Sistematização




Ao sistematizar se transforma dificuldades pelo fato de criar padrões, de estabelecer limites que possibilitam continuidades. Ocupar espaços, perceber novas configurações é uma maneira de estabelecer critérios que definem a continuidade.

Transformar as vivências em motivações, em padrões que permitem sistematização automatiza o cotidiano, transformando também o indivíduo em robô, maquina bem cuidada para realizar funcionamentos.

A sociedade, a família, a empresa sistematizam e cabe ao indivíduo perceber esses processos como referenciais, chão por onde caminha, mas sempre questionando onde leva esse caminho e que paisagens oferece.

Se perder na estabilidade é uma forma de despersonalização. Se encontrar na desestabilização é também uma forma de despersonalização. Só por meio de constantes questionamentos se vivencia o que ocorre, o presente que tudo personaliza.

Utilizar apoios e engrenagens é apassivador. A vida é para ser vivenciada, não há onde chegar, nem de onde partir. Esses referenciais independem de nós, são eixos, são configurações, são anteriores e posteriores ao nosso processo de estar no mundo. De que lugar se veio, para onde a vida leva não significa enquanto presente. Estar vivo, presente, percebendo o diante de si é o discernimento e envolvimento, são as possibilidades que, transpostas, transcendidas ou realizadas estruturam o significado do que se vivencia.

Transformar é interagir, esse encontro sem a priori - disponibilidade - é o que cria o novo, o próprio processo individualizante.

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