title type='text'>Autorreferenciamento</title><content type='html'>"&lt;i&gt;Duas tarefas no início da vida: limitar seu círculo cada vez mais e verificar continuamente se você não está escondido em algum lugar fora do seu círculo&lt;/i&gt;" - esta frase de Kafka é uma maneira de resumir o autorreferenciamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivenciando o que ocorre no presente, no aqui e agora, estamos disponíveis para o outro, sem regras, sem medos. É a dinâmica relacional que permite teses abertas a antíteses, desencadeadoras de sínteses. Por causa disso os seres humanos motivam-se, apreendem, desenvolvem-se, relacionam-se. Quando este processo relacional fica posicionado nos próprios padrões, estrutura-se o autorreferenciamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que o eu, ego é o autorreferenciamento, é o posicionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando reduzido a suas posições, sua história de vida, seus sucessos e fracassos,&amp;nbsp; suas metas, o indivíduo se autorreferencia. Passa a ser o centro à partir do qual tudo é percebido, pensado, lembrado. Ser centro é estar posicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contexto, o fundo não é percebido, diz a lei da percepção, a reversibilidade entre figura-fundo sempre existe, afirmaram os gestaltistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posicionado, autorreferenciado, o homem passa a ser o fundo, o contexto imutável de todas as suas percepções. Ele passa a ser a medida de todas as coisas. Tudo é avaliado, valorizado ou desvalorizado em função do que é bom, do que é ruim, do que é útil, do que é inútil para ele. Ao construir este sistema de valores, estabelece também, regras e padrões que o massificam. "&lt;i&gt;Autorreferenciados nos posicionamentos relacionais estruturadores do eu, lutamos pelo que criamos e produzimos: nossa família, nosso trabalho, nossos bens, nossa criatividade, passando a estabelecer relações em função de critérios preexistestes, defasados em relação aos contextos vivenciados. É o antes e o depois que nos norteiam. É a massificação, é a desvitalização. Esse processo esvazia a medida em que exila o ser como possibilidade de relacionamento&lt;/i&gt;" - pag. 36, &lt;i&gt;&lt;b&gt;A Questão o Ser do Si Mesmo e do Eu&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;O ser humano, enquanto possibilidade de relacionamento só existe no presente, no aqui e agora. Contextuado em antes - no passado - ou em depois - no futuro - ele se posiciona. É a sua história, seus medos, seus desejos, suas necessidades, convicções que o guiam. É o eu situado, é o autorreferenciamento&lt;/i&gt;" - pag. 38, &lt;b&gt;&lt;i&gt;A Questão o Ser do Si Mesmo e do Eu&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o autorreferenciamento é a base de tudo, tudo fica contaminado: percepção, pensamento, comportamento, leituras,&amp;nbsp; opiniões, relações etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para manter o posicionamento, o autorreferenciado se mune de aderências que o tornam mais blindado às dinâmicas da vida, tudo passa a ter o sentido ditado pelas necessidades:&amp;nbsp; saber o que se é, o que se quer, qual o propósito da existência em função de suas metas, desejos e valores,&amp;nbsp; é necessário para manter os posicionamentos que suportam o seu vazio; deste modo, só lhe resta escolher, decidir, lutar, querer. Ele luta por um mundo melhor onde suas necessidades serão satisfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No autorreferenciamento a percepção do outro, por exemplo, é contextualizada nos próprios padrões. Consequentemente surge a idéia de semelhante a mim, diferente de mim. Assim são gerados os preconceitos. O etnocentrismo é um exemplo de autorreferenciamento ampliado para todo o contexto social, explícito na idéia "&lt;i&gt;indios não têm alma&lt;/i&gt;", por exemplo, ou em crenças de que sociedades africanas, sociedades tribais são sociedades primitvas. Essa valorização é arbitrária, autorreferenciada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao desejar: "&lt;i&gt;meu filho terá uma vida melhor que a minha&lt;/i&gt;", este amoroso propósito paternal está prenhe de autorreferenciamento. Referenciando-se nas próprias vivências, considerando-as não satisfatórias, espera que o filho obtenha melhores resultados, cria compromissos e modelos, estruturando assim, no filho, gratidão dependente, ou revolta, ou frustração, ou culpa, ou medo, raiva e impotência; esses fatores são responsáveis e resultantes da não aceitação:&amp;nbsp; nunca ter sido aceito pelo que é, mas sim pelo que deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos assim a sociedade de consumo, mantida por reivindicações,&amp;nbsp; pela violência e pela depressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionando, sendo questionado, através de impasses do aqui e agora e de antíteses proporcionadas pela psicoterapia, retoma-se a dinâmica, surge a mudança, neutraliza-se o autorreferenciamento, é a disponibilidade do estar com o outro no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NuPb7n3hcmE/TjSYZwfofgI/AAAAAAAAAW4/eYqZZYYxUPU/s1600/3.individu.gif" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-NuPb7n3hcmE/TjSYZwfofgI/AAAAAAAAAW4/eYqZZYYxUPU/s1600/3.individu.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Individualidade, Questionamento e Psicoterapia Gestaltista&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uHgRRhZo6NQ/TjSYhpoXcuI/AAAAAAAAAW8/wTP83j7Rdqk/s1600/7.ser.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-uHgRRhZo6NQ/TjSYhpoXcuI/AAAAAAAAAW8/wTP83j7Rdqk/s1600/7.ser.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A Questão do Ser, do Si Mesmo e do Eu&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3978437456636976994?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3978437456636976994/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/autoreferenciamento.html#comment-form' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3978437456636976994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3978437456636976994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/autoreferenciamento.html' title='Autorreferenciamento'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NuPb7n3hcmE/TjSYZwfofgI/AAAAAAAAAW4/eYqZZYYxUPU/s72-c/3.individu.gif' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-5277269759040674100</id><published>2011-07-27T23:32:00.013-03:00</published><updated>2011-07-30T07:27:11.608-03:00</updated><title type='text'>O Inconsciente</title><content type='html'>É o que não é consciente. Para Freud é a base da vida humana, é a esfera icognoscível de onde emergem os desejos, motivações, medos, criatividade, enfim, um campo misterioso e inacessível que não só compõe a psique humana, mas a fundamenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas explicações&amp;nbsp; deterministas, biológicas e causalistas o homem é o somatório de dinâmicas existentes no seu psiquismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os psicanalistas, através da projeção inconsciente expressamos nossos medos (fobias), resistências,&amp;nbsp; preferências e desejos, que são então 'percebidos' pela consciência. Percepção é entendida aqui de forma elementarista, ou seja, como elaboração de dados apreendidos pelos sentidos; da mesma maneira, a consciência elabora os dados advindos do inconsciente. O inconsciente é uma instância psíquica e como tal tem existência espacializada, tanto quanto é um constructo responsável pela explicação do comportamento instintivo sexual e afetivo social. É um conceito necessário à explicação psicanalítica sobre o psíquico e é também&amp;nbsp; um "objeto interior" responsável pelo equilíbrio e desequilíbrio psíquico, emocional. Nas palavras do próprio Freud podemos ver a dificuldade de lidar com este malabarismo de conceitos, a tentativa de objetivar algo que não passa de um constructo, terminando com a afirmação da impossibilidade de compreensão da psique ou de sua incognoscibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;A Psicanálise nos obriga pois, a afirmar que os processos psíquicos são inconscientes e a comparar sua percepção pela consciência com a percepção do mundo exterior através dos órgãos dos sentidos. Esta comparação nos ajudará ainda a ampliar nossos conhecimentos. A hipótese psicanalítica da atividade psíquica inconsciente constitui de certo modo uma continuacão do animismo, que nos mostrava sempre fiéis imagens de nossa consciência e por outro lado a da retificação feita por Kant da teoria da percepção externa. Do mesmo modo que Kant nos levou a considerar a condicionabilidade subjetiva de nossa percepção e, a não considerá-la idêntica ao percebido incognoscível, convida-nos a psicanálise a não confundir a percepção da consciência com o processo psíquico inconsciente objeto da mesma. Tampouco o psíquico precisa ser, em realidade, tal como o percebemos. Mas, temos que esperar que a retificação da percepção interna não ofereça tantas dificuldades como a da externa e que o objeto interior seja menos incognoscível que o mundo exterior&lt;/i&gt;."