Corda de caranguejos
Diante do impasse, do impedimento, surge o desejo de superação. Essa é a atitude comum quando se está imerso na corrida de obstáculos que, às vezes, configura o estar vivo.
No perde-ganha cotidiano, a contabilização de perdas ou ganhos anima ou desanima. O resultado é o definidor, e, assim, se perde de vista o próprio processo da vida, de estar no mundo com os outros. A despersonalização surge e passa a significar. Não importa mais o que se é, apenas significa o que consegue, ser bem sucedido e ultrapassar os limites classificatórios do que denota fracasso.
Ser pobre, rico, titulado, não titulado, enfim, a qualificação, o objetivo, o valor, é o que faz existir e dar cara ao existente. Nesse panorama, o humano – estar no mundo com os outros – é destruído e substituído pelo seu funcionamento: equivale a ser a bucha de canhão necessária para a destruição do que atrapalha, do outro que impede. É a conhecida corda de caranguejos, imagem sinônima de luta pela sobrevivência não importa como.
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📗 "Como bem nos alerta a dialética, o homem se desenvolve mesmo na alienação". In: Tudo é relacional - causalidade nada explica |
📘 "Para haver mudança não basta vontade e desejo de mudar, são necessárias antíteses, situações, realidades que se antagonizem". In: Emparedados pelo vazio
📕 "Transformar o indivíduo que está impermeabilizado em participante, via enfoque psicoterápico, é criar novos encontros, novas configurações". In: Autismo em perspectiva na Psicoterapia Gestaltista







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