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Conformidade e diversidade

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        A busca de adaptação e de bons resultados estabelece os padrões e tabelas do que é conveniente e inconveniente. Etiquetar, dividir, selecionar para vencer e conseguir são constantes na procura por se adaptar e vencer concorrências e desafios oferecidos no convívio com os outros. Essa atitude de adaptação sobrevivente impede globalização, a percepção ampla do que acontece, pois os indivíduos só se interessam pela seta indicativa das trilhas que devem ser caminhadas. A pavimentação em função de resultados reduz o tamanho do mundo, diminui possibilidades, embora minimize riscos e fracassos. Seguir o indicado é sempre restrito quando reduzido a único caminho. Traz vitórias, rápidas superações de obstáculos, mas empobrece e diminui a pluralidade da existência. Viver para sobreviver nega a liberdade, a descoberta das surpresas significadas pelas variedades de casos e neutraliza a opção existente cotidianamente para todos.   Preferir utilid...

Natal, dia das mães – celebrações

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           Celebrações ou comemorações sempre se referem a conquistas individuais ou coletivas. A pátria, a fé e a família são celebradas de diversas maneiras. Converter afetos e crenças em festividades coletivas se torna uma regra a ser exercida pelos mais diversos motivos: desde os interesses econômicos e comerciais, até o dito congraçamento que homogeneíza estruturas comprometidas com resultados e interesses além do comemorado.   Por outro lado, comemorar é, às vezes, esconder dispersão, egoísmo e medo. Nacionalismo chauvinista, aquele que está preso ao fanatismo, demonstra devoção cega que busca maneiras de enaltecer e influenciar tudo que ocorre em uma nação, por exemplo. Nesse sentido, comemorar é a tentativa de exagerar para esconder fraquezas e deficiências. Em menor escala isso também ocorre nas famílias desunidas quando todos se agarram ao imã unificador da festa em família, do Natal que tudo abriga e esconde. O estabelecimento de datas...

Lutas infrutíferas

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         De uma maneira geral, lutar sempre expressa defesa de um ponto de vista, uma posição, um princípio norteador de comportamentos e desejos, enfim, de objetivos a estabelecer ou defender.   O processo de luta se caracteriza pela sucessão de teses e antíteses transformadas em sínteses. Esses resultados, essas sínteses, automaticamente são as novas teses, início de novas lutas na medida em que antíteses sempre surgem. É o estar no mundo, vivenciando contradições geralmente muito próximas. Estar com o outro, como nos exemplos mais frequentes de relacionamentos afetivos e educacionais, é estar sempre possibilitando contradições. Quando as contradições são aceitas como parte do processo e das diferenças individuais, as motivações de estar com o outro são constantes. Mas, quando as contradições não são aceitas – e às vezes são negadas – as dificuldades se instalam e surgem dúvidas, especulações sobre a origem das atitudes e comportamentos divergentes:...

Posicionamento político

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         Atualmente se fala no “pobre de direita”, acentuando a contradição que isso implica, que é a de querer eleger quem o oprime e empobrece. É uma expressão antiga que foi reacendida em discussões entre sociólogos e cientistas políticos. Para alguns a frase descreve a realidade, a atitude daqueles que defendem políticos que vão contra seus interesses de classe. Para outros é um termo pejorativo que aumenta o preconceito contra a pobreza como condição incapacitante que, segundo eles, impede os indivíduos desenvolverem pensamento crítico. Essa é uma discussão frequente. Ideologias dominantes, aquelas atreladas a classes dominadoras nas sociedades capitalistas, são passadas e mantidas na sociedade pelas escolas, pela mídia, pelas religiões, que transmitem seus valores fundamentais, como, por exemplo, a meritocracia, o empreendedorismo e o individualismo, que são valores questionáveis.   A expressão “pobre de direita” denota vivências contraditórias....

Questões sociais, questões psicológicas

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  Quando pensamos, conceituamos e nos detemos nas questões humanas, o dado psicológico, isto é, o dado perceptivo relacional, é fundamental para abranger e explicar o comportamento humano. Equivale a dizer que tudo começa e acaba no psicológico, ou seja, na percepção de si, do outro e do mundo, do que acontece. Esse conhecimento é a percepção, e estrutura o que significa estar no mundo com os outros ao apreender as relações estabelecidas. Quando declaro que perceber é conhecer, e ainda, que esse conhecimento é, consequentemente, significativo, não me posiciono no idealismo, ao contrário, critico o idealismo que se constitui em convicções caracterizadas pela ideia de que mente e consciência definem os dados perceptivos, os configuram dando-lhes significados. A afirmação de conceitos como os de mente e consciência decorrem das posições cartesianas clássicas e do empirismo associacionista dominantes na filosofia e psicologia, sobretudo na psicofísica e psicanálise.   Perceb...

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