Implícito

 




Implícito é o contexto, o Fundo, a base (relação Figura e Fundo), o intervalo que elucida. É o implícito que permite a continuidade de nossas vivências. Ora é o caminho, sem ele não há caminhar, ora é o pé no chão, sem ele não há caminho. Essa configuração, Figura e Fundo, tudo estrutura. É o ser no mundo, ser com o outro, continuidade, fragmentação. Prazer e desprazer, aparentemente opostos, são apenas polos da mesma reta, aspectos da mesma totalidade. Casca e miolo formam o implícito, que em algum sentido pode ser a fruta. A fruta, o resultado, é explícito em relação ao que está acontecendo e implícito ao que foi estruturado. Não há dualidade, não há causalidade. Só no presente, no estar aí, é que se percebe e vivencia o implícito. Essa é a verdadeira base das relações, das configurações problemáticas, tanto quanto das soluções psicoterápicas, e consequentemente da resolução de problemáticas. É vida, é escolha, é integração. A apreensão do implícito é a procura de totalidades, do que está aí diante de si, sem distorção gerada pelas dúvidas, incertezas e desconfianças.

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