Dinâmicas da convivência
Nem sempre conviver em uma família é fazer parte dela. O motorista que trabalha há mais de 20 anos, a babá e até o vizinho que participa dos acontecimentos cotidianos, explicitam uma convivência constante, mas não são família. Família é parentesco, regra e afinidade. Ela é história. A maneira como se formam os laços, como se forma o convívio define muito do que nos situa, determina e limita. Convívio é regra e é também acaso. Situações anômalas se tornam familiares, como: em função do ídolo que canta, dança e apresenta um show, a multidão convive e em uníssono expressa admiração. Situações esdrúxulas, como a da recente pandemia de covid-19 criou um convívio como sinônimo de não convívio, que se expressava no isolamento, um aparente não-convívio. Todos isolados conviviam em função de um único objetivo: evitar que a doença e a pandemia se propagasse. Por outro lado, estar junto é também sinônimo de estar distante quando decorre de ser imantado, contextualizado por referenciai...