Marcas anteriores e desavenças
Discordâncias resultam de percepções, apreensões e utilização de dados perceptivos provenientes de diferentes considerações e diferentes contextos.
Olhar na mesma direção não necessariamente configura concordância, pois apreender, perceber o que ocorre depende de estar percebendo o que ocorre como ocorrência (vivência presente), ou como resultado do que ocorreu (processo passado) que se completa, ou como acontecimento que anuncia, prenuncia o que vai ocorrer (futuro). A invasão do antes e o do depois mescla, confunde e configura o que acontece. Perceber o que acontece como acontecimento exige estar presente (presentificação).
A continuidade do existir sempre aponta e privilegia direções: responder perguntas anteriores se evidencia ou a antecipação de possibilidades se impõe, e, assim, o presente é desvanecido. Esse desmanchar ou o apagamento do que existe gera confusão e mistura, passa a ser o papel em branco no qual tudo é escrito, reescrito e completado. Palimpsesto que adultera, embora esclareça propósitos e vivências, pois saber o que se deseja (acontecerá) e entender o que se faz (o acontecido) é sempre mais significativo que participar do que está acontecendo.
O que acontece sem referenciais de passado e futuro é vivenciado como a folha em branco que atordoa. Sem perguntas e sem respostas não há entendimento. Constatar não significa, pois não se sabe o que se percebe, apenas se espera comprovação expressa na indicação do que foi e do que será, do que aconteceu ou vai acontecer.
Esse desentendimento – não entendimento do que acontece e existe – lança o indivíduo no abismo de apreensões e cogitações. Gera medo, dúvida e revolta e distância dos próprios processos do estar no mundo com o outro.
📕
|
LANÇAMENTO Está à venda na Amazon e em outras livrarias o meu novo livro: Ciladas da sobrevivência - círculo vicioso abismal. Completando a duologia iniciada com Emparedados pelo vazio, nesse livro continuo com a temática psicológica e a proposta de pensarmos sobre o que nos infelicita, o que nos joga no círculo vicioso abismal da sobrevivência. Como romper esse círculo e estruturar autonomia? São questionamentos que possibilitam entender angústia, desespero, medo, raiva e tantas outras sensações que nos paralisam. Convido vocês para a leitura dessa obra e espero propiciar reflexões sobre velhos e novos desafios da convivência e comportamento humanos! ✔ GARANTA SEU EXEMPLAR |
|
|
|
|






Comentários
Postar um comentário