Desmoralização




Descobrir o que está escondido é esclarecedor e é revelação, mas também é desmoralização quando o que é descoberto foi escondido por pessoa, ou pessoas, em função de objetivos escusos ou criminosos de pessoas ou de grupos partidários, religiosos etc.

Usar pessoas, ameaçá-las, coagi-las a práticas destrutivas, infames ou sexualmente lesivas, a fim de realizar desejos perversos e objetivos criminosos, sempre são ações escondidas. Os conhecidos roubos de heranças dos parentes, os “golpes do baú”, as apropriações indébitas do patrimônio do outro ou da União, o roubo das verbas escolares e da saúde, os abusos sexuais contra mulheres ou feitos às crianças educandas e aprendizes (pedofilia), tudo isso é escondido e sempre escamoteado.

Inúmeras imagens sociais, consideradas e aceitas, funcionam como máscaras que ocultam, que despistam, que impedem dúvidas sobre condutas desonestas e perversas, imagens tais como: o homem de bem, o chefe de família, o sacerdote, o que doa aos pobres, o Santo milagreiro, que são todos cidadãos acima de quaisquer suspeitas, pessoas sobre as quais ninguém pensará nada de mal.

Quando as revelações surgem é a desmoralização. Tenta-se contê-las e negá-las, usando mil e um artifícios, que vão do Poder ao dinheiro, entretanto, a avalanche da realidade, o real, tudo invade e a verdade aparece.

São situações paradoxais nas quais a desmoralização - quando toda ética ruiu e desapareceu - possibilita verdade. A exposição da mentira e do engano deixa aparecer, crescer, desenvolver a verdade: o real, o que acontece e também como aconteceu e quando aconteceu.

Abrir perspectivas para atitudes honestas e humanas cria espaço para questionamentos, e isso é fundamental, faz surgir verdade, evitando enganos e manipulações.

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