&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sigmund Freud, &lt;i&gt;Metapsicologia&lt;/i&gt;, in &lt;b&gt;&lt;i&gt;Obras Completas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, Volumen I. Madrid, Biblioteca Nueva, 1948, p.1045&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Psicanálise é uma teoria pontualizada, segmentada, trabalha com divisões e incoerências bastante fáceis de serem entendidas e reproduzidas. Não é por acaso que alguns de seus conceitos fundamentais cairam no uso popular, viraram senso-comum, como a própria noção de 'inconsciente' e frases como '&lt;i&gt;Freud explica&lt;/i&gt;'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inconsciente é um conceito chave da Psicanálise em torno do qual desenvolve-se todo seu corpo teórico e prática terapêutica, tem enorme influência nas várias abordagens psicológicas, mas não passa de um constructo. Inconsciente não é um existente, não é uma instância psíquica que tenha necessariamente que ser considerada por todas as teorias psicológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o inconsciente é um mito.&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que é explicado pelo inconsciente, pelos instintos, pelos traumas é explicado na Psicoterapia Gestaltista pela percepção, pelas dinâmicas relacionais. Por exemplo: não perceber o próprio problema não é porque o problema seja inconsciente, mas sim porque ele é o fundo estruturante do comportamento e o fundo nunca é percebido enquanto fundo (lei da percepção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HlfTaPWgPvc/TjDLDa62P5I/AAAAAAAAAWw/P9Fcw89LuAs/s1600/Freud.2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-HlfTaPWgPvc/TjDLDa62P5I/AAAAAAAAAWw/P9Fcw89LuAs/s1600/Freud.2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A Interpretação dos Sonhos&lt;/i&gt; - Sigmund Freud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; - Sobre a questão do inconsciente, ler neste Blog o artigo &lt;b&gt;'&lt;i&gt;O Denso e o Sutil&lt;/i&gt;' e&lt;/b&gt; a entrevista publicada no &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page5.html"&gt;Jornal 'A Tarde', 1988.&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-5277269759040674100?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/5277269759040674100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/o-inconsciente.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5277269759040674100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5277269759040674100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/o-inconsciente.html' title='O Inconsciente'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HlfTaPWgPvc/TjDLDa62P5I/AAAAAAAAAWw/P9Fcw89LuAs/s72-c/Freud.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-9138865768901078621</id><published>2011-07-24T00:27:00.005-03:00</published><updated>2011-07-31T19:21:25.177-03:00</updated><title type='text'>O denso e o sutil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que conhecemos, toda nossa vida psicológica decorre do que  percebemos. Somos um organismo com um sistema nervoso responsável pela  realização deste processo perceptivo. O que nos permite perceber e o que  é percebido vai depender das relações perceptivas que estabelecemos com  o outro, com o mundo, com nós próprios. O processo perceptivo,  relacional sempre ocorre no tempo presente. Seja esta percepção de algo  presente, passado ou futuro, quando ela é vivenciada, ela é o que  ocorre, não importando se é uma lembrança, uma antecipação ou um estar  diante. O contexto de estruturação da percepção pode estar relacionado  com o que ocorreu (passado) ou com o que vai ocorrer (futuro), mas o que  se vivencia é sempre presente, quer seja o que se lembra, quer seja o  que se antecipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida psicológica é vida perceptiva, podemos dizer que o processo  perceptivo nos constitui, nos define e identifica. O pensamento é a  continuidade, o desdobramento de nossas percepções; a memória é o que  nos permite mantê-las, estocá-las. As falhas de memória são decorrentes  de vivências não presentificadas (o presente como fundo, não é  percebido). Quanto mais voltados para trás, para o que ocorreu, ou  voltados para o futuro, preocupados com o que vai ocorrer, menos  ocupação com o que ocorre, menor formação de memória, de engrama,  consequentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos pela visão, audição, olfação, gustação e tato. A organização  existente é assim apreendida. Os dados sensoriais não são captados e  recolhidos pelos sentidos para organizações posteriores como diziam os  que não globalizavam o processo perceptivo (os que achavam que existiam  sensações elaboradas pela percepção: Locke, Hume, Aristóteles, Freud e  todos os elementaristas acompanhados também pelos dualistas: Descartes,  Kant entre outros) que pensavam que consciência, inconsciente, alma,  psiquê eram responsáveis pelo conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceber é conhecer. Eis a grande solução, eis o grande problema colocado para as abordagens epistemológicas e psicológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os psicólogos gestaltistas descobriram através de experimentos que toda  percepção ocorre graças a existência de relações de figura-fundo. Diziam  que o percebido é a figura; o fundo nunca é percebido. Quando se  percebe o fundo é por ele ser figura,&amp;nbsp; é a reversibilidade perceptiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dSrrz-6399U/TiuMhRz_6XI/AAAAAAAAAWU/I7ccFNHBJ88/s1600/figura.1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-dSrrz-6399U/TiuMhRz_6XI/AAAAAAAAAWU/I7ccFNHBJ88/s1600/figura.1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste  desenho, quando percebemos o colar (figura) percebemos uma jovem,  quando o pregnante da percepção é o nariz, percebemos uma velha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Pmq88ixatUU/TiuSNfQA-HI/AAAAAAAAAWk/Yw1cB28jFsU/s1600/figura.2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Pmq88ixatUU/TiuSNfQA-HI/AAAAAAAAAWk/Yw1cB28jFsU/s1600/figura.2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Também exemplificando a reversibilidade perceptiva, quando o pregnante é o desenho em preto, percebemos uma taça, quando o pregnante é o desenho em branco, percebemos dois rostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vivência dessa reversibilidade, desta passagem, da mudança entre figura e fundo, é o mesmo processo que possibilita apreender as dinâmicas do processo relacional do ser no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o processo de crescimento e desenvolvimento, o sistema de referência perceptiva mais pregnante para a criança é o decorrente do que está diante dela: o espaço, o outro (mãe, pai, babá por exemplo) e o seu próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é quantificável, comparável, organiza: mais forte, mais fraco, mais rico, mais pobre etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O denso assim organizado decide e regula. O conhecimento começa a ser hierarquizado, é mais confiável o que se vê do que o que se ouve, por exemplo. Pegar e provar (gustar) são muito comprobatórios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sutil, frequentemente é o que escapa ao tato, ou à visão, ou à audição, olfato e gustação. Acontece que o sutil, o relacional é o que configura e permite a globalização da totalidade, de tudo o que se percebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se percebendo a totalidade, segmentando-a, criou-se a separação entre denso e sutil, surgindo assim inúmeras explicações filosóficas, psicológicas,&amp;nbsp; e religiosas. &lt;i&gt;Ato e potência&lt;/i&gt; (Aristóteles) &lt;i&gt;res extensa e res cogitans&lt;/i&gt; (Descartes), &lt;i&gt;consciente e inconsciente &lt;/i&gt;(Freud), &lt;i&gt;espírito e corpo&lt;/i&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, perceber o sutil é tão instantâneo quanto perceber o denso, basta estar voltado para o que se dá &lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; ou o viver o "&lt;i&gt;ser das coisas&lt;/i&gt;" como dizia Clarice Lispector ou ainda o que percebe a mãe quando olha para seu filho e o vê feliz, ou triste por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teoria do conhecimento, no desenvolvimento do conhecimento psicológico, o dualismo é responsável por distorções e incoerências conceituais. Por exemplo, dizer que a imitação, a repetição são fatores responsáveis pela aprendizagem gerou muitos enganos: ao privilegiar o denso, o quantitativo, quebrou-se a unidade, a totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se aprende por imitação nem por observação muito menos por esforço ou por ensaio e erro. Koehler fez uma experiência com chimpanzés para demonstrar isso. Como gestaltista ele estava muito preocupado em mostrar que o todo não é a soma das partes e ainda que isso se aplicava a toda e qualquer vivência humana inclusive ao processo de aprendizagem. À época, o dominante para explicar os processos de aprendizagem era a teoria behaviorista. Atualmente psicólogos cognitivistas estão presos a este esquema conceitual mesmo quando tentam melhorá-lo com a idéia de percepção (que entendem como processamento de informações captadas pelos sentidos), permanecem elementaristas e reducionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Koehler fez seu experimento na ilha de Tenerife (Canárias). Ele queria mostrar que não se aprende por imitação mas sim por insight, apreensão subita de relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construiu uma grande gaiola onde colocou vários caixotes no solo;&amp;nbsp; pendurou no teto um cacho de bananas. Colocou um chimpanzé dentro da gaiola e deixou outro chimpanzé observando a experiência, observando o que acontecia. O chimpanzé que estava dentro da gaiola passeava, olhava e quando avistou a banana pulou, gesticulou para tentar pegá-la. Não conseguiu. Depois de andar, olhar o ambiente (conduta exploratória) ver os caixotes, arrastou-os e os colocou uns sobre os outros embaixo do cacho de bananas, consguindo pegá-las para comer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caixotes são, então, desarrumados, o macaco é retirado da gaiola e o outro chimpanzé, que a tudo assistia, é colocado na mesma gaiola para ver se imitava o que tinha assistido, para ver se ele tinha aprendido. Logo que entra, em disparada, ele corre para os caixotes e os empilha, só que não consegue pegar as bananas pois apesar de colocar os caixotes uns sobre os outros, não os colocou embaixo das bananas. Imitou o que viu&amp;nbsp; - caixote em cima de caixote. Mas a relação caixote em cima de caixote embaixo de banana não pôde ser imitada, era a sutiliza relacional, configuradora da globalização, do insight. