Arrependimento
Ter seguido a corrente, ter mantido a linha ou não ter seguido a corrente, não ter mantido a linha, enfim, ter se conduzido de acordo com a própria motivação ou de acordo com a dos outros sempre pode causar arrependimentos.
Tudo que é avaliado possibilita arrependimento. Quando se mede, se compara, se desvitaliza e assim o qualitativo passa a ser quantificado. Essa transformação despersonaliza, pois só é realizada através da negação das próprias vivências. Quando existe vivência de qualquer situação não existe medida nem comparação. A vivência é o presente absoluto, não tem contingência demarcatória. É o viver, o querer, o fazer, é reagir ao que está diante de si enquanto o que está diante de si. Não se compara, nem cogita, não há prolongamentos para antes, nem para depois, não tem margem para arrependimento quando se está inteiro na vivência. Quando há escolha, cogitação e comparação surge a possibilidade de arrependimentos, tais como o de não ter aproveitado melhor a oportunidade oferecida.
Querer e constatar é encontrar, é ratificar pela decisão, é o que acontece, é vida. Isso é bem diferente de construir escadas de acesso. Vida operacionalizada predispõe à arrependimentos. Vida não construída é caminho que resulta e conduz às motivações do estar no mundo com o outro, constatando as possibilidades dos encontros e também dos desencontros. O outro é sempre uma possibilidade ou uma impossibilidade de participação, de diálogo.
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