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Showing posts from September, 2017

Poder, egoísmo, arma-na-mão e maldade

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É sempre intrigante constatar que os poderosos, principalmente políticos, roubam, enganam e não se sentem mal! É quase - do ponto de vista deles - "dever de ofício" visto como solução e eficácia. Espanta também ver o assaltante, o marginal roubar, matar e não ter conflitos, não ter remorsos. Será que pertencem a outra espécie, outra forma de gente como imaginava Lombroso? Não. São sempre seres humanos. A diferença é que foram transformados em sobreviventes e, portanto, tudo é vivenciado em função dos desejos e necessidades extrapoladas e polarizadas para os deslocamentos da não aceitação. A não aceitação estabelece padrões e regras. É necessário ganhar um bilhão de dólares para se camuflar como humano, para se sentir gente e esquecer a bestialidade de seu processo. Outros precisam matar, eliminar 100 pessoas ou um número ilimitado, para sentirem-se capazes de ações e de prazer.

Transformar o outro, o diferente ou semelhante, em espelho, em respaldo ou desculpa de comportam…

Curar e ajustar - amordaçamento da subjetividade

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Salvação da família, da propriedade, "cura gay" traduzem desejos de comprometidos, atitudes restritivas que, girando em torno dos critérios de ajuste e mais-valia, ameaçam a liberdade, desumanizam e alienam. A discussão dos últimos dias em torno da Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) - que determina a atuação de profissionais da Psicologia quanto à orientação sexual -, a reivindicação de que ela seja restringida, estabelecendo a possibilidade de tratamento psicológico para reversão de orientação sexual, é um exemplo desse comprometimento. Essa discussão é universal, atualmente atinge uma abordagem mais ampla que engloba questões de gênero, identidade, transexualidade etc. e voltarmos, hoje no Brasil, ao ponto em que estávamos há três décadas, além de ser uma infração de leis agora existentes, é um retrocesso que nada têm de preocupação científica como alegam os defensores da reversão da orientação sexual. Como bem disse o Presidente do CFP, Rogério Giann…

Abuso no trabalho

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Abuso no trabalho é um tema recorrente hoje em dia. Situações de abuso sempre indicam autoritarismo, prepotência e utilização do outro enquanto subordinado.

Acreditar que um funcionário vai se submeter a tudo, pois não pode perder sua manutenção de vida, seu emprego, faz com que, da chefia à colegas, criem-se situações difíceis que precisam ser transformadas em fáceis através da submissão.

Fazer de conta que não há provocação, que não existe abuso é a negação que permite manter o emprego. Permitir ser abusado só é possível quando se nega a humilhação presente em função de amealhamentos futuros. Transformar o dia a dia, o trabalho, em ponte para sobreviver é negar a própria realidade, a própria identidade.

Nem sempre o que é narrado como abuso advém da exploração das autoridades estabelecidas. Às vezes o que se vivencia como abuso no trabalho é uma extrapolação mantenedora da atitude de medo, ansiedade, desejo de ser considerado e cuidado. Esses deslocamentos da não a…

Beira de abismo

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Nas situações limites, nas quais dificuldades existem, a condição de mudança, a participação do outro, principalmente enquanto psicólogo, é fundamental. Descortinar horizontes, ampliar referenciais, realizar implosões que possibilitem aceitar os abismos da descontinuidade, que possibilitem até aceitar o inevitável, é um trabalho psicológico. Nesse panorama, o trabalho do psicólogo, ampliando horizontes, é da maior importância. Além de ouvido amigo, são seus olhos atentos que possibilitam mudanças, que interrogam contradições e solucionam impasses.

Contemporaneamente, a especificação de funções próprias e adequadas gera, significativamente, vestimentas uniformes, cria autômatos programados para tampar buracos, para manter e criar aparências de eficácia, de responsabilidade e cuidado. Dispositivos e sugestões de nada adiantam, não ajudam e apenas existem como sedativos de temores e apreensões.

Atitudes de participação, ouvindo, observando, até mesmo questionando, é o que se faz para …