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando copiamos, quando&amp;nbsp; imitamos, apenas utilizamos, não temos insight, não apreendemos a relação configuradora dos fenômenos, não transformamos; seguimos mantendo as adaptações. Nos massificamos no processo de conseguir, de parecer. Tudo passa a significar enquanto resultado, vitória ou fracasso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de adaptação e utilização estabelece blocos, padrões que subtraem o sutil (o dado relacional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;i&gt;É o colocar entre parênteses husserliano. Noesis é o ato pelo qual se pensa. Noema é o que é pensado. Husserl tinha seu pensamento orientado para o problema da correlação do sujeito e do objeto no ato do conhecimento, passando assim de um certo realismo eidético para um idealismo transcendental. Mais radical que a dúvida cartesiana, a redução fenomenológica consiste em colocar entre parênteses a atitude natural, ingênua, da consciência, afirmando espontaneamente a existência do mundo, e em isolar o dado natural, contingente (o mundo exterior e o eu empírico) do eu puro, do sujeito ou ego transcendental. Modelo de toda evidência original e necessária, a consciência pura se descobre como "intencionalidade", fonte de toda significação, pois que constituinte do objeto. Sua análise eidética permite precisar modalidades de consciência: consciência perceptiva, consciência imaginativa etc. Insistindo sobre a experiência fundamental e original que o sujeito tem do outro e fazendo da intersubjetividade o próprio fundamento da objetividade do mundo, Husserl evitou o solipsismo para onde arriscava conduzir o idealismo transcendental.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-9138865768901078621?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/9138865768901078621/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/o-denso-e-o-sutil.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/9138865768901078621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/9138865768901078621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/o-denso-e-o-sutil.html' title='O denso e o sutil'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dSrrz-6399U/TiuMhRz_6XI/AAAAAAAAAWU/I7ccFNHBJ88/s72-c/figura.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3166228407531250479</id><published>2011-07-20T23:44:00.005-03:00</published><updated>2011-07-31T19:22:23.127-03:00</updated><title type='text'>Raiva</title><content type='html'>Sempre me espantei com a raiva. Esta forma de deslocamento da impotência, da frustração, da omissão é destruidora, congestionante, pontualizante. Quanto mais se extravasa a raiva, mais se aumenta o autorreferenciamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro destruido, agredido, significa vitória alcançada. A raiva é o vetor transmissor de desejo. Quando se consegue satisfazer a raiva, se consegue realizar o desejo de destruir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva, este contorcionismo - transformação de necessidades em possibilidades&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; - é frequentemente gerado em situações de falta, de carência, de nunca ser considerado, de estar sempre pisado, ofendido, humilhado e oprimido. Ao trucidar, ao matar ou destruir, seja um carro, um animal, um ser humano ou a festa comemorativa de promoção do colega de trabalho, por exemplo, o raivoso se sente vitorioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem pequenas ou grandes raivas, raiva não é quantificável; o seu efeito é que vai depender do seu contexto estruturante, responsável desde envenenamento de cachorros a planos de genocídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva aplacada, satisfeita, às vezes conduz à culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa não é fator de reparação como pensam os freudianos, principalmente Melanie Klein com o conceito de culpa reparadora, fator necessário ao crescimento psíquico. Lembram da descrição do split (divisão), feita por Klein, quando o bebê percebe que o 'seio bom' e o 'seio mal' fazem parte do mesmo corpo, que são os seios da mãe? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os psicodramaticistas (Moreno) valorizam muito a expressão da raiva no contexto terapêutico, usam almofadas para que a violência, a raiva sejam expressas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sistemas políticos&amp;nbsp; utilizam 'bodes expiatórios' como captadores da 'raiva coletiva' em função de seus próprios interesses (os judeus foram bodes expiatórios no período nazista por exemplo). Assim, o deslocamento, o disfarce, o 'faz de conta' são bem vindos desde que sejam úteis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpa é a maneira, psicologicamente viável, de camuflar seja a impotência, seja a maldade. É melhor, mais útil, mais bonito se sentir culpado do que se sentir impotente, incapaz, alheio ou responsável pelo drama do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa de existir, tão ouvida nas sessões psicoterápicas, remete sempre a questionamentos da impotência de estar no mundo com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpas antigas, usadas para esconder impotência, as vezes geram raiva entre outras coisas. Cuidar do outro, estar com o outro, é impossível para o autorreferenciado. É necessário transformar o outro em objeto, espelho refletor de imagens. A transformação do outro em objeto é um processo violento e raivoso. Pais e mães através de 'faz de conta' conseguem isto, quando o cuidado não é legítimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva é uma resultante de processo falhado. Oprimidos, revoltados, quando conseguem ser "alguém na vida, no sistema" extravasam diariamente sua raiva, vivem tensionados, porque têm que manter o conseguido. A intriga, o estar alerta são seus combustíveis para garantir suas posições arduamente conquistadas, onde sinceridade, solidariedade, harmonia e paz não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É espantoso, na raiva, ver o isolamento criado pelo autorreferenciamento, que deixa o indivíduo cego, surdo e inatingível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; Conceitos desenvolvidos no meu livro: &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;&lt;i&gt;Psicoterapia Gestaltista, Conceituações&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oq_7LdYtTao/TieOFaa7DMI/AAAAAAAAAUE/4OSHF3AVuWE/s1600/BodeExpiat%25C3%25B3rio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-oq_7LdYtTao/TieOFaa7DMI/AAAAAAAAAUE/4OSHF3AVuWE/s1600/BodeExpiat%25C3%25B3rio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O Bode Expiatório&lt;/i&gt; - René Girard&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3166228407531250479?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3166228407531250479/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/raiva.html#comment-form' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3166228407531250479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3166228407531250479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/raiva.html' title='Raiva'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oq_7LdYtTao/TieOFaa7DMI/AAAAAAAAAUE/4OSHF3AVuWE/s72-c/BodeExpiat%25C3%25B3rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-4001378391652630098</id><published>2011-07-16T21:10:00.005-03:00</published><updated>2011-07-17T19:29:22.007-03:00</updated><title type='text'>Por que algumas mulheres que são espancadas pelos companheiros, continuam com eles?</title><content type='html'>As sínteses, os resultados são gerados pelas contradições inerentes ao processo - é a dialética da relação senhor-escravo, citada por Hegel, retomada por Marx quando falava que o processo de exploração exercido pelo patrão (o explorador) sobre o empregado (o explorado) é aplacado pela satisfação de necessidades propiciadas pelo explorador. Em meu livro Mudança e Psicoterapia Gestaltista eu resumo esta dialética dos processos ao dizer que "o que apoia oprime". