Imersão


 

A dedicação possibilita inúmeras vivências. Totalmente voltado para o que se pretende e propõe se consegue imersões transformadoras. Esse processo é a continuidade do estar no mundo com o outro diante de obstáculos, soluções e problemas. A imersão é uma decorrência de estar vivenciando o presente. A continuidade da vivência presentificada cria disponibilidade e exila metas - que são propósitos antecipados -, fazendo com que tudo sinalize enquanto motivação. O percurso das nuvens, por exemplo, ou o deslocar de formigas são exemplos de ordens frequentemente não configuradas. Pensar em Deus, em natureza é lançar mão de extras com relação ao ocorrido. O que não se vê entre nuvens e formigas são andanças, movimentos, e isso as iguala. Semelhanças, diferenças tudo é continuidade de significações não explícitas. Certos contextos podem elucidar. Só a dedicação, a imersão, o voltar-se para, é capaz dessa realização. Não é empreendimento, não é propósito, não é desejo, é ombrear-se, voltar-se para o que ocorre, que permite apreensão do que está ocorrendo. O ir às próprias coisas, sem aprisioná-las em função de significados, liberta motivação, permite descobertas e constata intrigantes e maravilhosas histórias do estar no mundo com os outros e consigo mesmo.

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