Popularidade




Popularidade geralmente é resultado de processos sociais. Desde a clássica escolha eleitoral dos candidatos mais populares até os artistas, escritores e pessoas que se destacam nos grupos, popular é aquele que lidera, e, assim, representa anseios, desejos e motivações das “massas”, dos grupos, da maioria.
 
Ser popular é liderar vários grupos definidos pelas motivações familiares a eles. Essa resultante, inerente a processos que constituem a popularidade, atualmente é forjada na “oficina do diabo”, como diria o enganado pelos falsos líderes. Sobressaem-se indivíduos populares que passarão bandeiras redentoras. Surgem na internet, nas escolas, nos clubes, nas igrejas e empresas, e até nas famílias. Tornam-se porta-vozes que orientam e determinam o que deve ser feito. Empenhados e identificados com outros interesses buscam criar popularidade para conseguir adeptos e seguidores.
 
Hoje em dia, a popularidade, com ajuda da tecnologia, é um dos estupefacientes mais encontradiços, é uma exceção, uma desorganização de ambientes sociais, familiares, religiosos e empresariais, ao ser transformada em regra para ditar consumos, exibições e enganos. Como no filme Matrix, ela é a escolha entre a pílula vermelha ou a azul.
 
Ser popular é um resultado de processos, no entanto, no quebra-cabeça distópico que caracteriza nosso cotidiano político, social e religioso, isso existe como um lugar buscado e engendrado por motivações, artimanhas e conspirações ambiciosas e desumanizadoras, expressas em atitudes de neutralização e destruição do que os atrapalha e daqueles que se opõem ou que são diferentes de si. 
 

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Completando a duologia iniciada com Emparedados pelo vazio, nesse livro continuo com a temática psicológica e a proposta de pensarmos sobre o que nos infelicita, o que nos joga no círculo vicioso abismal da sobrevivência.

Como romper esse círculo e estruturar autonomia? São questionamentos que possibilitam entender angústia, desespero, medo, raiva e tantas outras sensações que nos paralisam.

Convido vocês para a leitura dessa obra e espero propiciar reflexões sobre velhos e novos desafios da convivência e comportamento humanos!

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