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O companheiro que espanca a mulher é o mesmo que apoia, que sustenta, que dá status, que dá jóias ou comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que mulheres são oprimidas? Por que não se vê homens espancados por mulheres? Existem diversas respostas, desde a explicação que considera a fraqueza física da mulher em relação ao homem; a histórica questão socio-econômica que sempre permitiu ao homem a condição de provedor; a passividade, a sensibilidade feminina; afirmações do tipo "os homens são de Marte (agressivos) as mulheres são de Vênus (passivas)", até frases como a de Nelson Rodrigues "&lt;i&gt;toda mulher gosta de apanhar&lt;/i&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a mulher só suporta apanhar quando está submetida, sem perspectiva, acuada, sem saída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher, o homem ou qualquer ser vivo só se submete, só suporta seja o que for, quando não percebe possibilidades de saída. Não existe antítese, o ângulo é zero, sem resultante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para algumas mulheres, o companheiro que espanca é o que a alimenta ou o que dá carros e jóias; para outras o companheiro é tão importante e valioso que pode fazer o que quiser, desde que continue com ela. A submissão é sempre um escamoteador de vantagens. Apanhar é a moeda de transação, é o que permite ser alguém na vida, permite ter status social, ter comida ou até sentir o calor da pancada como afago, como carinho. Sempre que há submissão há degradação humana, vira-se objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de transformado em objeto, sempre se é um ser humano transformado em coisa, em sobrevivente. Pode ser resgatado, pode haver mudança. Um dos primeiros passos para a mudança é a existência de contextos que questionem a situação. Uma lei, como a conhecida "Lei Maria da Penha", por exemplo, abre perspectivas. Comentários alicerçados em ordens selvagens, autoritárias e machistas, ou como o de Nelson Rodrigues&amp;nbsp; (&lt;i&gt;mulher gosta de apanhar&lt;/i&gt;), fecham a saída ao transformar o problema, ser espancada, em justificativa para espancar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo, quando posicionado e degradado, perde a dignidade, rasteja por afeto, esconde a verdade para não desmanchar o castelo de mentiras que frequentemente mantém seus relacionamentos familiares e profissionais. Filhos criados em contextos de submissão serão mais tarde os que batem, os que apanham, os que corrompem e são corrompidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes&amp;nbsp; considera-se uma pessoa "livre" por não depender economicamente de ninguém, mas, ela pode ter dinheiro etc e estar submetida à droga, ao vício, a 'n' formas de submissão psicológica. Infelizmente essa submissão nem sempre é vista assim, é normalmente vista como "escolha", identificação individual de liberdade e poder. Quando os processos, os contextos, as estruturas são esquecidas, surgem discursos deterministas, causalistas e mágicos para explicar os fatos, explicar os comportamentos humanos. Livre não é quem faz o que quer, querer não é poder e não se está sozinho com os outros, tanto quanto submissão não é aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher que apanha é bode expiatório, objeto de deslocamento da raiva e impotência do outro e isso não é um problema dela, não é submissão. Continuando a apanhar, submete-se. A submissão sim, é um problema dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autonomia é o que resolve as situações de submissão. A autonomia pode começar a ser conseguida quando se percebe que se está submetido. É uma antítese que leva a mudança; vale para o estar submetido a maus tratos, tanto quanto a estar submetido ao conformismo gerado pela satisfação de necessidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicia-se a autonomia quando se quebra a submissão, a cumplicidade mantida pela conveniência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-4001378391652630098?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/4001378391652630098/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/por-que-algumas-mulheres-que-sao.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4001378391652630098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4001378391652630098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/por-que-algumas-mulheres-que-sao.html' title='Por que algumas mulheres que são espancadas pelos companheiros, continuam com eles?'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-6323371273447703542</id><published>2011-07-13T22:47:00.004-03:00</published><updated>2011-07-17T17:05:09.101-03:00</updated><title type='text'>Querer não é poder</title><content type='html'>A instrumentalização do que há de mais legítimo, autêntico e imanente no humano, gera seres contingentes, nos quais a vontade, a motivação, o querer passam a ser vistos e utilizados como alavanca para se alcançar uma meta. O que era próprio, característico é então modificado, processado e destruído, principalmente de duas maneiras: a primeira, quebrando a gestalt, a totalidade ser no mundo, através de divisões criadoras do interno e externo; e a segunda, criando a falta, que surge pelo pedaço arrancado para a instrumentalização, falta essa responsável pelo desejo, vetor de mercado ultra necessário ao homem que se realiza através do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era natural, resultante de um diálogo, resultante da vivência do presente, vivência essa geradora de perspectivas (neste caso, futuro é o que continua o presente) passa a ser artificialismo construido, ponte para realização de metas, ambições que nos impulsionam e alavancam (neste caso, futuro é situação ou coisas a serem atingidas, negação dos limites criadores de opressões e insatisfações). Neste contexto surge o "se propor a", o "lutar para conseguir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer não é poder. Querer é exercer, é fazer, é tão natural quanto andar e respirar. Acentuar a naturalidade do querer não significa reduzi-lo às estruturas biológica e fisiológica. Apenas mostra a continuidade do estar no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver é perceber, é querer, é realizar. Sempre que se quer, se consegue, desde que tudo o que se quer esteja em um contexto, em um raio de ação dentro das próprias possibilidades. Quando se quer o que não se pode, mas sim o que se precisa, o contorcionismo passa a imperar: tem que se transformar necessidades em possibilidades. Isso é esvaziante, desumanizante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O querer da necessidade é instantâneo, deixa de sê-lo quando algum comprometimento nos agrava, nos adoece: o estar com dificuldade de respirar cria necessidade de sondas, por exemplo; a insônia, a incapacidade de exercer esta coisa tão natural que é o sono, cria demandas, cria vazio, cria desejo. É uma quebra de continuidade fisiológica que necessita de artifícios: máquinas para respirar, drenos, sondas etc. Nessa quebra, nesta imobilização surge o desejo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reduzindo o mundo ao próprio corpo, ao organismo, sem o outro diante de si com motivações diferentes, o indivíduo se transforma em uma fábrica de desejos, de quereres e poderes falhados, mas sempre buscados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transformação do presente em obstáculo a ser transposto por tudo que nele existe de desagradável e denunciador (problemas de origem, medos, dificuldades - não aceitação) faz com que se queira construir o que é valorizado dentro dos sistemas, começando assim o relacionamento com o próprio corpo, o próprio organismo como se fosse um outro. Essa divisão obriga a mais construções para realização do que se quer. Cria-se o lema, a meta de "querer é poder". Busca-se o corpo construido, bonito, aceitável, por exemplo;&amp;nbsp; a sexualidade aplacada, os vínculos relacionais ancorados: a família, a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que se quer se consegue, se realiza, não existe descontinuidade, tampouco dificuldade para o ser humano quando ele integra seus limites. As dificuldades, os problemas surgem quando não se aceita limites, quando não se aceita a realidade, isto é, quando o presente é transformado em obstáculo. Isso é possível através de avaliações causadas por divisões. O que ocorre é percebido em outros referenciais não existentes - passados ou futuros - onde são estabelecidos novas percepções criadoras de metas e desejos, por exemplo. O esforço, a dita "força de vontade", o "querer é poder" são estupefacientes, entorpecedores que mantém os sistemas massificadores, desumanizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mfU6AZdDG0A/Th5LpRxTHRI/AAAAAAAAATw/YnFafvNJ3wY/s1600/Nietzsche.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-mfU6AZdDG0A/Th5LpRxTHRI/AAAAAAAAATw/YnFafvNJ3wY/s1600/Nietzsche.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Humano demasiado humano&lt;/i&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="goog_593131328"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_593131329"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-6323371273447703542?