Banalidade da desumanização
Hannah Arendt escreveu sobre a banalidade do mal, e ele nos é evidenciado cotidianamente . Mas, hoje em dia, achar que se pode entender, explicar e resolver toda e qualquer coisa nos expõe à banalidade do drama, da desumanização. Há um como fazer, agir e operar, découpé para conseguir resultado e compreensão dos acontecimentos. Quando a operosidade, a ação, passa a ser a chave de comando para resolver situações, o mundo é reduzido a fazer, a bater prego, a quebrar arestas. A ação orientada na solução dos problemas é, frequentemente, cega em relação ao que a produz. Sem globalização da totalidade a parcialização se insinua, desequilibrando seja o que for que ela resuma. Tudo é engolido, pois é liquidificado, processado pelas máquinas do poder, que conseguem transformar crimes em limpezas de áreas e territórios, para que quem eles consideram cidadãos de bem caminhem e vivam. Destruir, matar não é a questão para essas pessoas. O importante é o que conseguirão ...