Torre de marfim
Estar exilado do convívio com os outros decorre de atos diversos. Prisões e hospitais, moradias distantes e afastadas, exilam, subvertem e submergem o indivíduo em situações alheias a seus propósitos, embora elas sejam decorrentes deles. Viver isolado sem conviver e se identificar com ninguém é uma das características expressas pela metáfora da torre de marfim. Essa imagem é usada para resumir lugares especiais e associados à elite (pela sua raridade e riqueza) e também para destacar intolerância e desprezo pelo comum, normal ou frequentemente existente. Resume uma atitude que evidencia a vivência de não se sentir comparado, e de se sentir avatar, “gênio da raça”, impoluto, distante das experiências de mazelas e maldades que atingem os outros. Destacar-se e isolar-se pode também ser típico comportamento de desapego, assim como de quadros nosológicos mentais, ou de desespero e carência. Não se sentir aceito gera uma série de deslocamentos, e um deles é o de perceber estar ...