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/6323371273447703542/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/querer-nao-e-poder.html#comment-form' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/6323371273447703542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/6323371273447703542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/querer-nao-e-poder.html' title='Querer não é poder'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mfU6AZdDG0A/Th5LpRxTHRI/AAAAAAAAATw/YnFafvNJ3wY/s72-c/Nietzsche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-1383358721357908905</id><published>2011-07-09T12:14:00.007-03:00</published><updated>2011-11-11T00:45:11.187-02:00</updated><title type='text'>Liberdade e escolha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando nos colocamos a questão da liberdade é inevitável lembrar que Sartre dizia que o homem está condenado à liberdade; lembramos também que Freud ao invés de falar em liberdade, preferia falar no processo da repressão exercida pelo superego no controle dos recalques inconscientes; e quanto às doutrinas religiosas, estas consideravam o livre-arbítrio como sinônimo de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 60, estávamos em plena Guerra Fria, a palavra de ordem era participar, era comprometer-se com uma causa. Os "pequenos burqueses" eram os ditos alienados, deveriam se engajar para mudar a ordem capitalista vigente. Sartre misturou Heidegger e Marx - alienação com Dasein - o em si com o para si, criando novos dualismos. A necessidade da inclusão política contra o sistema valorizava a escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1988, por ocasião do lançamento do livro Relacionamento Trajetória do Humano, em entrevista à jornalista Rosane Santana do Jornal A Tarde, eu dizia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #9fc5e8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #cfe2f3;"&gt;A TARDE&lt;/span&gt; - Neste quarto livro, você diz que não existe escolha. Dá para explicar isso?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #9fc5e8;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cfe2f3;"&gt;Vera Felicidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; - A escolha vai estar sempre comprometida com alguma contingência.&amp;nbsp; Essa contingência passa a ser necessariamente uma aderência,&amp;nbsp; extrínseca a própria situação escolhida. Quando as situações forem diferentes e você tiver de escolher,&amp;nbsp; você vai escolher em função de algum referencial outro,&amp;nbsp; que não o da coisa escolhida.&amp;nbsp; Esse referencial outro é um comprometedor,&amp;nbsp; desde que ele é um orientador,&amp;nbsp; um determinante de conduta.&amp;nbsp; Então,&amp;nbsp; no que a sua conduta de escolha fica em função de um determinante,&amp;nbsp; a escolha já é uma total aderência,&amp;nbsp; quer dizer,&amp;nbsp; ou ela é um acaso ou é um obrigatório.&amp;nbsp; No primeiro caso,&amp;nbsp; aliena; no segundo,&amp;nbsp; orienta. De 1960 para cá,&amp;nbsp; a escolha foi uma palavra que ficou em moda,&amp;nbsp; porque Sartre começou a dizer que o homem é livre quando escolhe. Isto porque as pessoas eram tão comprometidas pelas engrenagens do sistema,&amp;nbsp; que sequer escolhiam.&amp;nbsp; O grande momento humano da não-coisa,&amp;nbsp; da geração de 60,&amp;nbsp; era quando o indivíduo podia escolher. Camus disse que a liberdade é a possibilidade de dizer não.&amp;nbsp; Caetano disse que é a possibilidade de dizer sim.&amp;nbsp; Então,&amp;nbsp; é a liberdade como aquele ato desesperado,&amp;nbsp; quando o indivíduo transcende a circunstância e consegue dizer sim,&amp;nbsp; eu quero isto,&amp;nbsp; não,&amp;nbsp; eu não quero isto.&amp;nbsp; É uma visão meio desesperada,&amp;nbsp; meio aquela frase de Brecht: "Triste do país que precisa de heróis".&amp;nbsp; Quando eu digo que a escolha é o que há de mais negativo,&amp;nbsp; quero dizer triste da pessoa que tem de escolher.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dentro dos determinantes ideológicos e biológicos restava ao homem sonhar com a liberdade, considerá-la inatingível, desnecessária ou condenatória. As vezes a traduzia como paz e amor (os hippies por exemplo); outras vezes achava que experimentando drogas, visitando os "paraisos artificiais" poderia conquistá-la, poderia ser livre. Pensou também que tudo dependia da educação e foi criado um modelo de escola para a formação de "crianças livres", a escola Summerhill de Alexander S. Neill, por exemplo, cuja máxima era "&lt;i&gt;para ser feliz a pessoa precisa ser livre para escolher seus próprios caminhos".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre a liberdade era pensada dentro da moldura de externo e interno, antagonismo característico das explicações deterministas e causalistas. Liberdade era quase um dom individual ou era o que resultava do não autoritarismo, resultava dos sistemas livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade, como tudo, é relacional, é estruturada em contextos que quando ultrapassados supera-se limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é um ser no mundo com o outro; não existe um ser sozinho, um estar sozinho, liberdade não é estar sozinho. Neste sentido, entendo liberdade como a possibilidade de relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercer possibilidades é exercer liberdade, é ser livre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o relacionamento, seja com as pessoas, com os sistemas ou as situações é feito através da satisfação de necessidades, de desejos, de objetivos mantemos regras e situações. Ficamos submetidos ao que nos satisfaz, ao que nos alimenta, nos mantém e apoia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento das possibilidades humanas também pode nos sistematizar, nos posicionar e consequentemente nos aprisionar; acontece que as possibilidades humanas estão estabelecidas no nível existencial &lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; - ou seja, transcendência de necessidades - e trazem em si, contradições, condições de ruptura, de antagonismo. Se quisermos ser livres o primeiro passo é conhecermos nossos vínculos, nossos apegos e compromissos. A identificação de necessidades, medos e carências é a identificação dos compromissos, é conhecer a própria vontade circunstancializada em forma de desejos que não permitem estruturar disponibilidade, liberdade. A vontade circunstancializada é a vontade neutralizada, é a vontade transformada em reação. Ao reagir respondemos à programação do sistema, dos outros, dos nossos desejos - não há liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser não comprometido é imprevisível (por isso na atualidade do politicamente correto é comum se pensar que só os loucos são livres, ou pior, que a liberdade é loucura, destempero). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade traz abertura, quebra prisões, muda paradigmas. É a redenção, é o existir com o outro no mundo sem violências. O mundo, o outro, não são percebidos como antagônicos, desde que não existem conveniências e interesses em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relacionamentos afetivos quando se transformam em acertos, compromissos e vantagens mútuas, deixam os indivíduos alijados da dinâmica do ser com o outro. É difícil qualquer mudança; quando surge alguma situação que poderia libertar da prisão, isto amedronta, imobiliza. Começam as avaliações. Este pragmatismo obriga a escolhas, por definição, impossíveis, desde que estão comprometidas com as circunstâncias. Não há como escolher comer ou não comer, dormir ou não dormir, por exemplo, quando já se está dominado pelas necessidades que precisam ser satisfeitas. Quebrar as correntes das necessidades aplacadas e satisfeitas é libertador, humaniza. Perceber seus vínculos aprisionadores e transformá-los, humaniza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade é sempre um ato transcendente. Somente indo além da condição de sobrevivência e compromisso podemos realizá-la. Ela é sempre o diferente do esperado. Liberdade é o novo que dinamiza, que transforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As necessidades precisam ser satisfeitas, precisam ser neutralizadas. A propagação de regras para satisfazê-las cria os mercados, os receptores e distribuidores do que se pode escolher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade é a transcendência das contingências, das situações escolhidas para ajustar, para acomodar, das situações ditadas pelas conveniências, pelo bem-estar. Situações que eram ótimas, boas e necessárias antes, quando já não significam, existem apenas como imobilizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercer liberdade é transformar. Manter escolhas é manter-se adaptado. Precisamos nos adaptar para sobreviver, mas somente isso não é suficiente, pois o homem é tanto igual quanto direrente de um robô programado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrega total, o êxtase religioso são libertadores. A liberdade não cria ganhos, não incentiva pragmatismo. Ela se esgota em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;Conceituações sobre nível existencial e nível de sobrevivência no meu livro: Terra e Ouro são Iguais. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--xr7fRrUDFM/ThhvYgQP6II/AAAAAAAAARo/Dqgjhy1Fr2Y/s1600/terraouro.gif" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/--xr7fRrUDFM/ThhvYgQP6II/AAAAAAAAARo/Dqgjhy1Fr2Y/s1600/terraouro.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Terra e Ouro são Iguais&lt;/i&gt;, Vera Felicidade A. Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-E1DgF8v77qQ/ThhwJ5e3lrI/AAAAAAAAARw/y12AHp8GdG0/s1600/baudelaire.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-E1DgF8v77qQ/ThhwJ5e3lrI/AAAAAAAAARw/y12AHp8GdG0/s1600/baudelaire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Os Paraisos Artificiais&lt;/i&gt; - Baudelaire&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-1383358721357908905?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/1383358721357908905/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/liberdade-e-escolha.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/1383358721357908905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/1383358721357908905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/liberdade-e-escolha.html' title='Liberdade e escolha'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--xr7fRrUDFM/ThhvYgQP6II/AAAAAAAAARo/Dqgjhy1Fr2Y/s72-c/terraouro.