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Mostrando postagens de junho, 2024

Pilares contraditórios

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      “Não chame atenção, faça tudo para não causar inveja, medo, raiva”. “Brilhe, chame atenção, ocupe seu lugar, seja o melhor, o mais valorizado”.   Culturas, comunidades, famílias em geral são sustentadas e esmagadas por esses dois pilares. Desde as linhas de produção econômica, desde as defesas e conquistas territoriais, até os núcleos íntimos estruturantes das comunidades, das famílias ou ainda do indivíduo com ele próprio, os limites são essas orientações antagônicas. Evite e lute, esconda e mostre. Antagonismos básicos, crivos dilacerantes cortando em pedaços a vida desses seres. Desse modo o que se ensina é fingir, garantir o devido, não perder oportunidades. Estar sempre apto para aproveitar é “não deixar passar o cavalo selado” . Essa divisão é a cisão dos processos individualizantes. À depender de como se vivencia essas contradições, as divisões podem ser inúmeras, como podem também ficar reduzidas a quatro, duas divisões. Conflitos, desperson

Imposições

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    Geralmente o encontro funciona como imposição, seja no sentido da continuidade, seja na configuração do obstáculo que destrói ou muda as situações. É a pedra no caminho falada pelo poeta Drummond.   Mudança de rumo, descoberta de congruência, validação de motivação, enxurrada de novidades, aberturas infinitas começam com encontros. Os encontros também podem oferecer próximos passos abismais, engolidores de motivações, propósitos e verdades. O encontro sempre transforma, é como uma reação química que muda a estrutura dos corpos, das substâncias, dos elementos químicos. É a irreversibilidade, pois o ser tocado é propiciador de mudança e de descoberta. Reunifica antíteses, transforma teses, que são continuadas em outros contextos em níveis diversos. A diferença entre os valorativos: encontro bom, encontro ruim, encontro construtivo, encontro abismal, dependerá das estruturas de disponibilidade ou de compromisso que estão em jogo, que estão se deparando para