Interrogações constantes
Desesperar-se com atitudes más do melhor amigo ou da melhor amiga obriga a questionamentos desencadeadores de mudança. Mas quem muda: mudaria o amigo, a amiga ou o próprio indivíduo? Essa é sempre uma interrogação. Mudam os contextos, mudam as situações, mudam as percepções. A manutenção inflexível do que sempre se percebe e pensa é defasagem, adaptação desesperada ao que já não existe. O desejo de eternidade, de imutabilidade é a quimera que nos confunde e funciona como pântano onde se escondem as ilusões perdidas ou as verdades encontradas. Constatar é ampliar limites, assim como ampliar vivências e horizontes. Saber que sabe, conhecer que conhece é definitivo enquanto posicionamento esclarecedor. Quanto mais se constata, mais se elimina situações e resíduos que distorcem o que se percebe. Essa descoberta, esse cair em si, define posições, e, consequentemente, determina comportamentos. O conhecimento nos situa e organiza, gera certezas e também dúvida...