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-7688980432198853137</id><published>2011-07-07T20:01:00.002-03:00</published><updated>2011-11-11T00:46:01.340-02:00</updated><title type='text'>A dúvida continuada dilacera</title><content type='html'>A afirmação negada que possibilita uma pergunta é a dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este aspecto dinâmico gerado por antíteses estrutura a dúvida, desenvolvendo motivação, curiosidade. Isto nos leva a crescer e a mudar. A dúvida pode gerar desenvolvimento humano tanto quanto científico, social e filosófico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descartes, por exemplo, ao vivenciar a dúvida decorrente de inúmeras perguntas colocadas e negadas, chega ao ponto de duvidar da própria existência, supõe-se sonhando ou existindo sob a ação de um gênio maligno. Em suas próprias palavras: "&lt;i&gt;considerar-me-ei a mim mesmo absolutamente desprovido de mãos, de olhos, de carne, de sangue, desprovido de quaisquer sentidos, mas dotado de falsa crença de ter todas essas coisas&lt;/i&gt;". Ele é o fundador do racionalismo e portanto enfatizava a dúvida como imprescindível na busca de conhecimento. Na continuidade de suas reflexões, ele consegue resolver a dúvida sobre a própria existência, constatando-a através do pensamento; é o famoso cogito cartesiano "&lt;i&gt;penso logo existo&lt;/i&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shakespeare em seu magistral Hamlet, erudito desenvolvimento de inúmeras questões: traição, fidelidade, governo, lealdade filial, medo, resume emblematicamente tudo isto na célebre dúvida "&lt;i&gt;ser ou não ser&lt;/i&gt;"&amp;nbsp; como questão fundante e construtora do humano e da sua humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida, a depender do contexto estruturante da mesma e de quem a vivencia, pode ser transformada em conflito responsável por medos, fobias etc. No século passado, a realização ou não realização de desejos sexuais diferentes do que a familia esperava, causava dúvidas persistentes, continuadas até os dramas e as angustias existenciais, geralmente apenas esclarecidas e superadas depois de muitos questionamentos psicoterápicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida nos movimenta ou nos emperra. Quando ela nos detem, ela divide, dilacera, fragmenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando negamos antiteses, negamos a dúvida, mantemos o que já foi destruido, o que já não existe, fazemos de conta que nada mudou. Negamos o movimento, fugimos da dialética do universo. Esta fuga é feita através de deslocamentos, não há como destruir o movimento, mesmo parados estamos nele. Deixar para depois o que está se evidenciando, cria medo, cria pânico. Nós engendramos as dúvidas, elas são sempre resultantes de nossas vivências, não podemos ignorá-las sem nos alienar, sem nos despersonalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos relacionamentos, a dúvida continuadamente mantida gera desconfiança do outro e insegurança quanto a si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; é um momento perceptivo possibilitador de relacionamento estruturante do humano ou de relacionamento desestruturante do humano. Quando se enfrenta o impasse gerado pela dúvida surgem configurações que caracterizam o humano, colorindo a existência. Quando se omite diante do impasse gerado pela dúvida, surgem desespero, alienação, embotamento da existência tonalizado pelos conflitos que escamoteiam e escalonam a dúvida para uma outra dimensão: a da escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;Extraído de meu livro "Relacionamento - Trajetória do Humano"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GsirGzWf6v4/ThUVffDgHWI/AAAAAAAAARg/QeYVSWQMlnU/s1600/relacio.gif" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-GsirGzWf6v4/ThUVffDgHWI/AAAAAAAAARg/QeYVSWQMlnU/s1600/relacio.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Relacionamento - Trajetória do Humano&lt;/i&gt;, &lt;br /&gt;Vera Felicidade A. Campos&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5RxVdG6uHnY/ThUVoMd2DsI/AAAAAAAAARk/UV37Z4vGi-c/s1600/meditacoes.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-5RxVdG6uHnY/ThUVoMd2DsI/AAAAAAAAARk/UV37Z4vGi-c/s1600/meditacoes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Meditações Metafísicas &lt;/i&gt;- René Descartes&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-7688980432198853137?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/7688980432198853137/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/duvida-continuada-dilacera.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/7688980432198853137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/7688980432198853137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/duvida-continuada-dilacera.html' title='A dúvida continuada dilacera'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GsirGzWf6v4/ThUVffDgHWI/AAAAAAAAARg/QeYVSWQMlnU/s72-c/relacio.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-4133135550077245547</id><published>2011-07-04T23:15:00.001-03:00</published><updated>2011-07-17T17:16:19.905-03:00</updated><title type='text'>Ansiedade</title><content type='html'>O processo da não aceitação - a neurose - cria posicionamentos e imobilização. As frustrações, as impotências, o medo, o pânico de estar no mundo com o outro, são também sintomas desse processo. Viver sem conseguir realizar desejos deixa o ser humano angustiado. E ao estabelecer planos e metas para mudar o que o estigmatiza, ele aumenta sua não aceitação, iniciando assim o processo de ansiedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada meta atingida, cada desejo realizado, esvazia. O desejo saciado não satisfaz, pois ele, o desejo, surgiu de uma fuga, de um deslocamento, de uma vivência não presentificada, falta base, falta chão, falta estrutura. É o vazio sob a forma de despersonalização, submissão, sobrevivência, massificação. Tudo isso aparece de várias maneiras no comportamento de quem está vivenciando esse processo e pode surgir como vício, como apego,&amp;nbsp; compulsão ou&amp;nbsp; ganância, por exemplo. É o popularmente expresso como: "&lt;i&gt;quanto mais se tem, mais se quer&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realização das metas gera a necessidade de mantê-las, criando assim novas metas e insegurança: medo de perder o conseguido e de não mais atingir o que deseja. A ansiedade se estabelece. Este sintoma - a ansiedade - desorganiza a vida psicológica. Novos problemas surgem e com eles a tentativa de aplacá-los: mais amigos, mais apoios, mais resultados, mais sedativos, mais prazer etc. Deste processo, segue-se a imobilização, a depressão, que muitas vezes é uma maneira de fugir da ansiedade, é mais um deslocamento pois a depressão acalma, tira "&lt;i&gt;aquela agonia&lt;/i&gt;". Ela revela e amplia o vazio, o despropósito do existir. Se tudo era meta, se a vida só tinha sentido pelo que podia ser conseguido, depois da repetição de satisfações e insatisfações, a pessoa estaciona na depressão. A ansiedade é um ciclone que deixa escombros; a depressão incapacita, esvazia e desumaniza. Ansiedade e a depressão que geralmente a segue são um só processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angustia foi considerada a doença do séc. XX, mas, na visão do senso-comum e de vários profissionais, tudo tem seu lado bom e seu lado ruim e se descobriu nela um aspecto bom: ela engendra e provoca a criatividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ansiedade é a doença do séc. XXI (alguns afirmam ser a depressão, pensando que ela é diferente da ansiedade). Continuando com a idéia reducionista de que "&lt;i&gt;tudo tem seu lado bom e seu lado ruim&lt;/i&gt;", a ansiedade é boa pois é o dínamo que nos faz agir, que nos desacomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se chama de transtorno bipolar pode ser reconhecido nas configurações do processo de ansiedade e sua resultante&amp;nbsp; a depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comprometimentos valorativos de um século dividido, de um século cravado em polaridades: da "Guerra Fria" até as definições de certo e errado, adequado e inadequado, virtuoso e impuro, familiar e devasso etc que pautavam a vida só podiam angustiar, estreitar comprometer a existência humana a padrões alienantes.&amp;nbsp; No final do séc. XX, muitos desses padrões foram derrubados, muitos muros desapareceram, mas nenhuma unidade, nenhuma integração do humano surgiu, pelo contrário, assistimos infinitas divisões, geradoras de ansiedade, de depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade atual ampliou a idéia de que é possível conseguir o que se quiser e tudo está ao alcance, de que não existem mais estigmas, não existem diferenças, não existem limites. O grande shopping está aberto, o mercado se amplia. Se nos anos 70 o conflito era entre ser e ter, agora é entre ser e parecer. A divisão atual é basicamente entre o que é e o que parece ser; é o século dos reparos, das próteses, da construção de imagens. Tudo isto serve para alimentar ansiedades e depressões, tanto quanto para vender seus antídotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-4133135550077245547?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/4133135550077245547/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/ansiedade.