Sucedâneos

    

 

Sucedâneo é o que substitui. As substituições são violentadoras de processos ou são encaixes reconstituídos. Próteses, apoios, máscaras são sucedâneos. Tudo que pode substituir é válido, assim como alheio ao substituído. É difícil e contraditório estabelecer ou falar o que é bom, ruim, vantajoso ou desvantajoso como substituto. Sempre o insubstituível ampara, situa e contextualiza o substituível. Nada mais válido que uma prótese, mais satisfatório que os empregos, as funções substituídas, assim como, nada mais impossível que a substituição do filho perdido, da família destruída, das mortes acontecidas. A substituição é, em certo sentido, como um fio de lã misturado sabe-se lá com o quê, para recuperar um tapete. É arte, magia e mistura desesperada.

 

Atualmente a ideia de democracia, polarizada nas lutas partidárias, é uma grosseira substituição de seu conceito inicial. Nesse caminho de substituição indevida e aleatória não vai ter sentido falar de felicidade ou de bem-estar. Esses sucedâneos são gerados por descontinuação nos processos humanizadores.

 

Os principais referenciais para pensar o homem no mundo, atualmente, são os de sucesso, geração de riqueza e poder territorial e bélico para as nações. Conseguir e atingir definem o existente. Não se pensa mais no homem, se pensa em potência, impotência, ricos e pobres, fontes de alimentação e poderio, pessoas e órgãos a serem utilizados para a sobrevivência. O sucedâneo de vida, nesse contexto, é a morte, desde que o ser é despersonalizado para satisfazer suas necessidades e demandas.






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Está em pré-venda na Amazon o meu novo livro: Ciladas da sobrevivência - círculo vicioso abismal 📒 Completando a duologia iniciada com Emparedados pelo vazio, nesse livro continuo com a temática psicológica e a proposta de pensarmos sobre o que nos infelicita, o que nos joga no círculo vicioso abismal da sobrevivência. Como romper esse círculo e estruturar autonomia? São questionamentos que possibilitam entender angústia, desespero, medo, raiva e tantas outras sensações que nos paralisam.
 
📌 Convido vocês para a leitura dessa obra e espero propiciar reflexões sobre velhos e novos desafios da convivência e comportamento humanos!
 
-> Ciladas da sobrevivência - círculo vicioso abismal, de Vera Felicidade de Almeida Campos, Ed. Labrador, São Paulo, 2026.
 
 
 


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📗  "Como bem nos alerta a dialética, o homem se desenvolve mesmo na alienação". In: Tudo é relacional - causalidade nada explica


📘 "Para haver mudança não basta vontade e desejo de mudar, são necessárias antíteses, situações, realidades que se antagonizem". In: Emparedados pelo vazio

 


 📕 "Transformar o indivíduo que está impermeabilizado em participante, via enfoque psicoterápico, é criar novos encontros, novas configurações". In: Autismo em perspectiva na Psicoterapia Gestaltista

 


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