Acordos
Quando acordos são estruturados em omissões e concordância, as possibilidades de realização, superação e harmonia são remotas. Concordar frequentemente significa impotência para mudar o que divide ou atrapalha. A concordância diante de impasses funciona como ponte, que busca recompor trafego, circulação. O objetivo utilitário esmaga a autenticidade, e nesse sentido o que já foi único, o que gerou concordância é, por definição, criador de divisão e discórdia. Diante de impasses é fundamental um testemunho. Nessas situações, existir o testemunho, o terceiro presente que permite configurar as divisões é vital. O testemunho revela as discórdias e quando elas são explicitadas as situações se unificam, pois os acordos passam a significar denúncias escancaradas dos desentendimentos, das quebras. Dividir para funcionar, assim como antagonismos e anteparos são destruídos e as discórdias aparecem, não podendo ser cobertas por acordos. Concordar, nesse caso,...