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4133135550077245547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/4133135550077245547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/ansiedade.html' title='Ansiedade'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-5717120543682076117</id><published>2011-07-03T18:19:00.002-03:00</published><updated>2011-11-11T00:46:46.992-02:00</updated><title type='text'>Realidade Virtual</title><content type='html'>Na história da computação o conceito de realidade virtual começou a ser usado na década de 70, no início alternando entre realidade artificial e realidade virtual, para designar um tipo específico de intercâmbio homem-computador onde era criado um ambiente que permitia a interação de vários participantes. Com o desenvolvimento da internet e sua democratização, o conceito caiu no senso-comum, alcançando enorme abrangência; estar "online" é estar no "mundo virtual". Seja entre técnicos da computação, seja entre usuários comuns, o fundamento do conceito de realidade virtual é a idéia de "simulação": a "realidade verdadeira" é simulada pelos computadores, seus sistemas e seus usuários. Várias questões e debates surgiram sobre as consequências da vivência desta "nova realidade", como se um novo mundo estivesse surgindo e com ele um novo homem. Foi, inclusive, cunhado o termo "geração virtual" para os que nasceram a partir de 1980 e todos os que nasceram antes desta data, são "estrangeiros" no "mundo virtual".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Husserl o aparente é o real. Não há realidade "de verdade" ou realidade "de mentira". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade da ilusão, a ilusão da realidade são vivenciadas pelo homem. O real e o ilusório sempre interessaram aos filósofos, aos cientistas, a todos. Para as pessoas comuns isso sempre é pensado, em última análise, como verdade e mentira. A verdade e a mentira interessaram também a Nietzsche. Ele escreveu sobre elas em seus livros&amp;nbsp; e especialmente em um livro sobre verdades e mentiras, onde ele diz: "&lt;i&gt;as verdades são ilusões, metáforas que se tornaram gastas e sem forças, moedas que perderam seu valor de troca e já não são mais agora consideradas moedas, mas sim metal&lt;/i&gt;". Descartes, Pascal, Wittgenstein, todos se debatiam com essas questões: realidade, ilusão, imaginação, sonho, conhecimento, reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim a percepção, seus processos e contextos, permite resolver essas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas relações de figura-fundo&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; o percebido é a figura. O fundo é o estruturante, nunca é o percebido. Real é o percebido, é a figura. Ilusão é o fundo, o não percebido, portanto não real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Aristóteles as coisas existem em ato e em potência. Existir em potência é tender a ser outro, é guardar em si a possibilidade de ser outro, como por exemplo a semente que é a planta em potência. Existir em ato é a existência realizada, no mesmo exemplo, a planta é a semente em ato. É clássico o seu exemplo da estátua que existe potencialmente, ou virtualmente, no mármore e passa a existir em ato pelas mãos do escultor. Para ele tudo é tanto ato quanto potência, mesmo a planta que é a semente em ato, é também potência que pode vir a ser alimento, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As classificações, as tipologias - novamente Aristóteles!!! - criaram diversas realidades: realidade simbólica, realidade virtual, realidade escondida, realidade imaginada etc. Acontece que realidade é uma só, realidade é o que percebemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos online (dito virtual), percebemos. A percepção sempre ocorre através da visão, audição, gustação, olfação e percepção tactil. Online não se sente gosto, cheiro nem se tem contato tactil. A percepção é igual a que ocorre diante de um quadro ou durante uma leitura - apenas percepção visual. A globalização e closura dos dados insinuados pelo contexto é feita pela memória e pelo pensamento. O pensamento é o prolongamento das percepções, não é uma outra atividade psíquica como pensavam os elementaristas, aristotélicos. A memória armazena tudo o que é percebido e assim entendemos porque determinadas percepções causam sinestesias: como o vermelho percebido no morango que exibe também seu gosto e cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real é o percebido, virtual é real.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; Gestalt, leis de figura-fundo: a figura é sempre o que é percebido, o fundo nunca o é, toda percepção se dá em termos de figura-fundo, existe uma reversibilidade entre a figura e o fundo. &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;O tema realidade e ilusão  está desenvolvido com detalhes e explicações em meu livro &lt;b&gt;&lt;i&gt;A Realidade da Ilusão a Ilusão da Realidade&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4LsFOsfuvOY/ThDcdvo3UUI/AAAAAAAAARc/zZZgMTC6TGQ/s1600/realidpeq.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-4LsFOsfuvOY/ThDcdvo3UUI/AAAAAAAAARc/zZZgMTC6TGQ/s1600/realidpeq.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A Realidade da Ilusão, A Ilusão da Realidade&lt;/i&gt;,&lt;br /&gt;Vera Felicidade A. Campos&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-5717120543682076117?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/5717120543682076117/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/realidade-virtual.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5717120543682076117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/5717120543682076117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/realidade-virtual.html' title='Realidade Virtual'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4LsFOsfuvOY/ThDcdvo3UUI/AAAAAAAAARc/zZZgMTC6TGQ/s72-c/realidpeq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-2094662601501570696</id><published>2011-07-02T16:00:00.002-03:00</published><updated>2011-11-11T00:49:52.198-02:00</updated><title type='text'>Círculo vicioso abismal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A reviravolta, ontem, no caso Dominique Strauss-Kahn, me lembrou a história contada por Albert Camus em seu livro "O Estrangeiro". Na história, Marsault é condenado, principalmente por sua história de vida e pelo seu comportamento durante o enterro de sua mãe: não chorava e se mostrava indiferente. Estas atitudes, para os jurados, indicavam frieza e falta de envolvimento filial, ele era insensível, frio… já estava condenado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso Dominique Strauss-Kahn descobriu-se que a camareira que o acusava de estupro, mentiu no preenchimento do formulário de imigração para os EUA, que além disso era amiga de um traficante, e que recebia depósitos bancários do mesmo; concluiu-se que era mentirosa, que era envolvida com criminosos e poderia estar praticando extorsão. Dominique Strauss-Kahn teve suspensa a sua prisão domicialiar, apesar do processo continuar em função das dúvidas envolvidas. O perfil da camareira foi o indutor da suspensão da prisão domiciliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, os padrões, as regras, os índices comportamentais determinam tudo. Todos sabemos como as grifes, os selos e certificados são importantes e fundamentais para os que querem construir imagens socialmente aceitas, manter aparências dentro de determinados padrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei: por se mentir uma vez, vai se mentir sempre? Como escreveu Kurt Lewin quando comentava o pensamento aristotélico: "&lt;i&gt;por um fato acontecer mil vezes, nada garante, nem significa que ele vai acontecer a milésima primeira vez, que ele vai acontecer novamente&lt;/i&gt;" ele conclui e acrescenta: "&lt;i&gt;regularidade e frequência não fundamentam o determinado. O passado não explica o presente, o passado não interfere no presente, o presente é que modifica o passado&lt;/i&gt;".&amp;nbsp; Sei que os psicanalistas e os deterministas não aceitam isso, pois acreditam que o antes explica o depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles novamente e agora temperado com Platão: "&lt;i&gt;a justiça é uma taça que pegamos ora com a mão esquerda, ora com a mão direita&lt;/i&gt;". Chegaremos a Kant? Para ele a ética é o cumprimento do dever acima de tudo. Temos assim mais padrões, problemas e parcializações. O grande carrasco nazista Adolf Eichmann, por exemplo, dizia que cumpria ordens, para ele só isso tinha importância, ele não fazia nenhum questionamento, obedecia&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt;, cumpria o dever e&amp;nbsp; milhões de pessoas foram cruelmente assassinadas pelo bem da ordem. E a nossa Lei de Segurança Nacional nos tempos da ditadura militar? E todas as arbitrariedades das ditaduras comunistas, de alguns regimes islâmicos etc?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito perigoso, muito alienante e desumanizador, viver em um sistema cujas agências sociais, legais, governamentais, a grande imprensa e a opinião pública são pautadas por conclusões parcializadas, padronizadas. Junte-se a isso o politicamente correto, e temos assim arremedos de democracia e de liberdade, além de trabalhos e pensamentos psicológicos comprometidos em ajustar o indivíduo aos padrões reinantes. Tautologia, círculo vicioso abismal (de tanto girar no mesmo lugar, afunda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;*&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;Sobre a obediência e suas implicações desumanizadoras, ver comentário a um clássico experimento realizado pelo  Dr. Milgram "Behavioral Study of Obedience", em meu livro "Mudança e Psicoterapia Gestaltista", página 25.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4JSDnGGvUY4/Tg9nZmPIaII/AAAAAAAAARY/7yQUKfOdZvc/s1600/HannahArendt.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-4JSDnGGvUY4/Tg9nZmPIaII/AAAAAAAAARY/7yQUKfOdZvc/s1600/HannahArendt.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Axtp3SenlbU/Tg9moJU0ivI/AAAAAAAAARQ/z_w-dY9Atbw/s1600/mudanvf.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Axtp3SenlbU/Tg9moJU0ivI/AAAAAAAAARQ/z_w-dY9Atbw/s1600/mudanvf.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dDCdbvVvs8Y/Tg9m_g1noDI/AAAAAAAAARU/HpMV1qQztMQ/s1600/EstrangCamus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-dDCdbvVvs8Y/Tg9m_g1noDI/AAAAAAAAARU/HpMV1qQztMQ/s1600/EstrangCamus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- &lt;i&gt;"Mudança e Psicoterapia Gestaltista"&lt;/i&gt;, &lt;/span&gt;Vera Felicidade A. Campos&lt;span style="font-size: small;"&gt; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- &lt;i&gt;"O Estrangeiro"&lt;/i&gt;, A. Camus &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- &lt;i&gt;"Eishmann em Jerusalem"&lt;/i&gt;, Hannah Arendt&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-2094662601501570696?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/2094662601501570696/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/circulo-vicioso-abismal.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2094662601501570696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/2094662601501570696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/07/circulo-vicioso-abismal.html' title='Círculo vicioso abismal'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4JSDnGGvUY4/Tg9nZmPIaII/AAAAAAAAARY/7yQUKfOdZvc/s72-c/HannahArendt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-3525852573317420292</id><published>2011-06-30T23:40:00.004-03:00</published><updated>2011-11-11T00:47:54.529-02:00</updated><title type='text'>O homem, sempre o mesmo</title><content type='html'>O homem sempre exerce, no mundo, suas necessidades e possibilidades de relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do tempo o homem é sempre o mesmo do ponto de vista psicológico, assim como o é biologicamente como organismo. Suas carências, suas necessidades, suas motivações (não o conteúdo, mas a estrutura), busca do prazer, medos, aceitação, não-aceitação, integração de limites, enfrentamento da 'realidade' em que vive etc - é uma estrutura constante através do tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que muda? ou o que tem mudado? A percepção que se tem do homem, consequentemente, as teorias explicativas (que são históricas e dependem tanto de descobertas quanto de sua adequação ao seu tempo de atuação), os dados culturais (no sentido antropológico de cultura), em outras palavras, as circunstâncias, esse mundo humano resultante da relação homem-mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos males das teorias psicológicas&amp;nbsp; deterministas, aristotélicas - psicanalise por exemplo - é conceituar o homem como causa ou como resultado. Lembram de quando Freud, Melanie Klein e outros diziam que todo comportamento humano vai depender da relação que se teve com a mãe, seja através do seio, seja através da realização de desejos incestuosos (Édipo)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os psicanalistas, o que determina&amp;nbsp; o comportamento humano é o inconsciente, com seus grunhidos&amp;nbsp; de raiva ou aplausos de satisfação diante do que vivenciava. "O demonio no sotão" como dizia Freud ao falar do inconsciente. Pensando assim eles jamais conseguiam perceber&amp;nbsp; que a&amp;nbsp; relação não é uma causa ou um resultado. Para mim, a relação&amp;nbsp; é&amp;nbsp; o&amp;nbsp; estruturante das percepções,&amp;nbsp; do conhecimento e&amp;nbsp; das atitudes. A essência do humano é a possibilidade de estabelecer relações, ou melhor, a essência, a característica do ser, é a possibilidade de estabelecer relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação homem-mundo é sempre a mesma, uma relação. Sem a integração de limites sempre ocorreu e vai ocorrer: angustias, ansiedades, medos, invejas, pânicos, estresse - tanto antes quanto agora nos tempos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que desumaniza, o que massifica o homem? Fundamentalmente é o posicionamento nas suas necessidades orgânicas (fome, sexo, sede e sono). Ficar reduzido a resolver problemas engendrados por esses contextos é muito alienante, gera medo, ansiedade, ambição, agressividade, revolta etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser aprofundar esse tema, ele está desenvolvido em meus livros: &lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;"Psicoterapia Gestaltista - Conceituações" e "A Questão do Ser, do Si Mesmo e do Eu"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_357265367" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-wN_36Pxv9z0/Tg0yLJhZMQI/AAAAAAAAARI/jskzPaiLi1I/s1600/conceitua.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Psicoterapia Gestaltista - Conceituações&lt;/i&gt;,&lt;br /&gt;Vera Felicidade A. Campos &lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_357265367"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_357265367"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.verafelicidade.com.br/page8.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_357265372" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-BoiPLmG91bg/Tg0ylJ9Z1YI/AAAAAAAAARM/q5rwKm4nKX0/s1600/ser.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A Questão do Ser, do Si Mesmo e do Eu&lt;/i&gt;,&lt;br /&gt;Vera Felicidade A. Campos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-3525852573317420292?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/3525852573317420292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/06/o-homem-sempre-o-mesmo.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3525852573317420292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/3525852573317420292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/06/o-homem-sempre-o-mesmo.html' title='O homem, sempre o mesmo'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wN_36Pxv9z0/Tg0yLJhZMQI/AAAAAAAAARI/jskzPaiLi1I/s72-c/conceitua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1161144554564910697.post-7436915655482213317</id><published>2011-06-29T11:51:00.003-03:00</published><updated>2011-07-31T19:33:35.397-03:00</updated><title type='text'>Continuamos aristotélicos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Continuamos aristotélicos, isto é muito ruim, distorce e consagra explicações causalistas, dualistas, elementaristas como já escreveu Kurt Lewin em seu artigo "Teoria de Classe, Teoria de Campo".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Antes, quando não se conhecia as estruturas e os processos contextualizadores dos fenômenos, não se podia estabelecer leis globalizantes esclarecedoras dos mesmos: as explicações dos acontecimentos, quando surgiam, eram pela via sobrenatural, mágica ou pelo que se pensava ser "natureza própria" ou "estado natural" das coisas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aristóteles dizia que as pedras retiradas do seu estado natural - terra - pela sua natureza queriam voltar para seu lugar próprio - caiam no chão. As penas, as folhas, os corpos mais leves quando se afastavam do chão também estavam procurando seu lugar natural - o céu -, ainda não se conhecia a lei da gravidade para explicar a queda livre dos corpos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Hoje quando se considera a violência, a velocidade, o excessivo das grandes cidades como causa do estresse, do medo etc datamos este estresse e medo como índices de modernidade. Não é isto, é a impotência experimentada, vivenciada diante dos limites não integrados. Muda tudo pensar assim, integramos a relação, saímos do causalismo pontualizador (elementarista), aristotélico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Limites, impotência diante do medo, sempre existiram para o homem:&amp;nbsp; diante do "pélago revolto" (Camões), das doenças, do medo das cobras nas terras africanas, de Lampião no nordeste brasileiro etc.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="mailto:verafelicidade@gmail.com"&gt;verafelicidade@gmail.com&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1161144554564910697-7436915655482213317?l=psicoterapiagestaltista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/feeds/7436915655482213317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/06/continuamos-aristotelicos.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/7436915655482213317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1161144554564910697/posts/default/7436915655482213317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://psicoterapiagestaltista.blogspot.com/2011/06/continuamos-aristotelicos.html' title='Continuamos aristotélicos'/><author><name>Vera Felicidade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05442433887573923207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-2yhvGhA70uA/Tgd0oOcUVEI/AAAAAAAAAQU/YcdCuZb9Yrk/s220/verawiki.4.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
